Neurologia/Neurociências - Encefalite herpética
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Neurologia/Neurociências

Encefalite herpética

11/07/2005
 



 

A encefalite por herpes simples (HSV) continua sendo uma das infecções de sistema nervoso central (SNC) mais devastadoras mesmo com terapias antivirais disponíveis.

 

Crianças e adolescentes respondem por cerca de um terço de todos os casos de encafalite herpética. O diagnóstico clínico é sugerido através de febre, sinais gerais de encefalopatia e por déficits neurológicos focais.  Entretanto, estes achados não são patognomônicos dado o grande número de outras infecções que atingem o SNC e que podem mimetizar a encefalite herpética.

 

Corroboram para o daignóstico a demonstração por ressonância magnética de alterações no lobo temporal e atividade de pico e vale (low-wave) no eletroencefalograma.

 

Na presente data, o padrão ouro para estabelecimento de diagnóstico é a detecção do DNA do vírus herpes simples no líquido cérebro-espinhal por reação de polimerase em cadeia (PCR). Apesar do PCR ser um excelente teste e muito mais desejável do que uma biópsia cerebral, falsos negativos podem ocorrer no início da instalação da doença.

 

A terapêutica atual recomenda a administração de aciclovir na dose de 10mg/kg de 8 em 8 horas por 21 dias. Porém, mesmo com a instalação precoce da terapêutica, cerca de dois terços dos sobreviventes apresentarão déficits neurológicos residuais significativos. Pesquisas recentes procuram estabelecer o valor da detecção do PCR do DNA viral ao término da terapia e o real valor de terapia antiviral prolongada.

Herpes simplex encephalitis: children and adolescents - Semin Pediatr Infect Dis. 2005 Jan;16(1):17-23

Semin Pediatr Infect Dis. 2005 Jan;16(1):17-23. Related Articles, Links

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Herpes simplex encephalitis: children and adolescents.

Whitley RJ, Kimberlin DW.

Department of Pediatrics, The University of Alabama at Birmingham, AL, USA. Rwhitley@peds.uab.edu

Herpes simplex encephalitis (HSE) remains one of the most devastating infections of the central nervous system despite available antiviral therapy. Children and adolescents account for approximately one third of all cases of HSE. Clinical diagnosis is suggested in the encephalopathic, febrile patient with focal neurologic signs. However, these clinical findings are not pathognomonic because numerous other infections in the central nervous system can mimic HSE. Support for the diagnosis from a neurodiagnostic perspective is aided by the demonstration of disease of the temporal lobe by magnetic resonance image scan and spike and slow-wave activity on electroencephalogram. In the current era, the gold standard for establishing diagnosis is the detection of herpes simplex virus DNA in the cerebrospinal fluid by polymerase chain reaction (PCR). Although PCR is an excellent test and far more desirable than brain biopsy, false negatives can occur early after disease onset. Current therapeutic management calls for the administration of acyclovir at 10 mg/kg every 8 hours for 21 days. Even with early administration of therapy after the onset of disease, nearly two thirds of survivors will have significant residual neurologic deficits. Recent investigative efforts are assessing the value of PCR detection of viral DNA at the completion of therapy and the value of prolonged antiviral therapy.

Publication Types:
  • Review

PMID: 15685145 [PubMed - indexed for MEDLINE]


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