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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Parto e distocia de ombro

19/12/2005

 

 

Na hora do parto existe em muitos casos o que se chama de distocia de ombro, ou seja uma dificuldade na saída do ombro do feto. Isso pode ocorrer tanto no parto vaginal ou cesáreo, pois a pelve materna tem suficiente tamanho para permitir a saída da cabeça fetal, mas não é de tamanho suficiente para a saída dos ombros que são mais largos. Em um intervalo de tempo máximo entre o delivramento da cabeça e do ombro deve ser de 60 segundos, então a incidência séria de aproximadamente 10%. Nas últimas décadas vem aumentando essa incidência, fato causado principalmente pelo aumento do peso de nascimento em geral. Mesmo sendo o peso do recém-nato o fator de risco mais importante,
menos de 50% das distocias de ombro ocorrerão com fetos pesando 4.000 gramas ou mais, e menos de 30% dos casos de distocia de ombro apresentarão algum fator de risco como a obesidade e a diabetes da mãe. Existem duas
conseqüências graves para o feto com distocia de ombro: 1) Lesão do plexo braquial, nervos da coluna cervical, por uma manobra do obstetra, com uma tração para baixo do pescoço durante a saída do ombro. Mas hoje; existem estudos eletromiográficos ao nascer revelando que até em 50% dos casos, a lesão presente ao nascer ocorreu dentro do útero. Felizmente a recuperação
dessa lesão em mais de 95% é obtida em doze meses com tratamento conservador; 2) Fratura clavícula, que ocorre em aproximadamente 0,5%
dos partos pélvicos, também tem excelente prognóstico com o tratamento clínico. R.B.Gherman e colaboradores, obstetras e pediatras do National Naval Medical Center, da cidade de Bethesda, estado de Maryland, fizeram um estudo retrospectivo para verificarem quantos casos de paralisia por distocia de ombro, permanência por mais de 1 ano, depois do nascimento, que os autores classificaram como permanente. O grupo A era formado por 49 crianças que tinham lesões do plexo braquial permanente, com lesões neuromusculares, foram comparadas com 49 crianças do grupo B, que tiveram lesões do plexo braquial transitórias, e que nasceram na mesma
maternidade, com distocia de ombro, com mesmo peso e sexo. As crianças do grupo B, as mães tinham uma maior incidência de diabetes mellitus do que as crianças do grupo B, lesão permanente (34,7% versus 10,2%, Odds Ratio [OR] 4,68 ( 95%) intervalo de confiança de 1,42 a 16,32).
Crianças do grupo B brachial tinham maior peso médio ao nascer (4.519+/-94,3 g versus 4143.6+/-56,5 g, (P<0,001) e um maior número de casos que nasceram com mais de 4500 gramas (38,8% versus 16,3%, OR, 0,31, 95% IC de 0,11 a 0,87). Entre os 2 grupos não houve nenhuma diferença significativa na comparação das medidas obstétricas da mãe no anteparto, intraparto, e no parto.

 

Obstet Gynecol. 2003 Sep;102(3):544-8- RAM


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