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Ginecologia/Mulher

Exercícios para a endometriose

18/02/2006

Talvez você pouco tenha ouvido falar nela, mas essa doença está ficando cada vez mais comum. Estima-se que atinja de 10% a 15% das mulheres em idade fértil. A endometriose tem causas obscuras e muitas vezes se instala silenciosamente — o que dificulta o trabalho de flagrá-la. Sem tratamento, costuma levar à esterilidade. Na tentativa de entendê-la melhor, cientistas franceses isolaram os cromossomos envolvidos com o "endométrio fujão", tecido que deveria estar no útero, mas que acabou invadindo territórios alheios (trompas, ovários, intestino, bexiga, entre outros). Com isso, espera-se que, no futuro, um simples exame de sangue seja capaz de apontar um diagnóstico certeiro — e precoce.

O tecido uterino invade os ovários e a mulher fica infértil

Não se sabe direito por que, o endométrio — camada “fofa” que prepara o útero para receber um bebê e que descama se não há gravidez — migra para lugares tão díspares como os ovários e o peritônio. Ali ele funciona como se estivesse no local de origem e responde aos estímulos hormonais. Ou seja, todo santo mês “engorda” e sangra no período menstrual. Sem tratamento, se desenvolve indefinidamente nessas paragens e, às vezes, acaba grudando alguns órgãos uns nos outros.

Os sintomas deste processo vão desde dores na menstruação, na relação sexual, fora da menstruação, alterações urinárias e intestinais — como dores, sangramento, prisão de ventre ou diarréia —, além de infertilidade. “A doença prejudica a ovulação”, justifica a ginecologista Rosa Neme, do Setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo. O diagnóstico pode ser sugerido pelo exame clínico bem feito, por exames de sangue ou ultra-som, mas a laparoscopia, intervenção cirúrgica por pequenas incisões, fecha o diagnóstico e inicia o tratamento. Mas este é o começo da atenção.

Exercícios ajudam a impedir o avanço do problema

Uma das raras certezas é de que a doença está ligada à menstruação. Os casos aumentam porque as mulheres têm menos filhos e mais ciclos durante a vida. No mais, todas as explicações ainda são motivos de controvérsia.

Existem três teses. Uma delas é a de que parte do tecido que deveria ser expulsa com a menstruação faz o percurso inverso devido a certas contrações uterinas. Uma segunda idéia é de que, sem razão aparente, células de outros órgãos se transformariam em endométrio. Há, ainda, a desconfiança de que o estresse enfraquece as defesas, que normalmente seriam capazes de destruir o tecido em áreas estranhas. Por isso, além do tratamento médico, é essencial controlar a tensão e fazer exercícios aeróbicos. “Eles liberam endorfinas, substâncias que reduzem os níveis de estrógeno, hormônio relacionado com o crescimento do endométrio”, diz a médica Rosa Neme.
A manutenção do equilíbrio hormonal e as válvulas de escape para o estresse como atividade física aeróbica bem feita são recursos preventivos fundamentais.Assim, a mulher deve estar sempre atenta a sua saúde, principalmente em fases mais agitadas de sua vida. Lembrando sempre da importância do equilíbrio global do organismo.

 

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