Psiquiatria e Psicologia - Transtorno Bipolar
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Psiquiatria e Psicologia

Transtorno Bipolar

26/03/2006

 

Introdução
• Quais são os sintomas do transtorno bipolar?
• Diagnóstico do Transtorno Bipolar
• Suicídio
• Qual é a evolução do transtorno bipolar?
• Crianças e adolescentes podem ter transtorno bipolar?
• O que causa o transtorno bipolar?
• Como é tratado o transtorno bipolar?
• Medicações
• Tratamento da Depressão Bipolar
• Função da Tireóide
• Efeitos colaterais das medicações
• Tratamentos Psicossociais
• Uma doença de evolução prolongada que pode ser eficazmente tratada
• Ocorrem outras doenças concomitantemente ao transtorno bipolar?
• Como indivíduos e famílias podem obter ajuda para o transtorno bipolar?
• E quanto a estudos clínicos do transtorno bipolar?
• Referências
• Créditos


Introdução

Antigamente designado como doença maníaco-depressiva, o transtorno bipolar é um transtorno cerebral que causa oscilações fora do comum no humor, energia e na capacidade de funcionamento de uma pessoa. Diferentemente dos altos e baixos normais por que passam todas as pessoas, os sintomas do transtorno bipolar são graves. Eles podem ocasionar danos aos relacionamentos, desempenho insuficiente no trabalho ou na escola e até mesmo suicídio. No entanto, temos boas notícias: o transtorno bipolar pode ser tratado e as pessoas portadoras dessa doença podem levar uma vida normal e produtiva.
Mais de 2 milhões de adultos norte-americanos,1 ou cerca de 1% da população de 18 anos ou mais num ano qualquer,2 apresentam o transtorno bipolar. Esse transtorno se manifesta tipicamente no final da adolescência ou início da idade adulta. Entretanto, algumas pessoas têm seus primeiros sintomas durante a infância e algumas os apresentam mais tardiamente na vida. Muitas vezes ele não é reconhecido como doença e as pessoas podem portar a condição anos a fio antes que ela seja corretamente diagnosticada e tratada. Assim como a diabete ou as doenças cardíacas, o transtorno bipolar é uma doença de duração longa, que tem de ser controlada cuidadosamente durante a vida da pessoa.

“A doença maníaco-depressiva distorce humores e pensamentos, provoca comportamentos terríveis, destrói a base do pensamento racional e com grande
freqüência mina o desejo e a vontade de viver. Esta é uma doença que é biológica em sua origem, porém tem uma característica psicológica em sua vivência; uma doença que é singular por conferir vantagens e prazer, trazendo porém em seu rastro um sofrimento quase que insuportável e, não raro, suicídio.”
“Sou afortunada por não ter morrido da minha doença, afortunada por ter recebido os melhores cuidados médicos disponíveis e afortunada por ter os amigos, colegas e familiares que eu tenho.”

Kay Redfield Jamison, Ph.D., An Unquiet Mind, 1995, pg. 56. (Reimpresso com permissão de Alfred A. Knopf, uma divisão da Random House, Inc.)


Quais são os sintomas do transtorno bipolar?

O transtorno bipolar causa oscilações dramáticas no humor ¾ de excessivamente “alto” (euforia e/ou irritação) à tristeza e desespero (ou vice-versa), freqüentemente com períodos de humor normal entre eles. Alterações graves na energia e no comportamento acompanham essas alterações do humor. Os períodos de altos e baixos são denominados episódios [1] de mania e depressão. Um episódio maníaco é diagnosticado se o humor elevado ocorrer em associação a três ou mais sintomas na maior parte do dia (quadro abaixo), quase todos os dias, por 1 semana ou mais. Se o humor for de irritação, quatro sintomas adicionais devem estar presentes.
Um episódio depressivo é diagnosticado se cinco ou mais desses sintomas durarem a maior parte do dia (quadro abaixo), quase todos os dias, por um período de 2 semanas ou mais.

