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Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Músculo artificial

30/08/2005


Laboratório de Bioengenharia da UFMG desenvolve tecnologia para auxiliar pessoas que tenham problemas de locomoção

O primeiro músculo artificial brasileiro, desenvolvido pelo Laboratório de Bioengenharia do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG, pretende auxiliar pessoas com dificuldade de locomoção a andar ou retardar a necessidade de uso da cadeira de rodas. Segundo o professor Marcos Pinotti, coordenador do estudo, o sistema proporciona ao paciente a possibilidade de recuperação e de controle do movimento, principalmente dos membros inferiores.
Vítimas de poliomielite, de acidente vascular cerebral (AVC) ou que sofreram algum tipo de lesão que dificulte o movimento são, inicialmente, os públicos preferenciais dessa tecnologia. O movimento é realizado pelo músculo artificial pneumático que funciona em conjunto com uma órtese – o exoesqueleto – que deve ser projetada para cada tipo de lesão e ter o uso acompanhado e indicado por médico ou fisioterapeuta.
Entretanto, antes de estar disponível no mercado, são necessários dois passos importantes: testes clínicos e aperfeiçoamento de controle do músculo. O grande desafio, segundo os engenheiros mecânicos Claysson Vimieiro e Danilo Nagem, que estão trabalhando no desenvolvimento do projeto, é adaptar o sistema para cada caso.
Nessa etapa dos estudos, que se chama fase de controle, os pesquisadores estão tentando ajustar o movimento no que diz respeito à altura, peso, tipo de marcha e outras características próprias do paciente. “O principal objetivo é que as marchas sejam harmoniosas e que o músculo artificial use os próprios sinais do músculo do paciente”, diz Danilo. Ainda vai levar algum tempo para que o protótipo chegue ao consumidor final. Uma vez finalizadas todas as etapas de estudo, pretende-se transferir a tecnologia a alguma empresa interessada em produzir a órtese. Custo não seria o problema. Enquanto outros “músculos” existentes no mercado custam cerca de R$ 400 o metro, o músculo artificial da UFMG pode ser produzido por 10% desse valor. O protótipo de todo o sistema (músculo e exoesqueleto) custa R$ 1 mil. A produção em escala fará o custo cair ainda mais

Estado de Minas, 29/08/05


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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