AIDS / HIV - Aids e Sexualidade humana
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AIDS / HIV

Aids e Sexualidade humana

12/12/2005
 
 

A maioria sabe que a melhor maneira de prevenir as doenças que se transmitem por via sexual é evitando as condutas de risco e utilizar profilaticamente a camisa de Vênus. Sabem, mas não a utilizam!


A sexualidade humana, tão questionada nos dias atuais, faz parte de um jogo de valores transitórios e contínuos. Todo esse jogo vem, na realidade, da dificuldade que encontramos em aceitar o exercício da sexualidade fora do contexto da reprodução. Quanto a essa dificuldade de aceitação, as culturas humanas variam entre um extremo e outro, podendo-se entretanto, classificá-las genericamente em quatro grandes categorias: repressiva, restritiva, permissiva e corroboradora.

O ideal seria que houvesse uma relação de congruência entre as finalidades biológicas, sociológicas e psicológicas. Em outras palavras, que as pessoas unissem sempre harmonicamente a finalidade procriativa ao prazer e ao amor. Mas há uma distância às vezes muito grande entre o ideal e o real. Mesmo porque, o próprio conceito de ideal pressupõe toda uma roupagem antropológica e elaboração individual. O que é ideal para a minha sociedade, pode não ser para a sua, o que é ideal para mim, talvez não seja para o outro.

Para entender de HIV/Aids em todos os níveis da problemática humana, temos de sair um pouco da biologia da doença e caminhar pelas trilhas da psicologia da enfermidade. É necessário, sair da prisão de nossas visões tubulares, dos cubículos de nossas verdades provisórias e parciais, e tentar voar um pouco além do campo bitolado da rotina diagnóstica e terapêutica.

Estou plenamente convencida que a seara do especialista não se esgota apenas com o tratamento da doença. É preciso, antes, compreender o homem dentro do fantástico mundo de sua cultura, porque só poderemos promover a saúde em seu sentido integral, quando formos suficientemente humildes para entender que nossa verdade nem sempre é a verdade dos outros e que também não é a única.

Trabalhar com o adolescente adoecido não é apenas procurar a estória da enfermidade e nos esquecer de que ela se insere em uma estória de vida, de um ser que tem um passado e toda uma perspectiva, pelo menos sonhada, de futuro. Creio que chegamos no tempo de repensar a ciência, que tem valorizado excessivamente a técnica e está esquecendo a dimensão do humano.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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