Os sinais e sintomas da mania (ou de um episódio maníaco) incluem:
Os sinais e sintomas de depressão (ou de um episódio depressivo) incluem:
- Energia e atividade aumentadas, inquietação
- Humor excessivamente “elevado”, bom demais, eufórico
- Irritabilidade extrema
- Pensamento acelerado e falar muito e rapidamente, pulando de uma idéia para outra
- Distraibilidade, não consegue se concentrar direito
- Pouca necessidade de sono
- Crença super-valorizadas das próprias capacidades e poderes
- Juízo crítico deficiente
- Gastos excessivos
- Um período longo de comportamento que difere do habitual
- Aumento do impulso sexual
- Abuso de drogas, especialmente cocaína, álcool e medicações para dormir
- Comportamento provocador, invasivo ou agressivo
- Negação de que há alguma coisa errada Humor triste, ansioso ou vazio duradouro
- Sentimentos de desespero ou pessimismo
- Sentimentos de culpa, menos valia ou impotência
- Perda do interesse ou prazer em atividades que eram anteriormente apreciadas, incluindo sexo
- Diminuição da energia, uma sensação de fadiga ou de estar “devagar”
- Dificuldade de se concentrar, recordar, tomar decisões
- Inquietação ou irritabilidade
- Dorme demais, ou não consegue dormir
- Alteração no apetite e/ou perda ou ganho de peso não intencional
- Dores crônicas ou outros sintomas corporais persistentes que não são causados por doenças ou lesões físicas
- Idéias de morte ou suicídio ou tentativas de suicídio.


Um nível leve a moderado de mania é denominado hipomania. A hipomania pode fazer a pessoa que a vivencia se sentir bem e pode até mesmo se associar a um bom funcionamento e a uma produtividade aumentada. Assim, mesmo quando familiares e amigos aprendem a reconhecer as oscilações do humor como um possível transtorno bipolar, a pessoa pode negar que há alguma coisa errada. Sem tratamento apropriado, porém, a hipomania pode se tornar mania grave em algumas pessoas ou pode passar à depressão.

mania grave

hipomania (mania leva a moderada)

humor normal/equilibrado

depressão leve ou moderada

depressão grave

Por vezes os episódios graves de mania ou depressão podem incluir sintomas de psicose (ou sintomas psicóticos). São sintomas psicóticos comuns alucinações (ver, ouvir ou perceber de algum outro modo a presença de coisas não efetivamente presentes) e delírios (crenças falsas, mantidas com forte convicção e não influenciadas pelo raciocínio lógico nem explicadas pelos conceitos culturais habituais da pessoa). Os sintomas psicóticos no transtorno bipolar tendem a refletir o estado afetivo extremo no momento. Por exemplo, podem ocorrer durante a mania delírios de grandeza, tais como achar que é o presidente ou que tem poderes especiais ou muita riqueza; delírios de culpa ou menos valia, tais como achar que se está arruinado e sem um tostão ou cometeu algum crime terrível, podem aparecer durante a depressão. As pessoas portadoras de transtorno bipolar que têm esses sintomas são por vezes diagnosticadas incorretamente como apresentando esquizofrenia, outro transtorno mental grave.
Pode ser útil pensar nos diversos estados afetivos como um espectro de variação contínua. Num extremo está a depressão grave, acima da qual está a depressão moderada e depois um humor triste leve, que muitas pessoas designam como “fossa” quando é de curta duração, mas denominada “distimia” quando é crônico. Há então o humor normal ou equilibrado, acima do qual vem a hipomania (mania leve a moderada) e depois a mania grave.
Em algumas pessoas, porém, os sintomas de mania e depressão podem ocorrer juntos, no que é denominado estado bipolar misto. Os sintomas de um estado misto incluem freqüentemente agitação, dificuldade em dormir, alteração significativa no apetite, psicose e idéias de suicídio. Uma pessoa pode ter um humor muito triste e desesperado e ao mesmo tempo se sentir com muita energia.
O transtorno bipolar pode parecer ser um outro problema que não uma doença mental ¾ por exemplo, abuso de álcool ou drogas, desempenho deficiente na escola ou no trabalho ou relacionamentos interpessoais tensos. Esses problemas podem na realidade ser sinais de um transtorno afetivo subjacente.


Diagnóstico do Transtorno Bipolar

Assim como outras doenças mentais, o transtorno bipolar ainda não pode ser identificado fisiologicamente ¾ por exemplo, por um teste sanguíneo ou a aquisição de imagens do cérebro. Por esta razão, um diagnóstico de transtorno
bipolar é feito com base nos sintomas, na evolução da doença e, quando disponível, na história familiar. Os critérios diagnósticos para o transtorno bipolar são descritos no Diagnostic and Statistical Manual for Mental Disorders quarta edição (DSM-IV) 3 [2] )

Descrições dadas por pessoas portadoras do transtorno bipolar proporcionam insights [3] valiosos quanto aos diversos estados afetivos associados à doença:

Depressão: Duvido inteiramente de minha capacidade de fazer bem qualquer coisa. Parece que minha mente ficou mais lenta e esgotada, a ponto de ser praticamente inútil. . . [Fico] assustado. . . com o desespero total e completo de tudo. . . Outras pessoas dizem, “Isso é só temporário, vai passar, você vai superar isso”, mas é claro que elas não têm a menor idéia de como eu me sinto. Se eu não consigo sentir nada, me mover, pensar ou me importar com nada, então para que viver?

