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Guaraná diminuiu a proliferação de células cancerosas em experimentos com animais

05/12/2005

Série de experimentos realizados no Laboratório de Oncologia Experimental da FMVZ aponta que o guaraná pode ter efeitos quimiopreventivos contra o câncer. Pesquisas abrem possibilidades para a produção de medicamentos

 

Uma linha de pesquisa na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP está investigando os efeitos preventivos do guaraná com relação ao câncer. Um experimento realizado pelo mestrando Heidge Fukumasu no Laboratório de Oncologia Experimental sugere que a planta pode prevenir o desenvolvimento da doença.

Primeiramente, o pesquisador injetou células de melanoma (um tipo de câncer) por uma veia na cauda de cinco camundongos. As células se instalaram, então, no pulmão. Durante 14 dias, Fukumasu tratou os animais com guaraná em pó. "Com o tratamento, houve uma diminuição da área de lesão no pulmão. A hipótese é de que o guaraná diminuiu a proliferação das células cancerosas", explica o mestrando, que repetirá o experimento antes de publicar um artigo.

Iniciação científica

Fukumasu trabalhou com o guaraná também em sua iniciação científica, realizada entre os anos de 2001 e 2003. "A idéia era pesquisar o guaraná por ele conter muitas das substâncias encontradas no chá verde, cujas propriedades são muito abordadas pela literatura especializada", diz o pesquisador.

O primeiro experimento consistiu na indução de câncer no fígado de camundongos. Fukumasu tratou os animais durante seis meses com guaraná, e notou a diminuição das lesões nas cobaias. "As células cresciam com menor rapidez", relata.

Num segundo experimento, o mestrando alimentou camundongos saudáveis com guaraná durante 14 dias. Em seguida, provocou danos nas células do fígado com uma alta dose de carcinógeno, substância que induz o surgimento de tumor. "As cobaias tratadas tiveram menos lesões no DNA quando comparadas ao grupo controle, que recebeu a mesma dose de carcinógeno, mas não foi alimentado com guaraná. Isso evidencia o potencial preventivo da planta", relata Fukumasu.

Estudos futuros

A exemplo das pesquisas realizadas com o ginseng brasileiro (Pfaffia paniculata), no mesmo Laboratório, os estudos com o guaraná abrem possibilidades para a produção de novos medicamentos contra o câncer. "Entretanto, é fundamental que as investigações sejam mais aprofundadas, sobretudo com relação aos efeitos do guaraná em seres humanos", afirma a professora Maria Lúcia Zaidan Dagli, coordenadora do Laboratório e orientadora da pesquisa de Fukumasu. Essa etapa, entretanto, não poderia ser feita na FMVZ.

O guaraná utilizado por Fukumasu foi doado pela Embrapa - Amazonas.

 

www.usp.br


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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