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diagnóstico e laboratório

Leia mais sobre o Ferro

10/08/2005

O ferro é absorvido principalmente na parte superior do duodeno e no jejuno. Uma vez absorvido, se liga à transferrina plasmática. A maior parte do ferro circulante é captada pelos precursores eritróides na medula óssea para compor a hemoglobina. A hemoglobina utiliza cerca de 80% do ferro corporal. O restante é armazenado no interior das células reticulares da medula óssea, baço e fígado, 60% sob a forma de ferritina e cerca de 40% como hemossiderina.

Portanto, a distribuição do ferro corporal é feita entre compartimentos: o funcional - hemoglobina, mioglobina, enzimas heme e não-heme, o de transporte - transferrina - e o de reserva - ferritina e hemossiderina.

A maior parte do ferro corporal é oriunda da dieta. É ingerido no estado férrico e, para sua absorção, precisa estar em sua forma reduzida (ferroso). Por isso, a absorção é influenciada por fatores redutores gastrointestinais, pH gástrico e composição da dieta, como a presença de ácido ascórbico, que mantém o ferro no estado ferroso. Outra fonte do ferro é a proveniente do processo de degradação da hemoglobina, quando o ferro é liberado da hemoglobina e retorna à transferrina plasmática.

Diferentemente de outros elementos, a homeostase do ferro é regulada pelo controle da absorção, estando diretamente relacionada às reservas de ferro e ao nível de eritropoiese. Quando as reservas de ferro diminuem ou o nível de eritropoiese aumenta, a taxa de absorção de ferro aumenta de forma compensatória.

Os sinais clínicos da deficiência de ferro resultam de um longo período de desequilíbrio no balanço de ferro.
Inicialmente ocorre uma depleção das reservas, sem alterações nos níveis de ferro sérico, o que pode ser evidenciado pela redução dos níveis de ferritina. Essa diminuição das reservas leva ao aumento da absorção intestinal de ferro. Em um segundo momento, com as reservas já depletadas, mas com o nível de hemoglobina ainda normal, algumas alterações já podem ser evidenciadas, como a presença de hemácias microcíticas no exame do sangue periférico, mesmo com volume corpuscular médio (VCM) normal, presença de anisocitose, diminuição da saturação de transferrina e da ferritina e aumento do TIBC (capacidade total de combinação do ferro). Finalmente, os níveis de hemoglobina começam a cair, instalando-se um quadro clássico de anemia ferropriva, com diminuição do ferro sérico, da hemoglobina, do VCM, da saturação da transferrina e da ferritina.

A deficiência de ferro pode ocorrer por diferentes mecanismos:
- Por aumento das necessidades, como ocorre na gravidez, na lactação e em fase de rápido crescimento.
- Por diminuição da ingesta, em uma dieta pobre em proteínas animais.
- Por diminuição da absorção, como nos casos de cirurgias ou de patologias que levem a má absorção.
- Por perda excessiva, como sangramentos agudos ou crônicos.

A perda sangüínea constitui a causa mais importante de deficiência de ferro em adultos. Em homens e mulheres na pós-menopausa, quase sempre é conseqüência de perda sangüínea pelo tubo gastrointestinal, causada por patologias benignas e malignas. O uso crônico de medicamentos como antiinflamatórios, corticoesteróides, salicilatos e também o uso de álcool podem causar ou agravar os quadros gastrointestinais. Nas mulheres, o sangramento vaginal é também um fator importante.

Quando a perda é aguda, leva a uma anemia normocrômica e normocítica, e, quando crônica, a uma anemia microcítica hipocrômica. O sangramento crônico quase sempre consegue esgotar as reservas corporais de ferro, pelo esforço contínuo da medula em restaurar os níveis circulantes de hemoglobina. A pesquisa de sangue oculto é um exame importante na investigação dos pacientes com anemia ferropriva e deve ser realizada em amostras múltiplas para burlar a possibilidade de negatividade quando os sangramentos são intermitentes.
A deficiência de ferro por ingesta inadequada quase sempre é subclínica. A infecção por ancilostomídeos é uma causa mundialmente freqüente de perda de sangue.

FERRO SÉRICO DIMINUÍDO
FERRO SÉRICO AUMENTADO
 Anemia Ferropriva  Anemias Hemolíticas e Megaloblásticas
 Doenças Crônicas  Aplasias Medulares
 Neoplasias  Necrose Hepática Maciça
 Hipermenoréia
 Hemocromatose - Hemossiderose
 Hemorragias  Estrogenioterapia - Ferroterapia

A única anemia microcítica e hipocrômica em que as reservas de ferro estão ausentes é a anemia ferropriva. Na maior parte dos casos, a avaliação dos indicadores como ferro baixo, TIBC aumentado, ferritina e saturação de transferrina diminuídas sela o diagnóstico. Entretanto, esses indicadores podem estar alterados na presença de neoplasias, infecções, processos inflamató-rios, alcoolismo, desnutrição ou doença hepática, prejudicando a avaliação.

A determinação concomitante do ferro sérico e da transferrina permite a avaliação do percentual de saturação da transferrina, que é o melhor índice de avaliação do armazenamento do ferro. A avaliação da capacidade de combinação do ferro (TIBC) aumenta em resposta à diminuição do íon.

FERRO
TIBC
SATURAÇÃO DA
TRANSFERRINA
 Deficiência de ferro
 Infecções Crônicas
 Neoplasias
 Menstruação
N
 Gravidez
 Hepatites
, N
 Nefrose
 Talassemia
Adaptado da tabela: Clinical Diagnosis and Management,
by Laboratory Methods- 19º edição -1999.
www.diagnosticosdaamerica.com.br


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