Hipomania: No começo quando eu estou “pra cima” é impressionante... as idéias são rápidas... como estrelas cadentes que você acompanha até aparecerem outras mais brilhantes... Toda a timidez desaparece, as palavras e os gestos certos de repente estão lá... pessoas e coisas desinteressantes se tornam subitamente muito interessantes. A sensualidade é prevalente, o desejo de seduzir e ser seduzido é irresistível. Sua medula está cheia de sentimentos inacreditáveis de facilidade, poder, bem estar, onipotência, euforia... você pode fazer qualquer coisa... mas em algum ponto isso muda.

Mania: As idéias rápidas se tornam rápidas demais e há idéias demais... uma confusão avassaladora substitui a clareza... você para de acompanhar isso a memória se vai. O humor contagiante deixa de ser divertido. Seus amigos ficam assustados... tudo agora está contra você... você está irritado, com raiva, assustado, incontrolável e preso numa armadilha.


Suicídio

Os sinais e sintomas que acompanham sentimentos suicidas incluem:
- falar sobre se sentir suicida ou querer morrer
- sentir-se desesperado, dizendo que nada vai mudar ou melhorar
- sentir-se impotente, dizendo que nada que alguém faça faz diferença
- sentir-se uma carga para familiares e amigos
- abusar de álcool ou drogas
- colocar os negócios em ordem (p. ex., organizar as finanças ou dar
pertences para se preparar para a própria morte)
- escrever um bilhete de suicídio
- colocar-se em perigo ou em situações em que haja risco de ser morto.

Algumas pessoas portadoras do transtorno bipolar se tornam suicidas.
Qualquer pessoa que estiver pensando em cometer suicídio necessita de atenção imediata, de preferência por parte de um profissional de saúde mental ou um médico. Qualquer pessoa que fale em suicídio deve ser levada a sério. O risco de suicídio parece ser mais alto ao início da evolução da doença. Por esta razão, reconhecer o transtorno bipolar logo no início e aprender o melhor meio de controlá-lo podem diminuir o risco de morte por suicídio.
Enquanto algumas tentativas de suicídio são cuidadosamente planejadas ao longo do tempo, outras são atos impulsivos que não foram bem planejados; assim, o último item do quadro acima pode ser uma valiosa estratégia a longo prazo para pessoas portadoras do transtorno bipolar. De qualquer modo, é importante que se compreenda que sentimentos e atos de suicídio são sintomas de uma doença que pode ser tratada. Os sentimentos suicidas podem ser superados por um tratamento apropriado.

Se você estiver se sentindo suicida ou conhecer alguém que esteja:
- chame um médico, um serviço de emergência, ou ligue para 190 imediatamente
para obter ajuda logo
- certifique-se de que você, ou a pessoa suicida, não fique sozinho
- certifique-se de que não haja acesso a uma grande quantidade de medicação,
armas ou outros artigos que possam ser usados para auto-lesões.


Qual é a evolução do transtorno bipolar?

Os episódios de mania e depressão recidivam tipicamente durante a vida do indivíduo. Entre os episódios muitas pessoas portadoras do transtorno bipolar ficam livres dos sintomas, mas até um terço das pessoas têm alguns sintomas residuais. Uma pequena percentagem das pessoas apresenta sintomas crônicos e que não remitem apesar do tratamento.
A forma clássica da doença, que envolve episódios recorrentes de mania e depressão, é denominada transtorno bipolar I. Algumas pessoas, porém, nunca vêm a apresentar mania grave, tendo em vez disso episódios mais leves de hipomania alternando-se a depressão; essa forma da doença é denominada transtorno bipolar II. Quando ocorrem quatro ou mais episódios da doença num período de 12 meses, a pessoa é considerada como tendo um transtorno bipolar de ciclos rápidos. Algumas pessoas apresentam múltiplos episódios numa única semana ou até mesmo num único dia. Os ciclos rápidos tendem a ocorrer mais tardiamente na evolução da doença e são mais comuns em mulheres que em homens.
As pessoas portadoras do transtorno bipolar podem levar uma vida saudável e produtiva se a doença for eficazmente tratada (ver mais adiante “Como É Tratado o Transtorno Bipolar?”). Sem tratamento, porém, a evolução natural do transtorno bipolar tende a se agravar. Com o tempo a pessoa pode ter episódios maníacos e depressivos mais freqüentes (de ciclos mais rápidos) e mais graves que aqueles apresentados ao início da doença. Em muitos casos, porém, o tratamento apropriado pode reduzir a freqüência e a gravidade dos episódios e pode ajudar as pessoas com transtorno bipolar a manter uma boa qualidade de vida.


