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Pneumologia/Pulmão

Embolia pulmonar e filtros de veia cava

11/08/2005


Num estudo com oito anos de seguimento na edição de julho da Hypertension.

 

Em um estudo pregresso randomizado com pacientes com trombose venosa profunda (TVP) proximal, filtros permanentes de veia cava reduziram a incidência de embolismo pulmonar mas aumentaram a incidência de trombose venosa profunda aos dois anos de seguimento. Um estudo com duração de oito anos foi realizado para descobrir seus efeitos a longo prazo.

 

Quatrocentos pacientes com TVP proximal com ou sem embolismo pulmonar foram randomizados para receber ou não receber um filtro na veia cava além da terapia padrão anti-coagulante por no mínimo três meses. Informações sobre o status vital, trombo-embolismo venoso e síndrome pós-trombótica (edema, dor, alteração na pigmentação, prurido no membro afetado) foram obtidos anualmente até o período máximo de 8 anos.

 

Todos os eventos documentados foram revisados por um comitê independente de maneira cega. Os dados dos resultados estavam disponíveis em 396 pacientes (99%). Embolismo pulmonar sintomático ocorreu em 9 pacientes no grupo com filtro (taxa cumulativa de 6,2%) e em 24 pacientes (15,1%) no grupo sem filtro (p=0,008). A trombose venosa profunda ocorreu em 57 pacientes (35,7% do total) no grupo com filtro e em 41 pacientes no grupo controle (27,5% do total) (p=0,042). A síndrome pós-trombótica foi observada em 109 (70,3%) e em 107 (69,7%) pacientes do grupo com filtro e do grupo controle, respectivamente. Aos oito anos de seguimento, 201 pacientes de ambos os grupos haviam falecido (103 do grupo com filtro e 98 do grupo sem filtro de veia cava).

 

Os autores concluíram que os filtros de veia cava reduziram o risco de embolismo pulmonar mas aumentaram o risco de TVP e não apresenta impacto nas taxas de mortalidade. “Embora seu uso possa ser benéfico em pacientes com alto risco para embolia pulmonar, seu uso sistêmico na população em geral com tromboembolismo venoso não é recomendado”, concluíram.

http://circ.ahajournals.org/cgi/content/abstract/112/3/416 - Circulation - 2005;112:416-422

 


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