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Endocrinologia/Glândulas

Iodo demais pode prejudicar a tireóide

10/11/2005

 

 

Por 18 meses, a equipe da Unidade de Tireóide do Hospital das Clínicas de São Paulo, chefiada pelo endocrinologista Geraldo Medeiros, coletou amostras de urina e fez exames de ultra-som da tireóide - glândula que regula o metabolismo - de 829 moradores da região do Grande ABC. A idéia era checar a quantidade de iodo consumida. O resultado, recém-divulgado, foi de que 32% deles consumiam quantidades acima do normal. Iodo em exagero faz que o sistema de defesa do corpo cause uma doença chamada tireoidite auto-imune, na qual o organismo produz anticorpos contra a glândula de tireóide. Índices ainda mais alarmantes foram vistos pelo próprio médico em 2001, durante estudo feito em Estados do Norte e do Nordeste.

Uma das suspeitas para os dois casos impressiona. O sal brasileiro é, por lei, iodado desde 1995. A quantidade obrigatória pode variar de 20 miligramas a 60 mg por quilo. Mas, de 1998 a 2004, o Ministério da Saúde aumentou o limite máximo. De 60 mg passou para 100 mg. "O aumento pode significar uma bomba de efeito retardado no organismo", alerta Medeiros.

O médico sempre esteve envolvido com o assunto. Na década de 70, entrou na sala do poderoso general Golbery do Couto e Silva, reivindicando o acréscimo de iodo no sal. Isso porque a falta da substância pode ser até mais grave do que o consumo exagerado. Anos depois, na década de 90, ele conseguiu convencer seu amigo Adib Jatene, então ministro da Saúde, a tornar o iodo obrigatório.

Adriana Dias Lopes

 

AE


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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