Crianças e adolescentes podem ter um transtorno bipolar?

Tanto crianças como adolescentes podem vir a apresentar o transtorno bipolar.
Ele tende mais a afetar os filhos de pais que têm a doença. Ao contrário de muitos adultos com transtorno bipolar, cujos episódios tendem a ser mais claramente definidos, crianças e adolescentes jovens com a doença apresentam com freqüência oscilações muito rápidas do humor, entre depressão e mania, muitas vezes num dia.6 As crianças com mania tendem mais a ficar irritadas e propensas a ataques de raiva destrutivos que a ficar excessivamente alegres e eufóricas.
Sintomas mistos também são comuns em jovens com transtorno bipolar.
Adolescentes maiores que vêm a apresentar a doença podem ter episódios e sintomas mais clássicos, do tipo adulto.
Pode ser difícil diferenciar-se o transtorno bipolar em crianças e adolescentes de outros problemas que podem ocorrer nessas faixas etárias. Por exemplo, embora possam indicar um transtorno bipolar, a irritabilidade e a agressividade também podem ser sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de conduta, transtorno de oposição e desafio ou outros tipos de transtornos mentais mais comuns em adultos, como a depressão maior e a esquizofrenia. O abuso de drogas também pode causar esses sintomas.
Em qualquer doença, porém, o tratamento eficaz depende do diagnóstico apropriado. Crianças ou adolescentes com sintomas emocionais e comportamentais devem ser cuidadosamente avaliadas por um profissional de saúde mental. Qualquer criança ou adolescente que tenha tendências suicidas, fale em suicídio ou tente o suicídio deve ser levada a sério e deve receber ajuda imediata de um especialista em saúde mental.


O que causa o Transtorno Bipolar?

Os cientistas estão aprendendo a respeito das possíveis causas do transtorno bipolar através de vários tipos de estudos. Muitos cientistas concordam agora em que não há uma causa única para o transtorno bipolar em vez disso, muitos fatores atuam juntos produzindo a doença.
Como o transtorno bipolar tende a ocorrer em famílias, os pesquisadores vêm procurando genes específicos os “tijolos” microscópicos de DNA dentro de todas as células, que influenciam a maneira pela qual o corpo e a mente trabalham e crescem passados por gerações, que possam aumentar a chance de uma pessoa vir a ter a doença. Contudo, os genes não são toda a estória. Estudos de gêmeos idênticos, que compartilham de todos os mesmos genes, indicam que tanto genes como outros fatores contribuem para o transtorno bipolar. Se o transtorno bipolar fosse causado unicamente por genes, então o gêmeo idêntico de alguém portador da doença sempre teria a doença e as pesquisas demonstraram que isso não ocorre. Se um dos gêmeos apresenta o transtorno bipolar, porém, o outro gêmeo tem maior probabilidade de desenvolver a doença que outro irmão.
Além disso, achados da pesquisa genética sugerem que o transtorno bipolar, assim como outras doenças mentais, não ocorre devido a um gene único.
Parece provável que muitos genes diferentes atuem juntos, e em combinação a outros fatores da pessoa ou de seu ambiente, para causar o transtorno bipolar.
Tem sido extremamente difícil encontrar esses genes, cada um dos quais dá apenas uma pequena contribuição à vulnerabilidade ao transtorno bipolar. Os cientistas esperam, porém, que os avançados recursos de pesquisa que estão sendo usados atualmente levem a essas descobertas e a novos e melhores tratamentos para o transtorno bipolar.
Os estudos de aquisição de imagens cerebrais estão ajudando os cientistas a aprender o que dá errado no cérebro para produzir o transtorno bipolar e outras doenças mentais. Novas técnicas de aquisição de imagens cerebrais possibilitam aos pesquisadores tirar fotos do cérebro vivo em ação, para se examinar sua estrutura e função, sem a necessidade de cirurgia ou outros procedimentos invasivos. Essas técnicas incluem a aquisição de imagens por ressonância magnética (RM), tomografia por emissão de positrons (PET) e aquisição de imagens funcionais por ressonância magnética (RMf). Há evidências dos estudos de aquisição de imagens que o cérebro de pessoas com transtorno bipolar pode diferir do cérebro de indivíduos saudáveis. À medida que as diferenças sejam mais claramente identificadas e definidas pela pesquisa, os cientistas vão obter uma compreensão melhor das causas subjacentes à doença e vão poder finalmente predizer que tipos de tratamento vão atuar de modo mais eficaz.


Como é tratado o Transtorno Bipolar?

