Pediatria/Criança - Retinoblastoma e reflexo branco no olho de uma criança
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Pediatria/Criança

Retinoblastoma e reflexo branco no olho de uma criança

18/03/2006

 

Reflexo branco no olho da criança em foto pode ser sinal de câncer

Chamado de retinoblastoma, o tumor geralmente aparece antes dos sete anos. Campanha quer estimular os pais a fazerem “auto-exame” nos filhos.

Luciana Sobral

Olhar o álbum de fotos de seu filho e prestar atenção se há na imagem algum reflexo branco nos olhos da criança é uma das maneiras de identificar o retinoblastoma — um tipo de câncer ocular infantil que geralmente aparece antes dos sete anos de idade. O diagnóstico precoce (no tempo suficiente para controlar o crescimento do tumor) só acontece em menos da metade dos casos. Por conta disso, mais de 50% das crianças ficam cegas.

“Quase ninguém conhece a doença, talvez por que ela não seja tão freqüente assim. Estima-se cerca de 400 novos casos ao ano de retinoblastoma no Brasil”, afirma o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, presidente da Associação Internacional para Tratamento e Pesquisa do Câncer – Brasil (INCTR), que vai se instalar oficialmente amanhã em São Paulo. A entidade, com sede em outros países, vai realizar campanhas mundiais de prevenção a todos os tipos de tumores, inclusive os oculares.

O retinoblastoma é um tumor maligno que acomete a retina (parte do olho onde se forma a imagem que será traduzida pelo cérebro). Entre as causas não-hereditárias (60% dos casos) está a alteração de um gene situado no cromossomo 13, que é responsável pelo controle da divisão celular da retina. Os médicos ainda não sabem, no entanto, o que provoca esta mudança.

“Cerca de 75% das crianças manifestam a doença entre os 3 e 5 anos de idade”, afirma Célia Beatriz Gianotti Antoneli, oncologista pediátrica do Hospital do Câncer. No restante dos casos, as crianças já praticamente nascem com o problema, que aparece antes do primeiro ano de vida. “Por isso, o ideal seria fazer um exame de fundo de olho em todos os berçários”, acrescenta a médica.

Campanha

Esta é, inclusive, uma das bandeiras do INCTR, que, para começar suas atividades no país, usará uma experiência brasileira no exterior. O vídeo de uma campanha criada pela Tucca (Associação para Crianças e Adolescentes com Tumor Cerebral), protagonizada pela atriz Ana Paula Arósio, será veiculado em países de língua espanhola, árabe, italiana, inglesa, indiana e portuguesa.

“Queremos estimular os pais a ficarem atentos aos olhos dos filhos. Além disso, a idéia é tornar o exame de fundo de olho tão obrigatório quanto o teste do pezinho nas maternidades. Vamos distribuir material nestes lugares”, comenta Epelman, que também é presidente do Tucca. O retinoblastoma também dá sinais quando uma conjuntivite não sara. “Se a criança também ficar com o olho estrábico ou apresentar na luz um reflexo branco na retina, é bom procurar o oftalmologista”, explica Célia.

O retinoblastoma afeta na maioria das vezes somente um dos olhos, mas há exceções. Beatriz Zellaui Barboza, de apenas dois anos, por exemplo, desenvolveu o tumor nos dois olhos. O diagnóstico foi feito depois que sua avó, Laura Saar Zellaui do Nascimento, de 42, percebeu um brilho estranho no olho esquerdo da neta. “Achei que algo estava errado, mas nunca imaginei que se tratava de um câncer”, diz.

Beatriz já passou por quatro sessões de quimioterapia e agora será submetida à radioterapia. “Temos esperança de que tudo ficará bem”, diz a avó, que conseguiu apoio no Tucca. “Nem imaginava que a doença existia”, afirma.

Tratamento inclui laser e quimioterapia

O tratamento e as chances de cura do retinoblastoma dependem do diagnóstico precoce. Tumores pequenos geralmente são tratados com laser. Quando a doença ocupa uma área maior, os médicos usam quimioterapia, laser e radioterapia — combinados ou não. A remoção do globo ocular só é necessária nos casos em que o tumor é grande demais.

Crianças com histórico familiar da doença devem ser submetidas ao exame de fundo de olho desde o nascimento. O restante deve fazer o teste aos seis meses e repetido com um ano.

  Fonte: Jornal Diário de São Paulo

 

http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br/

ssaude/noticias/i16principal.asp?pagina=/ssaude/noticias/2004/0409/I16040908refl.htm


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