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Sono/Distúrbio do sono

Insônia e apnéia noturna lideram distúrbios do sono

16/11/2005
A assessora de marketing de uma grande instituição de Curitiba, Maria Prado, não consegue dormir bem há cerca de dez anos. Mesmo após tomar diversos remédios, o problema continua. Chega a ficar vários dias apenas se virando na cama. "Fico deitada pensando em tudo, viro para lá e para cá e assim passo a noite", diz. As manhãs são difíceis. O trabalho começa a engrenar só por volta das 10h30. Ela faz parte do grupo de 30% a 50% da população que sofre de insônia, um dos mais conhecidos entre os quase 90 distúrbios do sono catalogados.

Cerca de 600 especialistas estão reunidos desde sábado em Curitiba para o 10º Congresso Brasileiro de Sono, que termina hoje e tem na insônia e na apnéia os temas centrais. De acordo com a presidente do congresso, Gisele Minhoto, a insônia atinge sobretudo as mulheres, numa proporção de três para um homem. E vai piorando com o passar dos anos. Mas, uma vez identificada a causa, é um dos sintomas que têm melhores chances de cura. Sem contar com os tradicionais remédios, uma das técnicas atuais é a comportamental. Ela consiste na mudança de hábitos com acompanhamento terapêutico. Com isso, pode-se evitar as conseqüências desse mal, refletidas no cansaço físico, nervosismo, dor de cabeça, mau humor e raciocínio lento, que podem aumentar o risco de acidentes.

A apnéia noturna (parada respiratória) é um problema sério, em especial porque geralmente não é perceptível para a pessoa que dela sofre. A qualidade do sono é prejudicada porque a cada apnéia a pessoa tem um microdespertar. Não só. A queda na oxigenação pode provocar uma sobrecarga no coração e levar a enfarte, hipertensão e derrame, explica Gisele. Segundo ela, a pessoa pode ter cerca de cem apnéias por sono, com duração média de 20 a 30 segundos. Os homens são os mais propícios a tê-la, principalmente a partir dos 40 anos.

Gisele ressaltou a importância de alguém que está junto da pessoa à noite alertá-la sobre seu ronco, um dos sintomas. "Normalmente a pessoa procura o consultório porque alguém a alertou do problema." O tratamento depende de análise em laboratório, com uma noite de sono assistida por profissionais. Pode começar com uma simples máscara para melhorar a respiração, mas pode exigir até cirurgia.
Evandro Fadel
AE


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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