Muitas pessoas com transtorno bipolar até mesmo aquelas com as formas mais graves podem obter uma estabilização considerável de suas oscilações do humor e dos sintomas relacionados por um tratamento apropriado. Como o transtorno bipolar é uma doença recorrente, o tratamento preventivo prolongado é fortemente recomendado e quase sempre indicado. Uma estratégia que combine medicação e tratamento psicossocial é ótima para o controle do transtorno ao longo do tempo.
Em muitos casos o transtorno bipolar é controlado muito melhor se o tratamento for contínuo que se ele for intermitente. Ainda que não haja interrupções na continuidade do tratamento, porém, podem ocorrer alterações do humor, que devem ser relatadas imediatamente a seu médico. O médico pode conseguir impedir um episódio franco, fazendo ajustes no plano de tratamento.
Cooperar estreitamente com o médico e comunicar-se francamente quanto a dúvidas e opções relativas ao tratamento pode fazer uma diferença na eficácia do tratamento. Além disso, manter um registro dos sintomas afetivos diários, tratamentos, padrões de sono e eventos vitais pode ajudar pessoas com transtorno bipolar e seus familiares a compreender melhor a doença. Esse registro também pode ajudar o médico a acompanhar e tratar mais eficazmente a doença.

Medicações

As medicações para o transtorno bipolar são prescritas por psiquiatras -médicos especialistas no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais. Embora os médicos de cuidados primários, que não se especializaram em psiquiatria, também possam prescrever essas medicações, recomenda-se que as pessoas portadoras de um transtorno bipolar consultem um psiquiatra para tratamento.
Medicações designadas como “estabilizadoras do humor” são geralmente prescritas para ajudar a controlar o transtorno bipolar. Dispõe-se de vários tipos diferentes de estabilizadores do humor. De modo geral, as pessoas com transtorno bipolar mantêm o tratamento com estabilizadores do humor por um período prolongado (anos). Outras medicações são adicionadas quando necessário, tipicamente por períodos mais curtos, para tratar episódios de mania ou depressão que irrompam apesar do estabilizador do humor.
• O lítio, a primeira medicação estabilizadora do humor aprovada nos EUA para o tratamento da mania, é com freqüência muito eficaz no controle da mania e na prevenção da recorrência de episódios tanto maníacos quanto depressivos.
• Medicações anticonvulsivantes, como valproato ou carbamazepina, também podem ter efeitos estabilizadores do humor e podem ser particularmente úteis em episódios bipolares de tratamento difícil.
• Novas medicações anticonvulsivantes, incluindo lamotrigina, gabapentina e topiramato, estão sendo estudadas para se determinar se funcionam bem na estabilização dos ciclos do humor.
• As medicações anticonvulsivantes podem ser combinadas ao lítio, ou umas às outras, para um efeito máximo.
• Crianças e adolescentes com transtorno bipolar são geralmente tratados com lítio, mas valproato e carbamazepina também são usados. Os pesquisadores estão avaliando a segurança e a eficácia dessas e outras medicações psicotrópicas em crianças e adolescentes. Há algumas evidências de que valproato pode ocasionar alterações hormonais adversas em meninas adolescentes e síndrome do ovário policístico em mulheres que começaram a tomar a medicação antes dos 20 anos. Por esta razão, pacientes jovens do sexo feminino tomando valproato devem ser monitoradas cuidadosamente por um médico.
• As mulheres com transtorno bipolar que desejem conceber, ou que venham a engravidar, enfrentam desafios especiais devido aos possíveis efeitos prejudiciais das medicações estabilizadoras do humor existentes sobre o feto em desenvolvimento e o lactente em amamentação. Por isso deve-se discutir com um clínico com experiência na área os benefícios e os riscos de todas as opções de tratamento disponíveis. Novos tratamentos com riscos reduzidos durante a gravidez e a amamentação estão sendo estudados.


Tratamento da Depressão Bipolar

As pesquisas mostraram que as pessoas portadoras do transtorno bipolar estão em risco de passar à mania ou hipomania, ou de vir a apresentar ciclos rápidos, durante o tratamento com medicações antidepressivas. Em consequência disso, são geralmente necessárias medicações “estabilizadoras do humor,” isoladamente ou em combinação a antidepressivos, para proteger as pessoas com transtorno bipolar dessa passagem. Lítio e valproato são as drogas estabilizadoras do humor mais comumente usadas atualmente. Entretanto, estudos de pesquisa continuam a avaliar os efeitos estabilizadores do humor potenciais das novas medicações.

