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Sono/Distúrbio do sono

Sono e artrose do quadril

28/01/2006

 

 

Todos os seres humanos têm a consciência de que o corpo tem um ritmo de atividade próprio, que alterna as atividades do dia com o descanso da noite. Esse tipo de atividade varia de forma individual, por exemplo, em pessoas que trabalham à noite, e dormem de dia, ou em pessoas que têm maior disposição no período da manhã, as quais dizem que o tempo rende mais. Outras são ao contrário, mais produtivas à noite do que durante o dia. Há também um grupo de pessoas que rende mais durante os dias frios e outros mais nos dias quentes. Isso é chamado biorritmo ou ritmo circadiano e a cronobiologia (cronos significa tempo), que é a ciência que estuda os relógios biológicos, ou seja, a regularidade dos mecanismos de atividade rítmica do corpo. Este estudo verifica as alterações de sono, e de disposição física e mental de cada um. De acordo com a disciplina individual, o ritmo biológico está relacionado, principalmente, com a fisiologia, o clima da região, a hora do dia, as estações do ano e os hábitos pessoais. Já existem estudos, por exemplo, que afirmam que os infartos do miocárdio ocorrem mais pela manhã, porque antes do despertar existe um aumento de pressão arterial. Inclusive, existem remédios que levam em consideração esse ritmo, à venda no Brasil.
A pergunta é se a dor em geral e a dor em particular das articulações, têm uma relação com um possível ritmo biológico. As estatísticas mostram que mais de 60% dos portadores de artrite e artrose, sentem dores à noite. Nas pessoas com problemas de coluna vertebral, o repouso no leito ajuda as dores, apesar que também sentem dores, quando se viram na cama à noite, mas, as dores em maior número de pessoas se dão durante o dia, no período de trabalho.
J. M. Fielden e colaboradores, ortopedistas, da Universidade de Wellington, na Nova Zelândia, estudaram o assunto relacionado à dor na coxo-femural de pessoas portadoras de artrose dessa articulação. Em 48 pacientes, que se queixavam que não dormiam, devido a dor, realizaram um questionário para verificar a qualidade do sono antes de serem operados e depois da cirurgia. O questionário foi completado por um auto-relato de como foi o sono de 5 noites seguidas, um mês da cirurgia e 3 meses depois da cirurgia. Um total de 75% dos participantes melhoraram da qualidade do sono, mas, os autores perceberam que os paciente acima de 65 anos e abaixo dessa idade tinham diferenças significativas, na qualidade de sono, medidas pelo método da actigrafia. A actigrafia é uma técnica recentemente desenvolvida para registrar a atividade durante a vigília, e o sono sem aplicação de quaisquer eletrôdos. Usa-se um actígrafo no punho ou nas pernas, e ele tem o tamanho de um relógio. Consiste em um detector de movimento, e memória considerável para que possa registrar dados de movimento. Os autores concluíram que tirando a dor há uma melhora do sono desses pacientes, menos interrompido por saídas da cama e movimentos do corpo.

 

J Arthroplasty. 2003 Apr;18(3):371-6- Intramed

 


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