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AIDS / HIV

Especialistas pedem providências para frear pandemia da Aids em expansão

31/07/2005


 


A epidemia da Aids completará 25 anos em 2006, e, apesar de já ter se tornado uma doença crônica para os portadores do HIV que têm acesso ao tratamento no mundo, que não chegam a um milhão, a doença não para de crescer. Apenas no ano passado foram 5 milhões de novas infecções, maior número registrado na história da Aids. Autoridades, pesquisadores e sociedade civil, reunidos na 3ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS) sobre Patogênese e Tratamento do HIV/Aids, no Rio de Janeiro, que termina hoje (27), alertam que é preciso tomar providências urgentes para brecar a disseminação do vírus.

O fato é que cerca de 20 milhões de pessoas já morreram em decorrência da doença desde que ela foi diagnosticada em 1981, e, atualmente, existem cerca de 38 milhões de soropositivos. Segundo Luiz Loures, diretor das Iniciativas Globais do Programa de HIV/Aids das Nações Unidas (Unaids), os investimentos para conter a Aids nunca foram tão grandes: em 1996 eram US$ 300 milhões e hoje estima-se que esse número chegue a US$ 7 bilhões. "A implementação dos recursos não é suficiente", alertou o diretor, "falta um debate mais aberto sobre a Aids no mundo. As posições em relação à doença ainda são muito preconceituosas, o que tem contribuído para o crescimento da doença". Ele lembra que, embora os programas de prevenção da Aids tem custo menor do que os recursos disponíveis para o tratamento, eles esbarram em barreiras muito mais fortes, por exemplo, o preconceito com os grupos considerados de risco, como os homossexuais, os profissionais do sexo e os usuários de drogas.

Outro aspecto para o qual Loures chama atenção é a globalização, definitiva, da Aids. Nações que até a década de 90 não apareciam no mapa da epidemia sofrem agora com uma explosão de casos de infecção do HIV. Entre eles estão os populosos Índia e China, a Rússia, a Nigéria, países do leste europeu, além de nações muçulmanas (leia notícia). Apesar disso, persistem duas imagens, a de que a Aids está longinquamente concentrada em países africanos, afastando o medo da contaminação de algumas populações, e a de que os tratamentos disponíveis diminuíram a ameaça, o que leva a população em geral a baixar a guarda.

Apesar da ampla divulgação sobre a doença na mídia e de muitos esforços governamentais, a Aids cresce enormemente entre jovens (15 a 24 anos), mulheres e usuários de drogas, para os quais não existem, em muitos países, programas de distribuição gratuita de seringas. "A chave [para o combate da Aids] é envolvermos os setores da sociedade - porque a Aids não é apenas uma questão da medicina - trazer a igreja, as escolas, as famílias para dialogar", enfatiza Loures, que participa da Conferência no Rio.

Para Peter Piot, diretor mundial do programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, o sucesso da resposta à epidemia depende da integração entre a ação e o planejamento. "Enquanto executamos ações de emergência para garantir acesso universal à prevenção e ao tratamento do vírus da imunodeficiência humana, devemos conseguir soluções a longo prazo, como uma vacina e microbicidas", declarou. Embora pesquisas e testes com vacinas candidatas estejam se multiplicando em todo o mundo, nenhuma foi bem sucedida nos testes clínicos para prevenir a doença ou impedir a entrada do HIV nas células. Ou seja, a prevenção ainda é a principal forma de deter a disseminação da Aids, somada aos tratamentos dos soropositivos, que garante uma diminuição na quantidade de vírus e, assim, contribui para reduzir as chances de sua disseminação.

Brasil
Durante o evento, o Programa de Combate à Aids brasileiro foi bastante elogiado. O diretor da Unaids acredita que a combinação do compromisso político brasileiro (feito de forma precoce), a disponibilização do orçamento reservado para combater a doença (cuja contribuição principal vem do Tesouro Nacional) e o envolvimento da sociedade civil facilitaram um diálogo mais aberto em relação à Aids no país. O resultado disso é que hoje o Brasil é considerado uma referência mundial de combate à Aids, detendo o maior número de pessoas com acesso ao tratamento de anti-retrovirais, devendo atingir 170 mil pessoas.

 
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