• As medicações antipsicóticas atípicas, incluindo clozapina, olanzapina, risperidona, quetiapina e ziprasidona, estão sendo estudadas como possíveis tratamentos para o transtorno bipolar. As evidências sugerem que clozapina pode ser útil como estabilizador do humor em pessoas que não respondem a lítio ou anticonvulsivantes. Outras pesquisas apoiaram a eficácia de olanzapina na mania aguda, uma indicação que recebeu recentemente a aprovação da FDA.
Olanzapina também pode ajudar a aliviar a depressão psicótica.
• Se a insônia for problema, uma medicação benzodiazepínica de alta potência como clonazepam ou lorazepam pode ser útil para promover um sono melhor. Como elas podem causar dependência, todavia, é melhor prescrever-se esssas medicações por um período curto. Outros tipos de medicações sedativas, como zolpidem, são por vezes usadas em lugar delas.
• Mudanças no plano de tratamento podem ser necessárias em diversos momentos durante a evolução do transtorno bipolar, para se controlar mais eficazmente a doença. Um psiquiatra deve orientar essas mudanças no tipo ou na dose de medicação.
• Certifique-se de informar o psiquiatra sobre todas as outras drogas de prescrição, medicações vendidas sem receita médica ou suplementos naturais que você possa estar tomando. Isso é importante, porque determinadas medicações e suplementos podem causar reações adversas quanto tomados juntos.
• Para se reduzir a chance de recaída ou de vir a apresentar um novo episódio, é importante aderir-se ao plano de tratamento. Fale com seu médico se você tiver alguma dúvida quanto às medicações.


Função da tireóide

As pessoas com transtorno bipolar apresentam com freqüência uma função anormal da glândula tireóide. Como hormônio da tireóide pode por si só ocasionar alterações do humor e da energia, é importante que os níveis de hormônio da tireóide sejam cuidadosamente monitorados por um médico.
As pessoas com ciclos rápidos podem ter problemas da tireóide co-mórbidos e podem precisar de tomar medicações para a tireóide além de suas medicações para transtorno bipolar. Também o tratamento com lítio pode causar baixos níveis de hormônio da tireóide em algumas pessoas, ocasionando a necessidade de suplementação da tireóide.


Efeitos colaterais de medicações

Antes de iniciar uma nova medicação para transtorno bipolar, converse sempre com seu psiquiatra quanto aos possíveis efeitos colaterais.
Dependendo da medicação, os efeitos colaterais podem incluir ganho de peso, náuseas, tremor, diminuição do impulso ou do desempenho sexual, ansiedade, queda de cabelo, problemas do movimento ou boca seca. Certifique-se de contar a seu médico sobre todos os efeitos colaterais que você observar durante o tratamento.
Ele pode mudar a dose ou lhe dar uma medicação diferente para aliviá-los. Sua medicação não deve ser alterada ou suspensa sem a orientação do psiquiatra.


Tratamentos psicossociais

Como adição à medicação, os tratamentos psicossociais incluindo certas formas de psicoterapia são úteis para dar apoio, informação e orientação a pessoas com transtorno bipolar e seus familiares. Os estudos mostraram que as intervenções psicossociais podem ocasionar maior estabilidade do humor, menos hospitalizações e um melhor funcionamento em diversas áreas. Um psicólogo ou assistente social provê tipicamente essas terapias e muitas vezes trabalha junto com o psiquiatra no monitoramento do progresso do paciente. O número, a freqüência e o tipo das sessões devem se basear nas necessidades de tratamento de cada pessoa.
As intervenções psicossociais comumente usadas no transtorno bipolar são a terapia cognitiva comportamental, a psicoeducação, terapia de família e uma técnica mais nova, terapia interpessoal e do ritmo social. Os pesquisadores do NIMH estão estudando em que essas intervenções se comparam umas às outras quando adicionadas ao tratamento medicamentoso do transtorno bipolar.

• A terapia cognitiva comportamental ajuda pessoas com transtorno bipolar a aprender a modificar padrões de pensamento e comportamentos inadequados ou negativos associados à doença.
• A psicoeducação envolve ensinar as pessoas com transtorno bipolar a respeito da doença e seu tratamento e como reconhecer os sinais de recidiva, de modo que se possa procurar uma intervenção imediata, antes que ocorra um episódio franco da doença. A psicoeducação também pode ser útil para os membros da família.
• A terapia de família usa estratégias para reduzir o nível de angústia na família, que pode contribuir para os sintomas da pessoa ou decorrer dos mesmos.
• A terapia interpessoal e do ritmo social ajuda pessoas portadoras de transtorno bipolar tanto a melhorar as relações sociais como a regularizar suas rotinas diárias. Rotinas diárias e horários de sono regulares podem ajudar a proteger em relação a episódios maníacos.
• Como ocorre com a medicação, é importante seguir-se o plano de tratamento para que qualquer intervenção psicossocial obtenha o maior benefício.


