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Ginecologia/Mulher

Ácido acetilsalílico pode reduzir as taxas da mortalidade de mulheres pós-menopausa com doença cardiovascular

04/01/2006
81mg diárias de ácido acetilsalílico já são suficientes para redução de taxas de mortalidade em mulheres pós-menopausa com doença cardiovascular

 

Ácido acetilsalílico pode reduzir significativamente as taxas de mortalidade para mulheres pós-menopausa com doença cardiovascular, relataram investigadores na Scientific Sessions da American Heart Association que teve início hoje em Dallas, Estados Unidos.

 

"Já foi mostrado antes e agora nós demonstramos novamente: a terapia com ácido acetilsalílico salva vidas.", afirmou o médico Jeffrey S. Berger, autor principal do estudo e cardiologista associado do Duke University Medical Center. "Mulheres com doença cardiovascular deveriam fazer uso de ácido acetilsalílico, exceto quando exista uma contra-indicação médica como hipersensibilidade ou intolerância gástrica."

 

Uma coorte de 8.928 mulheres com doença cardiovascular participantes do Women's Health Initiative Observational Study com idades de 50 a 79 anos no início do estudo foi analisada. O objetivo principal foi aferir a incidência de eventos cardiovasculares - infartos do miocárdio (IMs), acidentes cérebro-vasculares e morte por doença cardiovascular - e todas as causas de mortalidade.

 

Destas pacientes, 4101 (46%) faziam uso de ácido acetilsalílico em dosagens de 81mg (1224 pacientes – 30%) e de 325mg (2877 – 70%). Durante 6,5 anos de seguimento, 956 (8,7%) pacientes faleceram. Comparado ao grupo que não utilizava ácido acetilsalílico, ambos os grupos com 81mg (RR, 0.83; 95% IC, 0.67-1.04; p=0.10) e com 325mg (RR, 0.83; 95% IC, 0.71-0.98; p=0.03) foram associados com uma redução de 17% em todas as causas de mortalidade.

 

Para a prevenção de eventos cardiovasculares, ambas as doses foram associadas a uma redução não estatisticamente significativa no número de eventos: grupo 81mg (RR, 0.85; 95% IC, 0.68-1.05; p=0.14) e grupo 325mg (RR, 0.87; 95% IC, 0.75-1.02; p=0.09).

 

Houve uma redução de 25% na mortalidade por doença cardiovascular (RR, 0.75; 95% IC, 0.60-0.95; p=0.01), uma redução não significativa de 11% em acidentes cérebro-vasculares e nenhum efeito sobre IMs.

 

Comparado ao tratamento com 325mg, o tratamento com 81mg não foi significativamente diferente em sua efetividade sobre todas as causas de mortalidade (RR, 0.92; 95% IC, 0.70-1.21, p=0.57), eventos cardiovasculares (RR, 0.89, 95% IC, 0.69-1.16, p=0.39) ou a qualquer endpoint individual.

 

O tratamento com ácido acetilsalílico foi associado com uma redução significativa em todas as causas de mortalidade entre mulheres pós-menopausa com doença cardiovascular estável. Nenhum efeito significativo entre as doses de 81 e 325mg foi observado.

 

"Se a paciente estava tomando 81mg ou 325mg, a redução na taxa de mortalidade foi a mesma e este ponto, eu acredito, foi o de maior valia deste estudo.", afirmou o Dr. Berger. "É difícil afirmar a partir deste estudo se a dose de 81mg é melhor do que a dose de 325mg, mas parece que é tão efetiva quanto a de 325mg."

81mg diárias de ácido acetilsalílico já são suficientes para redução de taxas de mortalidade em mulheres pós-menopausa com doença cardiovascular - AHA 2005

 

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