Dor/Dores - Dor: Causas
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Dor/Dores

Dor: Causas

16/01/2006

 

                   As causas e o mecanismo da dor, ainda, não são muitos bem definidos. O propósito da discussão abaixo é dar uma possível referencia a respeito do assunto.

                   Uma das teorias da causa da cefaléia da enxaqueca é que emoção ou tensão prolongadas provocam vasoespasmo reflexo de algumas das artérias da cabeça, inclusive daquelas que suprem o cérebro. O vasoespasmo teoricamente produz isquemia de porções do cérebro que seria responsável pelos sintomas podrômicos. Então, como resultado da isquemia intensa, alguma coisa acontece com a parede vascular, talvez a exaustão da contração do músculo liso, que lhe permite tornar-se flácida e incapaz de manter o tônus muscular por 24 a 48 horas. A pressão sanguínea nos vasos faz com que estes se dilatem e pulsem intensamente, e foi postulado que o estiramento excessivo das paredes das artérias – inclusive de algumas artérias extracranianas como a Temporal – causa a dor verdadeira das cefaléias da enxaqueca.

                   Outras teorias da causa das cefaléias da enxaqueca incluem a depressão alastrante cortical, anormalidades psicológicas e vasoespasmo causado por excesso de potássio local no liquido extracelular cerebral. 

                   Esta é uma das teorias mais aceitas para explicar o mecanismo da dor: sabe-se que o cérebro quem toma consciência de processos dolorosos originários de todo o corpo. Em outras palavras só dói se o cérebro “tomar conhecimento” que um estimulo doloroso está ocorrendo, lembrando-se sempre que algumas modalidades de dor também se tornam conscientes a níveis talâmicos. Feito esta ressalva, temos então que para que o cérebro seja assim informado, são necessários nervos a transportar a mensagem dolorosa desde o ponto de estímulo até ele, o cérebro. Esta é a função dos nervos sensitivos e vias ascendentes sensitivas.

                  O estímulo doloroso origina impulsos elétricos em receptores específicos e estes, por sua vez, podem gerar um potencial de ação nas fibras sensitivas. Este impulso gera a liberação de neuro-transmissores os quais se difundem, a nível sináptico, onde se ligam a receptores específicos da fibra pós-sináptica. A somatória de vários impulsos pode, nesta, desencadear um potencial de ação, transmitindo assim através de várias sinapses conduzir o estimulo até o cérebro.

                   Da mesma forma que ocorre esta conexão sensitiva, outras ocorrem paralelamente. Como resultado desta conexão, temos a inibição da via que leva o estímulo doloroso até os centros superiores.Como exemplo de neuro-transmissores que agem sobre essas sinapses, temos a beta-endorfina e a serotonina.

                   Assim, o impulso originário da região estimulada só chega ao cérebro se este impulso for mais intenso que a inibição que ocorre continuamente. Este “tônus” de inibição serve para evitar que o individuo sinta dor desnecessária.

                   Contudo, acredita-se que as pessoas que sofrem da enxaqueca possuem uma deficiência da liberação dessas substâncias químicas inibitórias. Como resultado, sempre que esta disfunção estiver ocorrendo, o individuo vai sentir dor, mesmo na ausência de lesão. Por exemplo, a própria sensação de pulsação das artérias da cabeça vai ser transmitida, sobretudo pelos nervos Trigêmeo e Occipital, desencadeando o processo de enxaqueca.



Modern Drug Discovery
March/April 1999
Modern Drug Discovery, 1999, 2 (2), 20-21, 23-24, 28, 31.
Copyright © 1999 by the American Chemical Society

Images of migraine history, past and present. Top: A positron emission tomography (PET) scan of the brain of a person experiencing a migraine attack. Color code: high brain activity (red, yellow); low activity (green, blue). At the lower left in green is an area of reduced blood flow and low brain activity during migraine. The pain of migraine does not come from the brain, but from membranes around it and from the scalp. Left: Claviceps prupurea growing on rye. Right: Detail of Matthias Grünewal's painting "The Temptation of St. Anthony", ca. 1512-1516. The saint's fingers, held over his head, show dark marks characteristic of ergot poisoning.
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