Outros tratamentos

• Em situações em que a medicação, o tratamento psicossocial e a combinação dessas intervenções se mostram ineficazes ou agem de maneira demasiado lenta para aliviar sintomas graves como psicose ou tendências suicidas, pode-se considerar a eletroconvulsoterapia (ECT). A ECT também pode ser considerada no tratamento de episódios agudos quando condições médicas, incluindo a gravidez, tornarem demasiado arriscado o uso de medicações. A possibilidade de problemas de memória de longa duração, embora fosse um problema em épocas anteriores, foi significativamente reduzida pelas técnicas modernas de ECT. Entretanto, os benefícios e riscos potenciais da ECT e das intervenções alternativas disponíveis devem ser cuidadosamente revistos e discutidos com os indivíduos em que esse tratamento for considerado e, quando apropriado, com familiares e amigos.
• Os suplementos herbários ou naturais, como a erva-de-São-João (Hypericum perforatum), não foram bem estudados e sabe-se pouco em relação a seus efeitos sobre o transtorno bipolar. Como a FDA não regula sua produção, diferentes marcas desses suplementos podem conter quantidades diferentes dos ingredientes ativos. Antes de experimentar suplementos herbários ou naturais, é importante discuti-los com seu médico. Há evidências de que a erva-de-São-João pode diminuir a eficácia de algumas medicações. Além disso, assim como os antidepressivos de prescrição, a erva-de-São-João pode causar a passagem à mania em alguns indivíduos com transtorno bipolar, especialmente se não estiver sendo tomado nenhum estabilizador do humor.
• Os ácidos graxos Omega-3 encontrados em óleos de peixes estão sendo estudados para se determinar sua utilidade, sozinhos e quando adicionados a medicações convencionais, no tratamento prolongado do transtorno bipolar.

Uma doença de evolução prolongada que pode ser eficazmente tratada Ainda que os episódios de mania e depressão venham e vão naturalmente, é importante compreender-se que o transtorno bipolar é uma doença prolongada que não tem cura no momento atual. Permanecer em tratamento, mesmo durante os períodos em que se está bem, pode ajudar a manter a doença sob controle e reduzir a chance de ter episódios recorrentes e cada vez mais graves.


Ocorrem outras doenças concomitantemente ao transtorno bipolar?

O abuso de álcool e de drogas é muito comum em pessoas com transtorno bipolar. Achados de pesquisa sugerem que muitos fatores podem contribuir para esses problemas de abuso de drogas, incluindo a auto-medicação, sintomas afetivos ocasionados ou perpetuados pelo abuso de drogas e fatores de risco que podem influenciar a ocorrência tanto do transtorno bipolar como dos transtornos de uso de drogas. O tratamento do abuso de drogas co-mórbido, quando presente, é uma parte importante do plano geral de tratamento.
Transtornos ansiosos, como o transtorno de estresse pós-traumático e o transtorno obsessivo-compulsivo, também podem ser comuns em pessoas com transtorno bipolar. Os transtornos ansiosos co-mórbidos podem responder aos tratamentos usados para o transtorno bipolar ou podem necessitar de um tratamento separado.


Como indivíduos e famílias podem obter ajuda para o transtorno bipolar?

Qualquer pessoa portadora do transtorno bipolar deve estar aos cuidados de um psiquiatra com experiência no diagnóstico e tratamento dessa doença. Outros profissionais de saúde mental, como psicólogos, assistentes sociais psiquiátricos e enfermeiros psiquiátricos, podem ajudar a proporcionar à pessoa e sua família abordagens adicionais ao tratamento.
Pode-se obter ajuda em:
- Programas filiados a universidades ou escolas de medicina
- Serviços de psiquiatria de hospitais
- Consultórios e clínicas particulares de psiquiatria
- Organizações para a manutenção da saúde, ONGs
- Consultórios de médicos de família, internistas e pediatras
- Centros públicos de saúde mental comunitária

