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Notícias da Dra. Shirley

Australianos dividem Nobel de Medicina

04/10/2005
Os australianos Barry J. Marshall, de 68 anos, e Robin Warren, de 54, venceram o Prêmio Nobel de Medicina neste ano por descobrirem - parte acidentalmente - que uma bactéria, e não apenas o estresse, causa úlceras no estômato e intestino. A descoberta, feita em 1982, transformou a úlcera de uma doença crônica, debilitante, passível de cirurgia, em um quadro tratado rapidamente com antibióticos.

Warren foi o primeiro a observar pequenas bactérias curvas na parte inferior do estômago de muitos pacientes com úlcera. Marshall se interessou pelo trabalho e começou a colaborar com a pesquisa, chegando a deliberadamente se infectar com o micróbio para mostrar a relação com a doença.

A descoberta do H. pylori aconteceu meio que por acidente. Marshall tentou cultivar a bactéria em laboratório, mas falhou. Até que, na Páscoa de 1982, ele deixou sem querer uma amostra em seu laboratório. Quando retornou, cinco dias depois, notou que havia, sim, uma cultura a ser estudada.

"Muitas grandes descobertas acontecem por uma combinação de acidente com uma mente preparada", disse Sten Grillner, membro do conselho da Fundação Nobel. Depois do trabalho em laboratório, os dois pesquisadores demoraram cerca de uma década para convencer o restante da comunidade médica mundial da validade da descoberta. "Por cerca de cem anos, ou mil anos, o padrão nas escolas de medicina é que o estômago era estéril e nada crescia lá por causa dos sucos gástricos corrosivos, então todos acreditavam que não havia bactérias ali", disse Warren. "Quando disse que havia, ninguém acreditou."

Atualmente, Marshall é pesquisador na Universidade da Austrália Ocidental em Nedlands. Warren se aposentou em 1999 no Hospital Real de Perth. Segundo Staffan Normark, outro membro do comitê do Nobel, o feito dos dois mudou a forma como a ciência olhava para a doença. "Foi uma grande luta contra o conhecimento e o dogma prevalecentes, porque achava-se que a úlcera péptica era resultado de estresse e estilo de vida."

A pesquisa incentivou outros grupos a estudarem micróbios como causa de outras moléstias. "O trabalho de Barry Marshall e Robin Warren produziu uma das mudanças mais radiciais e importantes dos últimos 50 anos na percepção de uma condição médica", disse Lord May, presidente da Sociedade Real da Grã-Bretanha.
AE-AP


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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