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Endocrinologia/Glândulas

Uso de glicocorticóide em doses baixas diárias com segurança na insuficiência adrenal

04/01/2006
 

 

Num estudo no Clinical Endocrinology pesquisadores procuraram avaliar a reposição de glicocorticóide em pacientes portadores de insuficiência adrenal.

 

Todos os endocrinologistas gostariam de tornar a reposição de glicocorticóide o mais fisiológica possível. Muitos especialistas gostariam de dispor de um método de monitoramento da reposição que confirmasse a reposição semelhante à liberação fisiológica de corticóides. Avanços no conhecimento da fisiologia da liberação de cortisol são relevantes para auxílio nas tentativas de estabelecer a melhor reposição de glicocorticóide.

 

A taxa de produção de cortisol em pacientes hígidos é menor que a taxa prevista previamente. O padrão normal de secreção de glicocorticóides inclui um ritmo diurno e outro ritmo pulsátil ultradiano. A avaliação da ligação de glicocorticóides aos receptores nucleares é mediada pelas enzimas 11-b-hidroxiesteróide desidrogenase, que transforma cortisol ativo em cortisona inativa. Tais complexidades tornam o alvo da terapia de reposição fisiológica de glicocorticóides difícil de se atingir.

 

Evidências disponíveis sugerem que o tratamento convencional de pacientes portadores de insuficiência adrenal pode resultar em efeitos adversos sobre marcadores de risco de doença, como diminuição da densidade mineral óssea comparada à densidade verificada em indivíduos controle pareados para idade e sexo, proporcionando, também, aumento da glicemia pós-prandial e da insulinemia pós-prandial. Embora a qualidade de vida dos pacientes portadores de insuficiência adrenal pode ser comprometida, não há evidências de melhora da qualidade de vida com o uso de altas doses de corticosteróides, embora a qualidade de vida seja melhor quando a dose de hidrocortisona administrada é fracionada, com a maior dose fracionada administrada pela manhã.

 

Os pesquisadores concluíram que a maioria dos pacientes portadores de insuficiência adrenal pode ser tratada, com segurança, com baixas doses de glicocorticóide em duas ou três doses diárias.

Why is the management of glucocorticoid deficiency still controversial: a review of the literature - Clinical Endocrinology 2005;63(5):483.

 Why is the management of glucocorticoid deficiency still controversial: a review of the literature

Anna Crown and Stafford Lightman

Summary

All endocrinologists would like to make glucocorticoid replacement therapy for their hypoadrenal patients as physiological as possible. Many would like the reassurance of a method of monitoring such treatment to confirm that they are achieving this aim. Advances in our knowledge of the normal physiology are relevant to our attempts to do this. The cortisol production rate in normal subjects is lower than was previously believed. The normal pattern of glucocorticoid secretion includes both a diurnal rhythm and a pulsatile ultradian rhythm. Glucocorticoid access to nuclear receptors is 'gated' by the 11-β-hydroxysteroid dehydrogenase enzymes, which interconvert active cortisol and inactive cortisone. Such complexities make the target of physiological glucocorticoid replacement therapy hard to achieve. The available evidence suggests that conventional treatment of hypoadrenal patients may result in adverse effects on some surrogate markers of disease risk, such as a lower bone mineral density than age-sex matched controls, and increases in postprandial glucose and insulin concentrations. Although the quality of life of hypoadrenal patients may be impaired, there is no evidence of an improvement on higher doses of steroids, although quality of life is better if the hydrocortisone dose is split up, with the highest dose taken in the morning. Thus the evidence suggests that most patients may safely be treated with a low dose of glucocorticoid (e.g. 15 mg hydrocortisone daily) in two or three divided doses, with education about the appropriate action to take in the event of intercurrent illnesses.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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