Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica - Dieta e exercício para crianças obesas
Esta página já teve 110.763.507 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.760 acessos diários
home | entre em contato
 

Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica

Dieta e exercício para crianças obesas

02/01/2006

Dieta e exercício diminuem pressão arterial e melhoram condição física de crianças obesas

 

O estudo envolveu 39 crianças obesas. Durante cinco meses, 21 delas se exercitaram três vezes por semana, uma hora por dia. Além de diminuir a pressão arterial, elas perderam peso e aumentaram a capacidade cardiovascular

 

A prática de exercícios físicos, aliada a uma dieta de baixas calorias (hipocalórica), diminui a pressão arterial e aumenta a capacidade cardiovascular de crianças obesas. O tema foi pesquisado pelo professor de educação física Maurício Maltez Ribeiro, que comparou dois grupos: no primeiro, 18 crianças faziam apenas dieta; no outro, com 21 integrantes, além do controle alimentar havia também a prática de atividades físicas.

Nos dois grupos houve uma perda de 10% a 20% do peso total, mas a diminuição da pressão arterial e a melhora na capacidade física só aconteceram nas crianças que se exercitaram. Ribeiro pesquisou o tema em seu doutorado, apresentado recentemente na Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes tinham entre 8 e 11 anos e eram todos caracterizados como obesos, segundo o índice de massa corporal (IMC), que é o peso dividido pela altura ao quadrado.

A prática de atividades físicas, como caminhada, corrida e jogos, aconteceu por um período de cinco meses, três vezes por semana, durante uma hora, na Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz, da FMUSP, entre os anos de 2000 e 2003. Antes, as crianças passaram por testes de avaliação física para medir a capacidade funcional máxima para a realização de exercícios. Com base nesse teste, os pesquisadores podiam encaminhá-las para as atividades mais adequadas, de acordo com a capacidade de cada uma.

Ribeiro afirma que todas as 39 crianças que participaram do estudo se mostraram bastante interessadas em participar das atividades. "Como todas eram obesas, elas não se sentiam constrangidas", diz. Ele conta que esse tipo de trabalho tem melhores resultados quando é feito em grupo de obesos. "Se ela for a única criança gorda da turma, pode se sentir constrangida, porque não vai ter a mesma capacidade física de uma magra, ou então pode ser simplesmente excluída da atividade por não conseguir acompanhar o ritmo das outras."

Supervisão profissional
Além disso, tanto os pais como os educadores devem incentivar essas crianças na prática de exercícios. Porém, Ribeiro alerta que toda atividade física deve ser feita com a supervisão de um profissional capacitado, que vai indicar qual é o melhor tipo de exercício. "As 39 crianças que participaram da pesquisa passaram por testes que indicaram o tipo de exercício mais adequado para cada uma."

A pesquisa de Ribeiro faz parte de um projeto vinculado à Disciplina de Endocrinologia, Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração (Incor) e também do Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP e do Laboratório de Nutrição Humana e Doenças Metabólicas (LIM-25) do HC. O trabalho foi gerado a partir de um grupo multidisciplinar de profissionais como cardiologistas, nutricionistas, endocrinologistas, psiquiatras e psicólogos. Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista Circulation na edição de abril de 2005.

 

www.usp.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos