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Notícias da Dra. Shirley

Cerco contra o sarampo

28/07/2005

Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforça alerta em aeroportos, para identificar passageiros com sintomas da doença. Última epidemia em Minas foi registrada em 1997

Os serviços de vigilância epidemiológica fecham o cerco contra o sarampo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém em alerta os profissionais que trabalham nos postos de vacinação dos aeroportos, para identificar passageiros com os sintomas da doença. Em Belo Horizonte,todos os hospitais e centros de saúde já foram informados de que devem chamar especialistas da Secretaria Municipal de Saúde, caso identifiquem algum paciente com febre e manchas vermelhas na pele.

Esta semana, foi notificado o sexto caso de sarampo no Brasil, transmitido pelo surfista catarinense Fábio Gouveia, que contraiu a doença numa viagem a Male, capital das Ilhas Maldivas, no Sul da Ásia. O último registro da doença foi de uma mulher em Santa Catarina, que contraiu a doença após dividir a sala de espera de um consultório com o surfista.

O trajeto percorrido por Fábio Gouveia nos últimos dias foi divulgado, para que os estados pelos quais ele passou possam atuar na busca ativa de pessoas que tiveram contato com ele. O surfista viajou em 31 de maio para Male e, neste dia, fez conexões em São Paulo, Frankfurt (Alemanha) e Colombo (Sri Lanka). Retornou ao Brasil dia 13, já com sintomas de sarampo. No retorno, fez conexão em Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal) e desembarcou em São Paulo. Em 14 de junho, esteve em Florianópolis, mas embarcou em seguida para Salvador, onde disputou uma etapa de um campeonato de surf.

De lá, voltou a Florianópolis, dia 17, fazendo conexões em Brasília e São Paulo. De 5 a 10 deste mês, também passou pela África do Sul. Na volta, ficou mais três dias em Florianópolis e viajou para o Rio de Janeiro, mais precisamente para Saquarema, para a etapa do Super Surf. A diretora da área de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, Patrícia Botelho, ressalta a importância das pessoas que fizeram essas conexões entrarem em contato com os serviços de saúde.

“O alerta foi dado, em nível nacional, dia 7. Desde então, já foram identificadas seis pessoas com a doença. O sarampo é altamente contagioso e transmitido por via respiratória. Pode ser contraído, se a pessoa estiver em um local fechado com alguém contaminado. Não é necessário um contato muito íntimo”, explica.

No aeroporto da Pampulha, o posto de vacinação da Anvisa funciona em horário comercial para aplicação de vacina e notificação de casos suspeitos. Em Minas, não foi identificada qualquer pessoa com sintomas da doença. De acordo com o assessor técnico da Anvisa, Rodolfo Navarro, os profissionais da vigilância que trabalham nas fronteiras, portos e aeroportos também devem apresentar alta cobertura vacinal, porque estão muito expostos ao contato com pessoas que podem transmitir doenças contraídas em outros países.

Navarro acredita que não será identificado mais nenhum caso de sarampo no Brasil. “Acreditamos que a situação esteja sob controle. O prazo para que houvesse uma explosão de casos já passou. De qualquer forma, nosso objetivo é manter alta cobertura vacinal em todo País.” A última epidemia de sarampo registrada em Minas ocorreu em 1997, com 813 casos e três mortes. Os últimos casos registrados foram em 1999, com nove pacientes e nenhum óbito.

A vacina contra o sarampo está disponível na rede pública há mais de 20 anos. O calendário de vacinação prevê uma dose com um ano de idade, da tríplice viral – sarampo, rubéola e caxumba – e uma dose de reforço aos quatro anos. Mulheres em idade fértil e adultos que não foram vacinados na infância devem procurar os centros de saúde para se imunizar.

Estado de Minas, 27/07/05


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