Ginecologia/Mulher - TPM
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Ginecologia/Mulher

TPM

07/12/2005
Como minimizar os efeitos indesejáveis

A Síndrome Pré-menstrual afeta milhões de mulheres na idade reprodutiva e é caracterizada por um complexo de sintomas físicos e emocionais que ocorrem durante a fase lútea do ciclo menstrual, que diminuem rapidamente com o início da menstruação1,2.



Os sintomas normalmente se iniciam entre 25 e 35 anos e envolvem principalmente mudanças de humor, associadas à cansaço, dores de cabeça, dores nas mamas, pernas e costas. Mais de 200 sintomas já foram associados com a síndrome pré-menstrual, com diferentes intensidades; entretanto a irritabilidade, tensão e inquietação são os sintomas mais comumente encontrados.



Entre as causas da síndrome identificadas, a que mais se aceita é a alteração no ciclo normal dos hormônios ovarianos, que influenciam a ação de alguns neurotransmissores como a serotonina (envolvida nas sensações de bem-estar) 3.



O objetivo do tratamento para a síndrome pré-menstrual é melhorar ou eliminar os sintomas e reduzir seu impacto nas atividades diárias e relacionamentos1, sendo que a primeira opção deve ser o tratamento não farmacológico.



Dentre as medidas adotadas para a melhora dos sintomas incluem: alteração de hábitos alimentares, prática de atividade física e até intervenção psicológica.



Alguns estudos têm relatado um aumento no consumo de energia e principalmente de carboidratos refinados durante a síndrome pré-menstrual; o consumo exagerado desse tipo de carboidrato está associado com ocorrência de fadiga e edemas. Assim, é importante ressaltar a importância de adoção de alguns hábitos nesse período para se evitar uma alimentação desequilibrada. É importante se aumentar o consumo de carboidratos integrais, em substituição aos carboidratos refinados, como pão integral, arroz integral, cereais sem adição de açúcar.



Esses alimentos, além de apresentarem menor índice glicêmico, são importantes fontes de vitaminas e minerais, essenciais para a manutenção da saúde.



Ainda esses alimentos são fontes do aminoácido triptofano, que é essencial para a formação adequada de serotonina (neurotransmissor envolvido nas sensações de bem-estar).



Além do triptofano, a vitamina B6 também é necessária para a formação adequada de serotonina.



Os resultados científicos ainda são controversos e não há um consenso sobre a eficácia da suplementação de vitamina B6.



Entretanto resultados preliminares indicam que a vitamina B6 pode promover um alívio geral dos sintomas, além de diminuir a depressão associada. Desta forma, é importante que durante esse período, as mulheres apresentem uma ingestão adequada deste nutriente. Dentre os alimentos fontes de vitamina B6, podemos citar: cereais integrais, castanhas e trigo integral.



Outro nutriente envolvido na melhora dos sintomas gerais é a vitamina E. Por participar da síntese de prostaglandinas e na regulação de neurotransmissores centrais, pode ter efeitos na ansiedade e na sensibilidade. Seu uso no tratamento é recomendado pelo Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia4. Dentre os alimentos ricos em vitamina E, podemos ressaltar os óleos vegetais, como óleo de girassol e azeite.



O magnésio está envolvido na atividade da serotonina e de outros neurotransmissores, na contração vascular, na função neuromuscular e na estabilidade da membrana celular.



Assim sua deficiência poderá influenciar os sintomas da síndrome pré-menstrual por diversas vias metabólicas2.



Desta maneira, durante essa fase pré-menstrual é imprescindível se garantir uma ingestão adequada deste mineral, encontrado principalmente nos vegetais verde-folhosos, cereais e nozes e castanhas.



Já está bem documentado que mudanças comportamentais e adoção de hábitos alimentares saudáveis estão associadas com melhora dos sintomas prémenstruais e melhora da qualidade de vida. Ainda, é importante que nesse período ocorra uma redução do consumo de sal, açúcar, cafeína, produtos lácteos e álcool com o objetivo de diminuir a retenção de líquidos, edema e irritabilidade. A prática regular de atividade física, principalmente de exercício aeróbico, está associada com uma menor incidência de sintomas pré-menstruais.



Nutricionista. Mestre em Nutrição pela UNIFESP/EPM.

Coordenadora do CVPE. Membro do The Institute of Function- a l

Medicine. Conselheira do CRN-3ª região.
 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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