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Geriatria/Gerontologia/Idoso

Idosos de Campinas e restriçao alimentar

01/10/2005


Pelo menos 52% das famílias com idosos em Campinas sofrem alguma restrição alimentar

Data:            23/09/2005
Autor(a):       Patricia Logullo

Insegurança alimentar é a medida da preocupação e da ansiedade de um indivíduo sobre a possibilidade de que acabe seu estoque de comida antes da próxima possibilidade de compra. Em outras palavras, é a angústia sobre não ter o que comer. Em Campinas, estudo populacional realizado com 195 famílias em que há pelo menos um idoso mostrou que 52% delas havia insegurança leve (33%), moderada (11,8%) ou grave (7,2%): esta última significa que o adulto ou criança já ficou um dia inteiro sem comer por motivos econômicos.

A escala usada para medir a insegurança alimentar capta a piora progressiva do quadro: desde situações em que os mais velhos comem menos para deixar para as crianças ou em que há distribuição de menor quantidade ou variedade de alimentos entre todos, até a fome por pelo menos um dia. Nas famílias entrevistadas em Campinas, menos que 5% dos idosos não tinham renda. "Os idosos não representam ônus às suas famílias, visto que a maioria contribui de forma importante para a renda total familiar, tanto em famílias em segurança quanto nas em insegurança", comentam os autores. Mas a média da renda dos idosos de famílias em insegurança alimentar é significativamente menor: R$ 368,00 contra R$ 765,00 daquelas em segurança (48% das famílias).

"Não é possível extrapolar os dados desta amostra para a população idosa de Campinas como um todo" alertam os autores, "visto que o critério da idade não foi utilizado no plano amostral". A explicação: nas famílias em insegurança alimentar, os idosos apresentam escolaridade e renda menores que nas famílias em segurança e a proporção de famílias por estrato de escolaridade, no grupo de 195 com idosos entrevistados, difere significativamente do total da amostra populacional de Campinas (com 847 famílias, usada em outro estudo) nos estratos médio e baixo, contendo este último 25,6% nesta subamostra e 42,6% na amostra total. "Assim, a prevalência de 52% de insegurança alimentar em famílias com idosos estaria subestimada para a população geral, em razão da menor proporção de famílias com idosos no estrato baixo". Isso quer dizer que, provavelmente, mais do que os 52% detectados neste estudo estão em insegurança alimentar.



Referência(s)

Marin-leon L, Segal-Correa AM, Panigassi G et al. Food insecurity perception in families with elderly in Campinas, São Paulo, Brazil. Cad. Saúde Pública. 2005;21(5):1433-1440. Disponível em: http://www.scielo.br/

www.nutritotal.com.br

 


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