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Oftalmologia/Olhos

Nanotecnologia cria córneas humanas in vitro

08/10/2005

 

Pesquisadores anunciam também métodos de regeneração de menisco e até combate a células cancerosas

12/09/05

Edimburgo (Escócia) - Um grande número de cegos poderá recuperar a visão graças aos avanços da nanotecnologia, que permite fazer transplante de córneas humanas criadas in vitro. Projetos com nanopartículas também apresentam resultados promissores no tratamento de joelho e até no combate ao câncer.

O Projeto de Engenharia da Córnea reconstitui a córnea usando proteínas humanas recombinadas a partir de um cultivo, explicou David Hulmes, do Centro de Pesquisas CNRS-Lyon (França), durante encontro dedicado à nanotecnologia em Edimburgo (Escócia). O projeto é desenvolvido por 14 equipes de 9 países europeus.

Esta técnica deve compensar a escassez de doadores, diminuindo ao mesmo tempo o risco de transmissão de doenças infecciosas associadas à cirurgia.

As proteínas - criadas graças ao desenvolvimento da nanociência - imitam perfeitamente as partículas naturais da córnea. As córneas artificiais produzidas até hoje não se integram completamente ao tecido quando enxertadas. A cada ano são realizadas na Europa cerca de 28.000 operações de córnea.

Menisco

Outra pesquisa revelada no Euronanofórum, celebrado na capital escocesa, refere-se à reparação do menisco, cujo rompimento afeta 400 mil pessoas a cada ano na Europa. Embora a cirurgia permita reparar um menisco rompido, os pacientes freqüentemente sofrem com as seqüelas.

O Projeto de Regeneração do Menisco visa à produção de um menisco artificial, sobre o qual as células do paciente possam se regenerar.

Câncer

No campo da administração mais precisa de medicamentos, Andreas Jordan, diretor-geral do centro Magforce Nanotechnologies Gmbh, com sede em Berlim, anunciou para 2007 o lançamento de um tratamento térmico inédito de células cancerosas.

As nanopartículas serão infiltradas diretamente na célula do tumor, que é queimada "sem dor ou efeitos colaterais para o paciente", explicou.

As técnicas de nanotecnologia aplicadas na medicina, disseram os pesquisadores, trazem a esperança de que em dez anos se possa combater com maior eficácia doenças como Alzheimer ou Parkinson, diabete, alguns cânceres, aids, bem como doenças cardiovasculares.

Fonte: Estadão on line

www.sbac.org.br


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