Dor/Dores - Eletroanalgesia
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Dor/Dores

Eletroanalgesia

08/10/2005

 

 

A eletroestimulação com propriedades analgésicas, tem sido utilizada há vários anos no tratamento dos distúrbios da coluna vertebral. Existem várias modalidades da utilização da eletroterapia como coadjuvante no tratamento das lesões da coluna.
Uma forma de estimulação elétrica é aquela que produz calor, por meio de um processo de conversão da corrente elétrica, quando a energia entra em contato com os tecidos do organismo. Os principais exemplos são a diatermia por meio de ondas curtas e ultrasom. Esses agentes têm a capacidade de penetrar profundamente nos tecidos (de 3 a 5 cm) promovendo aumento de sua temperatura e do metabolismo celular, melhorando o fluxo sangüíneo local, a propriedade elástica dos tecidos e aumentando o limiar para a dor. Dessa forma permite a realização de exercícios em um programa de reabilitação.
Outro conjunto de modalidades eletroanalgésicas, diz respeito a neuro-eletroestimulação transcutânea ou TENS (transcutaneous eletrical nerve stimulation), baseada na teoria da comporta de dor, proposta por Melzack e Wall, que sugere que a corrente elétrica é capaz de interferir nos mecanismos de transmissão dos sinais de dor ao longo do sistema nervoso central, criando barreiras para a transmissão do impulso doloroso até as vias neurais superiores. O TENS pode agir estimulando a liberação de endorfinas, substâncias endógenas, capazes de reduzir a dor. O uso desse tipo de eletroestimulação tem permitido redução na utilização de medicamentos. Apesar do TENS promover redução temporária da dor, ele é um coadjuvante útil no tratamento das disfunções da coluna vertebral, facilitando a realização dos exercícios durante os programas de reabilitação.
Nos últimos anos, observou-se um incremento da utilização de correntes de freqüência média como as correntes interferenciais, ampliando o arsenal de recursos terapêuticos no tratamento dos distúrbios da coluna, promovendo analgesia. As correntes interferenciais por meio de variação de freqüência (de 4000 Hz à 2000 Hz) produzem ondas que interferem entre si, gerando uma freqüência média de 200 Hz, favorecendo menor efeito de acomodação e, conseqüentemente, mantendo a percepção do estímulo elétrico pelo paciente. Tais freqüências de estimulação estimulam fibras nervosas específicas, promovendo a analgesia.
Todos estes recursos da eletroterapia devem ser utilizados como coadjuvantes em um tratamento integrado, sendo aplicado por profissionais capacitados sob supervisão médica.

 

 

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