Pediatria/Criança - A ansiedade pré-operatória infantil melhora com palhaços
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Pediatria/Criança

A ansiedade pré-operatória infantil melhora com palhaços

02/11/2005
 



Foi analisado na Pediatrics analisou o impacto da presença de palhaços durante o período pré-operatório de crianças entre 5 e 12 anos de idade nos níveis de ansiedade de crianças e pais. Segundo os autores, a indução anestésica é um dos momentos mais estressantes para crianças, estima-se que 60% das crianças sofrem ansiedade durante o pré-operatório. Esta ansiedade é caracterizada  por sentimentos subjetivos de tensão, apreensão, nervosismo e preocupações. Estas reações refletem o medo da criança com o período que ficarão separadas dos pais, do ambiente da casa, a perda do controle e a não familiarização com rotinas, instrumentos cirúrgicos e procedimentos hospitalares.

 

Altos níveis de ansiedade foram identificados como preditores de problemas no pós-operatório que podem persistir por seis meses após o procedimento. Tanto intervenções comportamentais como farmacológicas estão disponíveis para tratar a ansiedade pré-operatória em crianças.

 

Quarenta pacientes compuseram a amostra de pacientes com 5 a 12 anos de idade que foram submetidos a processos cirúrgicos menores eletivos. As crianças foram randomizadas entre o grupo palhaço (n=20), no qual eram acompanhadas no quarto pré-operatório por um palhaço e um dos pais,  e o grupo controle (n=20), no qual as crianças eram acompanhadas por apenas um dos pais.

 

A ansiedade da criança foi mensurada através da escala Modified Yale Preoperative Anxiety (avaliação observacional do comportamento) e a ansiedade dos pais foi avaliada com o questionário de auto-preenchimento State-Trait Anxiety Inventory (Y-1/Y-2). Também foram desenvolvidos um questionário para profissionais de saúde para obter suas opiniões sobre a presença de palhaços e um formulário de auto-avaliação para os palhaços aferindo também suas interações com as crianças.   

O grupo palhaço apresentou significativamente menos ansiedade durante a indução anestésica comparado ao grupo controle. No grupo controle houve um aumento do nível de ansiedade na sala de indução em comparação à sala de espera, já, no grupo palhaço, não houve diferença significativa entre os dois locais. O questionário para profissionais de saúde indicou que palhaços promoveram um benefício para as crianças, mas a maioria da equipe foi contra a continuação do programa por relatos de interferência com os procedimentos no centro cirúrgico. A correlação entre a pontuação dos questionários aplicados aos palhaços a aquele aplicado às crianças é significativa tanto para a sala de espera como para a sala de indução.

Este estudo mostra que a presença de palhaços durante a indução anestésica junto aos pais foi uma ferramenta efetiva para controle da ansiedade de crianças e pais durante o período pré-operatório. “Nós encorajaríamos a promoção desta forma de terapia de distração no tratamento de crianças que necessitam de cirurgia, mas a resistência da equipe médica tornou bastante difícil a inserção deste programa na rotina do centro cirúrgico.”, finalizaram os autores.

Clown Doctors as a Treatment for Preoperative Anxiety in Children: A Randomized, Prospective Study - Pediatrics Vol. 116 no. 4 October 2005, pp. E563-e567

Clown Doctors as a Treatment for Preoperative Anxiety in Children: A Randomized, Prospective Study

Background. The induction of anesthesia is one of the most stressful moments for a child who must undergo surgery: it is estimated that 60% of children suffer anxiety in the preoperative period. Preoperative anxiety is characterized by subjective feelings of tension, apprehension, nervousness, and worry. These reactions reflect the child’s fear of separation from parents and home environment, as well as of loss of control, unfamiliar routines, surgical instruments, and hospital procedures. High levels of anxiety have been identified as predictors of postoperative troubles that can persist for 6 months after the procedure. Both behavioral and pharmacologic interventions are available to treat preoperative anxiety in children.

Objective. The aim of this study was to investigate the effects of the presence of clowns on a child’s preoperative anxiety during the induction of anesthesia and on the parent who accompanies him/her until he/she is asleep.

Methods. The sample was composed of 40 subjects (5–12 years of age) who had to undergo minor day surgery and were assigned randomly to the clown group (N = 20), in which the children were accompanied in the preoperative room by the clowns and a parent, or the control group (N = 20), in which the children were accompanied by only 1 of his/her parents. The anxiety of the children in the preoperative period was measured through the Modified Yale Preoperative Anxiety Scale instrument (observational behavioral checklist to measure the state anxiety of young children), and the anxiety of the parents was measured with the State-Trait Anxiety Inventory (Y-1/Y-2) instrument (self-report anxiety behavioral instrument that measures trait/baseline and state/situational anxiety in adults). In addition, a questionnaire for health professionals was developed to obtain their opinion about the presence of clowns during the induction of anesthesia, and a self-evaluation form was developed to be filled out by the clowns themselves about their interactions with the child.

Results. The clown group was significantly less anxious during the induction of anesthesia compared with the control group. In the control group there was an increased level of anxiety in the induction room in comparison to in the waiting room; in the clown group anxiety was not significantly different in the 2 locations. The questionnaire for health professionals indicated that the clowns were a benefit to the child, but the majority of the staff was opposed to continuing the program because of perceived interference with the procedures of the operating room. The correlation between the scores of the form to self-evaluate the effectiveness of the clowns and of the Modified Yale Preoperative Anxiety Scale is significant for both the waiting room and induction room.

Conclusions. This study shows that the presence of clowns during the induction of anesthesia, together with the child’s parents, was an effective intervention for managing children’s and parents’ anxiety during the preoperative period. We would encourage the promotion of this form of distraction therapy in the treatment of children requiring surgery, but the resistance of medical personnel make it very difficult to insert this program in the activity of the operating room.


Laura Vagnoli, PhD, Simona Caprilli, PhD, Arianna Robiglio, BA and Andrea Messeri, MD

From the Pain Service-Department of Anesthesia and Intensive Care, Anna Meyer Children’s Hospital, Florence, Italy

Key Words: analgesia • anesthesiology • anxiety • parenting stress • psychological impact

Abbreviations: OR, operating room • m-YPAS, Modified Yale Preoperative Anxiety Scale • STAI, State-Trait Anxiety Inventory


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