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Primeiros socorros/Emergência

Método para detectar tipo de veneno de cobra

26/03/2006

 

 


 

Método desenvolvido na Unicamp ajuda a identificar em apenas um minuto e meio que tipo de serpente picou um indivíduo


Um minuto e meio. Esse é o tempo necessário para identificar o tipo de veneno no sangue de uma pessoa que acaba de ser picada por uma serpente.

O novo método desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), baseado em técnicas de espectrometria de massas, tem tudo para tornar mais eficiente o atendimento às vítimas desse tipo de acidente.

“Nosso estudo se concentrou apenas nos peptídeos, um dos compostos de baixo peso do veneno de serpente, que é uma mistura complexa que envolve outros elementos como proteínas, nucleotídeos e aminas biogênicas”, disse Gustavo de Souza, do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas do IQ e um dos responsáveis pelos experimentos, à Agência FAPESP.

A partir dos peptídeos, compostos resultantes da união entre dois ou mais aminoácidos, os pesquisadores obtiveram uma impressão digital química dos venenos com o auxílio do espectrômetro de massas. Foram analisadas sete espécies do gênero Bothrops, além de uma espécie do gênero Crotalus, a cascavel. As amostras de veneno foram cedidas pelo Instituto Butantan e pela Universidade do Vale do Paraíba (Univap).

“Com base nos espectros de cada veneno, realizamos uma série de análises estatísticas para verificar a que espécie de cobra pertence um determinado veneno”, conta. Souza explica que atualmente a identificação do veneno é feita por meio de diagnóstico clínico, o que inclui os sintomas da vítima e a descrição da picada.

“Algumas vezes o paciente leva a própria serpente para que o especialista possa chegar ao melhor soro antiofídico a ser aplicado. Apesar de facilitar o atendimento, não se pode esperar que isso ocorra sempre”, conta Souza. “Com o espectrômetro de massas, é possível escolher o soro exato em apenas um minuto e meio, com uma precisão de até 99%.”

Com a eventual utilização desse método em grandes hospitais, empresas e institutos de pesquisa, o pesquisador prevê a criação de bibliotecas on-line com diferentes impressões digitais dos compostos de baixo peso dos venenos. “Será possível extrair os peptídeos do veneno em uma pequena amostra de sangue do indivíduo picado e compará-los com os espectros disponíveis na biblioteca”, diz.

Segundo o pesquisador, se cada região do país montasse uma biblioteca, poderiam ser aplicados soros direcionados às principais espécies de risco de cada local. Calcula-se que cerca de 20 mil pessoas são picadas por ano no Brasil, sendo que problemas na identificação da espécie responsável pela picada podem levar à morte.

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP

 

http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=5248

 


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