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Fotobioestimulação diminui rejeição e acelera cicatrização de enxertos de pele

01/11/2005



Se depender do otimismo do professor Antônio Cláudio Tedesco, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, dentro de alguns anos será possível a produção de pele para implantes em larga escala. Além de estudar maneiras de produzir o órgão com mais eficiência, sua linha de pesquisa também envolve a fotobioestimulação, processo que acelera a cicatrização dos enxertos e diminui a taxa de rejeição do tecido por meio de uma combinação de laser com fármacos fotossensíveis.

Apesar de a proposta para construção de um Laboratório de Engenharia Tecidual ser ainda incipiente, o professor acredita que sua previsão é viável. "Já temos o domínio da tecnologia e boa parte dos equipamentos necessários. Precisaríamos da indicação de um espaço físico, por parte da Universidade, e de um financiamento para a construção da área", explica. Segundo ele, nas instalações disponíveis já é possível fazer isso, porém não em escala de estudos clínicos.

Há cerca de dois meses, Tedesco retornou de um intercâmbio de pesquisa na França, onde trocou conhecimentos com o grupo do professor Bernard Coulomb, do Institut National de la Sante et de la recherche Medicale: Institut de Recherche sur la Peau, Paris (Lab Inserm U-532), em visita esta financiada pela CAPES. Se de um lado adquiriu conhecimentos sobre a produção da chamada "pele tridimensional", por outro repassou informações sobre a aplicação de técnicas de fotobioestimulação em processos cicatriciais, área na qual é pioneiro, ajudando no desenvolvimento de um protocolo para o uso dos procedimentos in vivo.

Vantagens
A grande diferença deste tipo de produção de pele em relação aos processos mais difundidos, é que se obtêm uma cópia fiel do órgão, com derme e epiderme - outros métodos ficam apenas na camada mais superficial. "Depois de pronto, ele mimetiza uma pele, com resistência mecânica e elasticidade. Este modelo só não possui adendos como folículo piloso e pigmentação, que serão produzidos quando for colocado em contato com o tecido 'vivo'."

Já a fotobioestimulação é uma técnica relativamente conhecida, mas que ficava restrita a outras aplicações, como no tratamento de câncer e tratamentos odontológicos. A inovação de Tedesco, que já requisitou patente nesta área, consiste principalmente na utilização do método na cicatrização de enxertos de pele. Basicamente, um fármaco fotossensível é introduzido sobre o modelo e é absorvido pelas células epiteliais. Depois, um laser no espectro do visível é aplicado na região lesionada. Absorvida, esta luz desencadeia uma resposta, que tanto pode ser favorável às células quanto prejudicial. "No caso do câncer, esta resposta leva a morte das células cancerígenas. No processo de cicatrização, o objetivo é estimular uma interação mais rápida, eficiente e com uma rejeição mínima do tecido transplantado."

Com relação ao protocolo, a idéia é delimitar uma série de parâmetros e condições para que os resultados sejam otimizados. "É preciso determinar questões como a intensidade da luz, o tempo de exposição, e os melhores fármacos, veículo de administração e momento para iniciar o tratamento, etc. De posse destes fatores, podemos determinar o melhor modo de modular a resposta do sistema biológico." Segundo o professor, ele já está razoavelmente adiantado, mas precisaria de uma série de ajustes para guiar a aplicação da técnica, primeiramente in vivo e depois clinicamente.

Resistência
Para justificar sua previsão sobre o prazo para produção em larga escala da pele tridimensional e da utilização clínica da fotobioestimulação, Tedesco cita um diferencial entre Brasil e França. "Nós temos uma vantagem em relação a eles. Lá, existe uma resistência muito grande para um estudo evoluir de pesquisa básica para clínica. Aqui isto é mais fácil, sempre orientado pelas normas do Comitê de ética em pesquisa." O pesquisador acredita que, com o Laboratório de Engenharia Tecidual pronto, entre oito e doze meses seriam necessários para se começar a produzir quantidades relevantes do órgão.

Mais informações: (0XX16) 3602-3751 ou e-mails atedesco@usp.br e tedesco@ffclrp.usp.br, com o professor

André Benvides / Agência USP

http://noticias.usp.br


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