As pessoas com transtorno bipolar podem necessitar de auxílio para obter ajuda.
• Muitas vezes as pessoas com transtorno bipolar não percebem quão alteradas estão ou colocam a culpa de seus problemas em outra causa que não a doença mental.
• Uma pessoa com transtorno bipolar pode necessitar de um grande encorajamento de familiares e amigos para procurar tratamento. Os médicos de família podem desempenhar um papel importante na provisão de encaminhamento a um profissional de saúde mental
• Por vezes um familiar ou amigo pode ter de levar a pessoa com transtorno bipolar para uma avaliação de saúde mental e tratamento apropriados.
• Uma pessoa que esteja no meio de um episódio grave pode ter de ser hospitalizada para sua própria proteção e para o tratamento muito necessário.
Podem haver ocasiões em que a pessoa tenha de ser hospitalizada contra sua vontade.
• Encorajamento e apoio constantes são necessários depois que a pessoa obtém tratamento, porque pode levar algum tempo para se encontrar o melhor plano de tratamento para cada indivíduo.
• Em alguns casos, os indivíduos com transtorno bipolar podem concordar, quando seu caso esta sob controle, com uma estratégia preferencial para o caso de uma futura recidiva maníaca ou depressiva.
• Assim com outras doenças graves, o transtorno bipolar é difícil para cônjuges, membros da família, amigos e empregadores.
• Os membros da família de uma pessoa com transtorno bipolar têm com freqüência de lidar com os graves problemas de comportamento da pessoa, como folias de gastos durante a mania ou um retraimento extremo em relação ás outras pessoas durante a depressão, e as conseqüências duradouras desses comportamentos.
• Muitas pessoas com transtorno bipolar se beneficiam de freqüentar grupos de apoio.


E quanto a estudos clínicos para transtorno bipolar?

Algumas pessoas com transtorno bipolar recebem medicação e/ou terapia psicossocial, quando se oferecem voluntariamente para participar de estudos clínicos (ensaios clínicos). Os estudos clínicos envolvem a investigação científica de doenças e o tratamento de doenças em seres humanos. Os estudos clínicos em saúde mental podem proporcionar informações sobre a eficácia de uma medicação ou uma combinação de tratamentos, a utilidade de uma intervenção comportamental ou tipo de psicoterapia, a fidedignidade de um procedimento diagnóstico ou o êxito de um método de prevenção. Os estudos clínicos também orientam os cientistas a aprender como as doenças se desenvolvem, evoluem, diminuem de intensidade e afetam tanto a mente como o corpo. Milhões de norte-americanos diagnosticados como portadores de doenças mentais levam uma vida saudável e produtiva devido a informações descobertas através de estudos clínicos. Esses estudos, todavia, nem sempre são certos para todos. É importante que cada indivíduo considere cuidadosamente os possíveis riscos e benefícios de um estudo clínico antes de tomar a decisão de participar.
Em anos recentes o NIMH introduziu uma nova geração de estudos clínicos “do mundo real”. Eles são chamados de estudos “do mundo real” por várias razões. Ao contrário dos ensaios clínicos tradicionais, eles proporcionam múltiplos tratamentos e combinações de tratamentos diferentes. Além disso, eles visam incluir um grande número de pessoas portadoras de transtornos mentais vivendo em comunidades em toda a extensão dos EUA e recebendo tratamento numa grande variedade de contextos. Indivíduos com mais de um transtorno mental, assim como aqueles com doenças físicas co-mórbidas, são encorajados a considerar participar desses novos estudos. O objetivo principal dos estudos do mundo real é melhorar estratégias e resultados finais de tratamentos para todas as pessoas com esses transtornos. Além de medir melhoras nos sintomas da doença, os estudos vão avaliar como o tratamento influencia outras questões importantes do mundo real, como a qualidade de vida, capacidade de trabalho e funcionamento social.
Vão avaliar também a eficácia relativamente ao custo de diferentes tratamentos e os fatores que afetam a aderência das pessoas a seu plano de tratamento.


Referências

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Créditos

Essa publicação, escrita por Melissa Spearing do NIMH, é uma revisão e
atualização de uma versão anterior de Mary Linn Hendrix. Informações científicas e revisão foram proporcionadas pelo NIMH Director Steven E. Hyman, M.D., e pelos membros da equipe do NIMH Matthew V. udorfer, m.D., e Jane L. Pearson, Ph.D. A assistência editorial foi prestada por Clarissa K. Wittenberg, Margaret Strock e Lisa D. Alberts, do NIMH.

Foi publicada pelo National Institute of Mental Health (NIMH) –EUA- em 2001 e traduzida e adaptada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), sob autorização, em 2004.


[1] ou fases (NT)
[2] e na Classificação Internacional das Doenças da Organização Mundial de Saúde –CID.10 (NT)
[3] compreensão repentina acerca de atividades próprias (NT)
[4] no Brasil, os Conselhos Regionais de Medicina, têm listados os especialistas em psiquiatria (assim como outras especialidades), o RQE –registro de qualificação de especialista-, por Estado (NT)
[5] também o divalproato (NT)
[6] mais recentemente, também o aripiprazol (NT)
[7] duas doenças diferentes ao mesmo tempo (NT)

 

http://www.abpbrasil.org.br/comunidade/exibComunidade/?comu_id=4


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