Pediatria/Criança - Doença secular, sífilis ameaça 50 mil bebês
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Pediatria/Criança

Doença secular, sífilis ameaça 50 mil bebês

29/12/2005
Nascido há duas semanas, Felipe já sentiu a dor de uma injeção de Benzetacil. Ela foi necessária porque a mãe, a dona de casa Rosinalda Silva Santana, de 32 anos, descobriu que tinha sífilis assim que deu entrada no Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth, no Rio. “Soube da doença na primeira gravidez, há quase quatro anos. Segui o tratamento com meu marido. Estava tudo bem no pré-natal, mas descobriram a doença novamente”, conta.

Embora seja uma infecção conhecida desde a Idade Média, os números mostram que ela ainda é um problema de saúde pública no País. Dados recentes do Ministério da Saúde dão conta de que, atualmente, 50 mil grávidas brasileiras correm o risco de transmitir sífilis para seus bebês a cada ano. A cada grupo de dez gestantes com a doença, o contágio do feto pela mãe se dá em sete.

Doença infecciosa

Se o tratamento for inadequado, a doença pode ser fatal em 40% dos casos, totalizando 14 mil mortes evitáveis de crianças por ano. Transmitida sexualmente ou de mãe para filho, a sífilis é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Treponema pallidum.

Quando a mulher não é tratada corretamente com antibióticos, a doença pode reincidir e a bactéria pode infectar o bebê durante a gravidez. Quando isso ocorre, recebe o nome de sífilis congênita. O tratamento para o bebê consiste da aplicação de uma a três doses de Benzetacil. Nos pais, são três doses.

Conseqüências

Em adultos, ela começa com uma lesão na região genital ou na boca, que, em geral, não dói. Na fase secundária, ela causa lesões na pele. Na terciária, surge em qualquer parte do corpo. Entre as conseqüências no bebê estão surdez, alterações respiratórias e deformações ósseas.

“A transmissão pode ocorrer em todas as fases, mesmo durante o período de latência”, explica a médica Betty Moszkowicz, do Oswaldo Nazareth. Segundo ela, mais de 90% das notificações compulsórias da maternidade são de sífilis congênita.

Entraves

Entre os entraves à meta de erradicação da sífilis congênita, assumida pelo Brasil há dez anos, estão a baixa notificação dos casos, a resistência masculina ao tratamento e as dificuldades no diagnóstico. Segundo o infectologista Eduardo Campos, do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) do Ministério da Saúde, apenas 6 milhões dos 25 milhões de testes de sífilis necessários são realizados, anualmente, nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) ou conveniadas à rede pública. “É um número ainda baixo.

Simples, o teste é feito a partir da coleta de sangue e pode custar até R$ 0,10 se adquirido em grande quantidade.” Portaria do ministério, de dezembro de 2004, determina que a gestante faça três exames de sífilis: na primeira consulta do pré-natal, no terceiro trimestre de gravidez e na admissão para o parto. “Há uma estimativa de que o terceiro exame é feito só em 30% dos partos”, diz Campos.
 
Por Karine Rodrigues


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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