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Vitaminas e antioxidantes

Estudo põe em dúvida eficácia de cálcio e vitamina d para idosas

17/02/2006

 

O maior estudo já realizado sobre os efeitos de suplementos de cálcio e vitamina D em mulheres idosas mostra que esses produtos oferecem apenas uma proteção limitada contra fraturas ósseas, pondo em questão uma noção que era quase um artigo de fé para médicos e nutricionistas. Os suplementos parecem reduzir o risco de fratura da bacia em mulheres acima de 60 anos e também ajudaram as que os tomaram com regularidade. Mas na prevenção de fraturas como um todo, a vitamina D e o cálcio falharam com essas mulheres.

Um dos pesquisadores, Norman Lasser, da Escola de Medicina de New Jersey, disse que o estudo "não reforça o uso do cálcio tanto quanto outras" pesquisas. Ainda assim, muitos especialistas disseram que continuarão a seguir as diretrizes federais que recomendam o uso de suplementos, se isso for necessário para alcançar os níveis adequados de cálcio e vitamina D.

"Há provavelmente um pequeno benefício", disse Joel Finkelstein, do Hospital Geral de Massachusetts, que escreveu um editorial no New England Journal of Medicine em que o estudo aparece hoje. "É um bom começo, mas as mulheres que correm altos riscos têm que saber que não é suficiente." A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de americanos, tornando os ossos fáceis de quebrar. Uma em cada duas mulheres sofrerá fratura desse tipo em sua vida.

Para as mulheres acima de 50 anos, as instruções federais americanas são de 1.200 miligramas de cálcio e entre 400 e 600 unidades internacionais de vitamina D diariamente, provenientes da alimentação, e, se necessário, de suplementos. O estudo, que durou sete anos, foi realizado com 36.282 mulheres entre 50 e 79 anos. Metade tomou doses diárias de mil miligramas de cálcio e 400 unidades de vitamina D, enquanto a outra metade não tomou nada.

Porém, muitas estavam tomando seus próprios suplementos antes da pesquisa começar, e foi permitido que continuassem a fazê-lo, integrando-se a qualquer um dos dois grupos. Esses suplementos extras podem ter ajudado as mulheres a se manterem saudáveis, mas ironicamente diluiu as descobertas, pois qualquer benefício é mais difícil de ser mostrado num ambiente de poucas fraturas. Algumas mulheres também estavam tomando pílulas de hormônio, diminuindo ainda mais o número de fraturas.

O estudo mostrou melhor densidade do osso da bacia no grupo que recebeu os suplementos, mas o mesmo grupo não foi melhor, estatisticamente, que o outro na prevenção de fraturas de todos os tipos. Porém, mulheres com mais de 60 anos reduziram suas chances de fratura na bacia em 21% com os suplementos.

Muitas mulheres esqueceram de tomar suas doses diárias algumas vezes - fenômeno comum em testes reais -, mas aquelas que tomaram todos os dias reduziram os riscos em 29%. Alguns pesquisadores disseram que os efeitos do cálcio seriam potencializados por altas doses de vitamina D, cerca de mil unidades diárias. A vitamina ajuda o corpo a absorver cálcio e promove a saúde muscular.

Médicos disseram que o estudo sugere que as mulheres com alto risco de fratura - que os testes mostram baixa densidade dos ossos - provavelmente precisam de mais do que suplementos. Elas talvez precisem de medicamentos para a osteoporose. O estudo mostrou um significativo efeito colateral desses suplementos: um aumento de 17% no risco de pedra nos rins. Mas vários médicos subestimaram o risco, dizendo que as fraturas na bacia são tipicamente piores que pedras nos rins.

 

Folhaonline


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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