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Endocrinologia/Glândulas

Tireoideopatias auto-imunes e inativação do cromossomo X

03/12/2005




 

 

Pesquisadores dinamarqueses e noruegueses publicaram, recentemente, no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, um estudo em que avaliaram se a distorção da inativação do cromossomo X está associada às doenças tireoidianas auto-imunes.

Doenças tireoidianas auto-imunes compreendem doença de Graves e tireoidite de Hashimoto. Estas doenças são caracterizadas por perda da auto-tolerância imunológica e preponderância em pacientes do sexo feminino. Teoricamente, a inativação do cromossomo X e o quimerismo tecidual resultante poderiam ser uma explicação para a predisposição feminina às doenças tireoidianas auto-imunes.

Foi realizado um estudo caso-controle clássico com pacientes gemelares portadores ou não de doença tireoidiana auto-imune, e então foi realizado outro estudo caso-controle com pares de pacientes gemelares discordantes para doença tireoidiana auto-imune. Os pacientes alocados como casos foram 32 pacientes gemelares femininas portadoras de doenças tireoidianas auto-imunes e o grupo controle foi composto por 96 pacientes hígidas, saudáveis.

 

Análise da inativação do cromossomo X foi realizada por pré-digestão enzimática do DNA com enzima sensível à metilação, seguida por PCR da repetição CAG polimórfica do gene de receptor de andrógenos. O padrão de inativação do cromossomo X foi classificado como distorcido quando 80% ou mais das células preferencialmente inativaram o mesmo cromossomo X. Foi avaliada a prevalência de inativação distorcida do cromossomo X.

 

A freqüência da inativação distorcida do cromossomo X em pacientes gemelares femininas portadoras de doenças tireoidianas auto-imunes, doença de Graves e tireoidite de Hashimoto foi igual a 34%, 37% e 31%, respectivamente, porcentagens superiores que a prevalência nas populações controle correspondentes, 11% (p=0,003), 14% (p=0,045) e 8% (p=0,057), respectivamente. Resultados semelhantes foram encontrados em pares de gêmeas discordantes para doenças tireoidianas auto-imunes. Em geral, a inativação distorcida do cromossomo X associou-se a risco aumentado de desenvolvimento de doenças tireoidianas auto-imunes, com odds ratio igual a 9,0 (IC95% = 1,64 – 49,4; p=0,022).

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que a inativação do cromossomo X pode estar envolvida na etiologia das doenças tireoidianas auto-imunes.

High frequency of skewed X-chromosome inactivation in females with autoimmune thyroid disease: a possible explanation for the female predisposition to thyroid autoimmunity - The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism 2005;90(11):5949-5953

High Frequency of Skewed X-Chromosome Inactivation in Females with Autoimmune Thyroid Disease: A Possible Explanation for the Female Predisposition to Thyroid Autoimmunity

Thomas Heiberg Brix, Gun Peggy S. Knudsen, Marianne Kristiansen, Kirsten Ohm Kyvik, Karen Helene Ørstavik and Laszlo Hegedüs

Department of Endocrinology (T.H.B., L.H.), Odense University Hospital, 5000 Odense C, Denmark; Department of Medical Genetics (G.P.S.K., M.K., K.H.Ø.), Rikshospitalet, Faculty Division, University of Oslo, 0027 Oslo, Norway; The Danish Twin Registry (K.O.K.), University of Southern Denmark, 5230 Odense M, Denmark; and Department of Medical Genetics (K.H.Ø.), Rikshospitalet University Hospital, 0027 Oslo, Norway

Address all correspondence and requests for reprints to: Thomas Heiberg Brix, M.D., Ph.D., Department of Endocrinology, Odense University Hospital, Sönder Boulevard 29, 5000 Odense C, Denmark. E-mail: thomas.brix@ouh.fyns-amt.dk .

Context: Autoimmune thyroid diseases (AITD) comprise Graves’ disease (GD) and Hashimoto’s thyroiditis (HT). They are characterized by loss of immunological self-tolerance and female preponderance. Theoretically, X chromosome inactivation (XCI) and resultant tissue chimerism could offer an explanation for the female predisposition to AITD.

Aim: Our aim was to examine whether skewed XCI is associated with AITD.

Designs: We first conducted a classical case-control study of twin individuals with and without AITD, and then a case-control study of twin pairs discordant for AITD.

Participants: Participants included 32 female twins with AITD and a control group of 96 healthy female twin individuals.

Methods: XCI analysis was performed by enzymatic predigestion of DNA with a methylation-sensitive enzyme followed by PCR of the polymorphic CAG repeat of the androgen receptor gene. The XCI pattern was classified as skewed when 80% or more of the cells preferentially inactivated the same X chromosome.

Main Outcome Measures: We assessed the prevalence of skewed XCI.

Results: The frequency of skewed XCI in female twins with AITD, GD, and HT was 34, 37, and 31%, respectively, which was higher than the prevalence in the corresponding control populations, 11% (P = 0.003), 14% (P = 0.045), and 8% (P = 0.057), respectively. Similar results were found in twin pairs discordant for AITD. Overall, skewed XCI was associated with an increased risk of developing AITD, with an odds ratio of 9.0 (95% confidence interval, 1.64–49.4) (P = 0.022).

Conclusion: These observations suggest a possible role of XCI in the etiology of AITD and may in part explain the female preponderance of AITD.


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