Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Acupuntura: dois lados de uma sabedoria milenar
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Acupuntura: dois lados de uma sabedoria milenar

01/10/2005

por: Ani Seixas
Aluna do Curso de Especialização em Jornalismo Científico - Labjor/UNICAMP

Todo mundo já ouviu falar dos benefícios da medicina tradicional oriental no tratamento de diversos males da saúde. Uma das terapias alternativas mais conhecidas e procuradas pelas pessoas é hoje a acupuntura. Mas o fato que intriga profissionais qualificados da área é que as pessoas, que buscam essa terapia, provavelmente nunca se preocuparam com o grau de conhecimento e especialização do profissional, que pode atuar de maneira indevida ou inapropriada, ou ainda, causar mais males que benefícios.
Fatos comprovam que desde a década de 60, publicações em revistas científicas relatam casos de incidentes com a prática da acupuntura. Dois tipos de eventos adversos podem ser ocasionados: os de maior e menor gravidade. Os de menor gravidade envolvem sintomas como (indisposições, náuseas, reação alérgica) e os de maior gravidade podem apresentar perfurações em diversas partes do corpo, causando sérias lesões em órgãos vitais como coração e pulmão, e até causar morte. A prática da acupuntura é tão antiga quanto popular. Datas do período neolítico (cerca de 10.000 a 3.500 a.C) e tipos de materiais utilizados (objetos pontiagudos desde pedras, ossos, até cobre e ouro) confirmam a sua evolução. Mas foi na China que esse conhecimento passou a ser sistematizado e registrado no livro mais antigo da medicina chinesa – Huang Di Nei Jing – o qual já fazia referências aos riscos da acupuntura, aproximadamente quatro séculos a.C. No Brasil, a prática cresceu nos anos 70 e se expandiu de fato na década de 90, ficando atrás apenas da homeopatia. A procura pela terapia se deve, provavelmente, à simplicidade da teoria, a aceitação por parte das pessoas, e principalmente por não usar nenhum recurso exógeno para aliviar o paciente. Esse alívio se dá pelo próprio organismo.
Um outro fator para a popularização da Acupuntura aqui no Brasil é o fácil acesso pelas pessoas, pois muitos municípios vêm adotando médicos nesta especialidade junto ao Sistema Único de Saúde – SUS e ainda está disponível em muitos planos de saúde, desde de 2001.
Embora a acupuntura não seja considerada uma ciência, ela comprovou a eficácia de seu tratamento, à base científica moderna, em três diferenciados problemas: dores lombares, náuseas e dor de dente.
Existe um alerta nas afirmações de que a acupuntura não oferece riscos à saúde. A maioria dos incidentes ocorre pela falta de conhecimento em anatomia humana, higienização dos materiais, falta de treinamento técnico podendo acarretar em Hepatite B e C, HIV-Aids, trombose, miosite, peritonite, lesões nos nervos periféricos, hemorragia, depressão e convulsões são um dos exemplos que pode acometer um paciente com um profissional despreparado. 
Por isso, bons profissionais alertam sobre os riscos que a prática pode acarretar em pacientes. Até que se regulamente o exercício da Acupuntura, existe a necessidade da informação estar acessível às pessoas, para que as mesmas possam decidir e avaliar sua aplicação.
Um artigo sobre este tema, escrito pela Dra. Jerusa Alecrim Andrade, é destaque na revista Ciência Hoje edição de maio de 2005.

 

Baseado em:Ensaio - Acupuntura: práticas e riscos, Jerusa Alecrim Andrade


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