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Meio Ambiente/Ecologia

Leptodactylus ocellatus-rã-manteiga

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Leptodactylidae
Gênero:
Leptodactylus
Espécie: :
Leptodactylus ocellatus

Nome popular: Rã-manteiga.

Distribuição: Espécie descrita originalmente por Linnaeus em 1758, atualmente pode representar um complexo de diversas espécies. Esta distribui-se por toda América do Sul a leste dos Andes (Frost, 2002).

Características: Rã de grande porte, especialmente os machos, que pode apresentar os braços muito espessos e podem medir entre 90-120 mm enquanto as fêmeas medem entre 80-110 mm. O dorso é escuro, cinzento, oliváceo ou castanho avermelhado com pregas longitudinais proeminentes e grandes manchas escuras e contornadas de branco chamadas ocelos. O ventre é esbranquiçado, fracamente matizado com cinza. A garganta é manchada de escuro. Os machos possuem espinhos negros no primeiro dedo dos membros anteriores. Trata-se de uma espécie que resiste a alterações ambientais produzidas pelo homem e cujos girinos parecem suportar um grau de poluição de água não aceitável por outras espécies de anuros. Isso faz com que essa espécie ainda seja muito encontrada  em vários lugares habitados, apesar de ser muito caçada para servir de alimento humano.

Status Populacional: Até então, esta espécie não se encontra na Lista Nacional das espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Porém isso não exclui a possibilidade dessa espécie estar ameaçada, devido à utilização de métodos agressivos ao meio ambiente para expansão das fronteiras agrícolas, sem a menor preocupação com a conservação dos recursos para permitir sua regeneração, vem extinguindo um grande número de espécies de anfíbios e destruindo a biodiversidade em geral.

Hábitos: Habita áreas abertas e é usualmente encontrada em açudes, pequenas lagoas ou áreas inundadas. Durante o dia e à noite, indivíduos geralmente descansam nas margens das poças e saltam para a água quando perturbados (Kwet & Di-Bernardo, 1999).

Alimentação: As larvas dessa espécie são onívoras, e alimentam-se de microorganismos, animais mortos e material depositado sobre as pedras, plantas e troncos submersos (Kwet & Di-Bernardo, 1999).

Reprodução: A estação de acasalamento é de setembro a fevereiro. Os machos vocalizam escondidos na vegetação aquática, e emitem notas curtas monótonas e de baixa freqüência.  A atividade das vocalizações aumenta após aguaceiros.  Desova na superfície de coleções de água mais profundas, fazendo ninhos de espuma , a desova contém milhares de ovos pequenos e pretos e os girinos, quase negros, são gregários e ficam protegidos pela fêmea por várias semanas. Apesar da fêmea apresentar cuidado parental, os girinos desta espécie podem ser eventualmente predados por aves. As larvas são livre-natantes.

Bibliografia
FROST, D. R. 2002. Amphibian Species of the World: an online reference.
V2.21 (15 July 2002). Acessado em 10 de março de 2004
http://research.amnh.org/herpetology/amphibia/index.html.
KWET, A., DI-BERNARDO, M.,   Anfíbios. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999. 107p.
IZECKSOHN, E.; CARVALHO-E-SILVA, S. P. Anfíbios do município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001. 148p.

Netografia
http://www.herpetologia.hpg.ig.com.br/locellatus.htm
http://www.faunadepelotas.hpg.ig.com.br/anfibiosft8.htm
http://elib.cs.berkeley.edu/aw/search/search_photos.shtml

 

www.ibama.gov.br


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