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Ginecologia/Mulher

Hormônios podem aumentar risco de câncer no ovário

15/12/2005

 

Pílulas de estrogênio e progesterona não reduzem o risco de câncer no ovário. Ao contrário, pode até aumentá-lo, diz um estudo que trouxe mais dúvidas sobre um tratamento até pouco aceito para as mulheres na menopausa.

“São más notícias para os hormônios”, diz Carmen Rodríguez, epidemiologista da Sociedade de Câncer dos EUA.

A notícia está num estudo financiado pelo governo americano, chamado Iniciativa de Saúde das Mulheres, que foi suspenso parcialmente em 2002 devido à evidência de que as pílulas de estrogênio e progesterona aumentavam o risco de câncer da mama, ataques cardíacos e derrames cerebrais.

A nova pesquisa detectou que 32 das 16.608 participantes desenvolvera câncer de ovário durante o estudo que se estendeu por cinco anos e meio. Houve 20 caos de mulheres que tomaram hormônios e 12 que tomaram placebos.

A diferença não tem significado estatístico porque o câncer foi muito raro, mas a tendência é preocupante, diz Garnet Anderson, pesquisador da Universidade de Washington, o principal autor da análise, que será publicada na Revista Médica amanhã.

“Se a mulher não tem sintomas da menopausa, não deve tomar pílulas de hormônios”, afirma.

A pesquisa é “provavelmente a melhor que já tivemos até agora”, garante Carmen Rodríguez.

O laboratório farmacêutico Wyeth Pharmaceuticals, que fabrica as pílulas Prempro, usadas na pesquisa, deu pouca importância aos resultados. O estudo “não demonstra que haja algum tipo de relação causal”, diz a médica Victoria Kusiak, da Wyeth.

O estuoda da Iniciativa da Saúde da Mulher também vinculou os hormônios ao risco de demência, aumentando a confusão em torno das enfermidades que supunha-se que os hormônios deveriam impedir.

As pílulas de hormônios são aprovadas para aliviar sintomas como calores súbitos, suores noturnos e outros problemas da menopausa e impediriam a osteoporose, que reduz a densidade óssea. A Wyeth calcula que, em junho, 1 milhão de mulheres continuasse a tomar o Prempro, contra as 3,4 milhões que a consumiam antes das primeiras conclusões do estudo.

Para maiores detalhes do estudo, consulte, na internet, o site JAMA e o Women’s Health Initiative.

Lindsey Tanner/AP


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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