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Sono/Distúrbio do sono

Qualidade do sono é transmitida geneticamente

09/10/2005
   

Cientistas da Universidade de Lausanne identificaram um gene do "sono normal", sobre o qual atua a vitamina A

A qualidade do sono é transmitida hereditariamente, concluíram cientistas da Universidade de Lausanne, na Suíça, que identificaram um gene do "sono normal", segundo estudo que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.

O estudo também permitiu estabelecer que a vitamina A influi na qualidade do sono, embora não tenha sido possível determinar se é o seu excesso ou sua falta o que perturba o sono, explicou o professor Mehdi Tafti, do Centro de Integração do Genoma da Universidade de Lausanne.

A equipe de cientistas estudou em ratos "a atividade delta", que mede a profundidade do sono mediante um eletroencefalograma. No ser humano, esta atividade diminui com a idade, o que explica porque as crianças dormem profundamente e se recuperam durante o sono, enquanto em geral os idosos não dormem tão bem.

"Nós nos demos conta de que alguns ratos têm um sono estranho, pois lhes falta a atividade delta. Ao comparar seus genes com os de outros ratos, localizamos o gene responsável por esta diferença", informou Tafti.

Depois, este gene foi identificado como o do ácido retinóico, sobre o qual atua a vitamina A, presente em legumes amarelados e alaranjados, como a Cenoura.

Os cientistas já sabiam que a vitamina A tem um papel importante no cérebro, sobretudo para a visão, mas também em algumas doenças nervosas, como a esquizofrenia e as doenças de Alzheimer e Parkinson. Estas enfermidades são acompanhadas de uma falta de atividade delta, destacou Tafti.

O estudo feito em ratos permitiu estabelecer que o excesso de vitamina A é ruim para o sono, mas os cientistas ignoram as conseqüências da falta desta vitamina no organismo. "Nós não sabemos exatamente qual é a taxa necessária", reconheceu o pesquisador.

Ele lembrou que a vitamina A pode ser tóxica, sobretudo nas mulheres grávidas.

AFP


 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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