Biologia - Células-tronco em implantes dentários
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Biologia

Células-tronco em implantes dentários

06/09/2005

Nova técnica diminui consideravelmente o tempo de crescimento do tecido ósseo

No século passado, jovens e adultos tinham o costume de extrair todos os dentes, ao primeiro indício de problemas dentários. Principalmente por não terem condições financeiras ou acesso ao tratamento. Ao contrário do que parece, essa prática não é muito antiga e foi usada até o início da década de 70.

Esse hábito e o uso de dentadura foram perdendo força com o atendimento mais acessível e barato, embora ainda prevalesçam em vários grotões de pobreza do País. Hoje, as pessoas têm mais consciência da importância de manter os dentes. Aqueles que por alguma razão perdem algum, podem recorrer ao implante dentário, técnica usada no Brasil há 18 anos e hoje melhorada, oferecendo aos adeptos segurança e um índice de 92% de resultados. Também já começam a ser usadas as células-tronco.

A introdução de técnicas de implante vem substituindo o uso de prótese removível ou ponte fixa. Uma grande desvantagem da ponte é a necessidade de desgastar os dentes sadios e vizinhos à falha para servir de apoio. No caso do implante, há o desconforto de obrigar o paciente a esperar de seis meses a um ano entre sua colocação e a da coroa.

O uso de dentadura foi perdendo força com o atendimento mais acessível e barato

É exatamente aí que o uso de células-tronco interfere. Retirando-as da bacia, o cirurgião coloca as células no local desejado e elas passam a se multiplicar e a se transformar em tecido ósseo. Nem sempre o crescimento é exatamente no formato que se deseja. Nesse caso, o cirurgião terá que fazer pequenas moldagens e novas aplicações. Com essa técnica, o tempo médio entre as duas etapas é reduzido de seis meses a um ano para três meses, além de permitir maior volume ósseo.

Segundo o cirurgião Gilson Beltrão, que desenvolve pesquisas com células-tronco no Rio Grande do Sul esteve em Minas para o XVIII Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facil (Cobrab), essa é uma tecnologia muito segura. “As pessoas têm um pouco de receio em fazer implantes, o que não se justifica. É algo relativamente simples, rápido e mais acessível do que há alguns anos”, explica.

EXIGÊNCIAS Para fazer um implante dentário, é necessário ter mais de 18 anos e um leito ósseo adequado para recebê-lo. Com a idade e a falta dos dentes, ocorrem perdas ósseas. Se a perda for muito significativa, será preciso preparar o leito através de enxertos ósseos ou outras cirurgias que aumentem os ossos da maxila e da mandíbula. Problemas como cardiopatias ou diabetes não controlada podem inviabilizar a cirurgia.

Após a colocação da coroa de titânio, que é parafusada, alguns cuidados são necessários. É preciso atenção na limpeza com fio dental e escovação a cada refeição. Os mesmos fatores que levam a perder o dente podem causar a perda do implante, como problemas periodontais graves, osteoporose ou diabetes não controlada. O implante não requer qualquer tipo de uso contínuo de medicação.

Gilson não aconselha realizar mais que 20 implantes na mandíbula e no maxilar, sendo dez para cada um. “Já vi casos de 14 implantes no maxilar. Acho errado e desnecessário”, alerta. Ele diz que a cirurgia deve ser feita por um maxilo-cirurgião em ambiente hospitalar, custando em média R$ 1,5 mil.

O pesquisador acrescenta que não se trata apenas de uma questão de estética. “Há uma sensível melhora na mastigação e até mesmo na vida social. Muitas pessoas não saem de casa porque não conseguem se adaptar ao desconforto provocado pela dentadura e têm vergonha de sair sem ela.”

Estado de Minas, 05/09/05


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