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AIDS / HIV

Mulher é infectada pelo HIV em transfusão

08/08/2005

O caso foi notificado em maio, mas a contaminação foi em 2003, em Campinas, e teria sido detectada após exames de pré-natal

Uma mulher com idade entre 25 anos e 35 anos foi contaminada pelo vírus HIV depois de ter recebido transfusão de sangue em Campinas (95 km de São Paulo). O caso foi notificado em maio passado, mas a transfusão ocorreu em 2003. A contaminação só teria sido detectada após a realização de exames de pré-natal.

Na investigação, os técnicos de saúde não detectaram a presença do vírus HIV no parceiro da mulher. Um outro caso de contaminação de uma mulher também de Campinas, possivelmente por transmissão via transfusão de sangue, está sendo investigado pelas autoridades de saúde do município. Não há data para a conclusão das apurações.

O caso confirmado só veio a público após uma entrevista da coordenadora do Programa DST Aids da Prefeitura de Campinas, Maria Cristina Ilário, a um programa da EPTV, afiliada da "Rede Globo". Ela disse que a notícia foi divulgada "acidentalmente".

Na entrevista, a coordenadora falava sobre outro tema, mas relacionado ao assunto. "Não há exigência em tornar os casos de contaminação públicos. O que tem de ser feito é rastrear e tomar as medidas de segurança necessárias para evitar contaminação de outras pessoas", afirmou ela.

Nem a coordenadora Ilário nem a Secretaria da Saúde de Campinas divulgaram o local ou a data em que foi realizada a transfusão com o sangue contaminado.

A coordenadora informou que todas as medidas de segurança foram tomadas "em tempo hábil", assim que foi identificada a presença do vírus na bolsa.

Ilário disse que o Hemocentro da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), considerado referência no Estado de São Paulo, seria o responsável por descobrir de onde veio a bolsa com o sangue usado na transfusão.

Hemocentro

O Hemocentro da Unicamp informou, por meio de nota oficial, que não existe nenhuma relação entre o caso da contaminação pelo HIV em transfusões e a instituição [Hemocentro]. "As pacientes não foram transfundidas no Hemocentro da Unicamp, e as bolsas de sangue não foram coletadas pela instituição", diz a nota.

A coordenadora informou ainda que o doador do sangue contaminado teria passado por exames antes da doação. "Todas as medidas foram tomadas em tempo hábil, mas os testes disponíveis no banco de sangue não foram capazes de detectar a presença do vírus na bolsa do doador", disse.

Ela exclui a possibilidade de a bolsa com o sangue extraído da pessoa que fez a doação ter sido utilizada por outros pacientes.

A contaminação da mulher pode ter ocorrido em razão da chamada "janela imunológica". Ou seja, o doador pode ter tido algum comportamento de risco até três semanas antes de doar o sangue. Nesses casos, o teste pode não ter detectado a presença do vírus pois não haviam sido desenvolvidos anticorpos no organismo da pessoa. "Neste ponto é que é importante a sinceridade do doador durante a entrevista antes da doação", afirma ela.

Esse foi o quarto caso confirmado de transmissão via transfusão em 23 anos na cidade. O último caso de contaminação por HIV na cidade havia ocorrido em 1988.

O programa DST/Aids de Campinas informou que o doador do sangue havia passado por exames e a investigação feita após a contaminação não estabeleceu falha humana ou falha nos testes. "A bolsa [usada na transfusão] foi rastreada e ninguém mais a utilizou", disse Ilário.

A Associação dos Hemofílicos do Estado de São Paulo considerou "grave" a notícia da contaminação via transfusão e exigiu investigações e informações detalhadas sobre o caso.

O programa DST/Aids do Ministério da Saúde informou que, de 1980 até junho de 2004, 2.059 pessoas contraíram o vírus HIV no país por meio de transfusão.

No ano passado, até junho de 2004, foram registrados 18 casos de contaminação via transfusão -o que não indica que todos esses casos tenham ocorrido necessariamente naquele ano.

O programa destacou que não há nenhum risco de contaminação para quem faz a doação sangüínea, que todos os testes são rigorosos e que incluem checagem do sangue e entrevistas com os doadores. No entanto, ainda não há garantia de 100% nos testes.

Folha de São Paulo, 08/08/05


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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