Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O. -
Esta página já teve 132.554.950 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.698 acessos diários
home | entre em contato
 

Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O.

Realidade da osteoporose masculina no país

19/04/2006

Estudo mostra realidade da osteoporose masculina no país

Dos homens maiores de 50 anos que procuraram tratamento no Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, 19,5% tinham osteoporose. Entre os com 80 anos ou mais, o número percentual de pacientes acometidos pela doença chega a 36,4%, enquanto que o grupo de homens com idade entre 50 e 59 anos apresenta 11,6% de incidência. Os dados são do Programa de Osteoporose Masculina (Proma) do Into, que começou a pesquisar a incidência da doença no país, em março de 2004.

A iniciativa é pioneira no Brasil, pois praticamente inexistem informações provenientes de estudos desse tipo na América Latina. Os dados atuais sobre a doença utilizados pelos médicos eram fornecidos por entidades americanas e européias.

Os resultados preliminares de 712 pacientes brasileiros começam, agora, a mostrar a realidade da osteoporose no país. Ao se analisar separadamente a densidade óssea do quadril, a incidência encontrada foi de 12%, ou seja, mais que o dobro do valor estimado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 3% a 6%. A prevalência em homens de cor branca foi de 22,4%; em mulatos, de 16,8%, e, em negros, de 11,4%.

Em indivíduos magros, com Índice de Massa Corporal (IMC) menor que 20kg/m², a prevalência de osteoporose foi de 68,6%, enquanto que obesos, com IMC maior que 30kg/m², apresentaram apenas 7%. A osteoporose foi muito mais freqüente entre fumantes, 29%, que entre não-fumantes, 18,1%.

"Esses dados alertam para a magnitude de um problema até então pouco reconhecido pela população masculina e por um grande número de profissionais de saúde em nosso país - a osteoporose masculina", disse o coordenador do programa de osteoporose masculina do Into, Salo Buskman.

Homens x mulheres - A doença é uma das grandes vilãs das mulheres após a menopausa, sendo responsável por significativo percentual de fraturas graves, principalmente a de fêmur, que podem levar à morte. O maior alarde em torno da versão feminina da doença se deve ao fato de a osteoporose aparecer mais precocemente e de maneira acelerada logo após a menopausa, quando a mulher tem grande perda óssea. Embora a ocorrência da osteoporose em mulheres seja mais divulgada, com o envelhecimento, a incidência se equilibra entre os sexos. Apesar de os homens apresentarem geralmente o problema cerca de dez anos após as mulheres (75 anos nos homens, contra 65 anos nas mulheres), o índice de mortalidade em função da fratura de fêmur é bem maior no sexo masculino. Enquanto 19% das mulheres morrem um ano após a fratura, nos homens esse número quase dobra, subindo para 39%. Estima-se ainda que o número aproximado de fraturas de quadril em 2025 será de 3,94 milhões (1,16 milhões em homens e 2,78 milhões em mulheres). Esse é o tipo de fratura osteoporótica mais grave, responsável por um grande índice de incapacidade, que gera dependência, morbidade (complicações relacionadas à imobilidade) e mortalidade.

Segundo dados de pesquisa canadense publicada na revista Clinical Therapeutics, em 2004, pelo menos um terço de todas as fraturas de quadril ocorrem em homens. A probabilidade de um homem aos 50 anos ter uma fratura de quadril ao longo da vida é de cerca de 11%. Já na mulher esse índice sobe para 22%.
Chama também a atenção o fato de que, após a fratura, poucos pacientes são orientados para o diagnóstico adequado e o tratamento da osteoporose, o que favorece a ocorrência de novas fraturas. Cerca de 10% daqueles que sofreram uma fratura do quadril terão outra nos próximos três anos.

Durante todo o ano de 2005, o estudo terá continuidade, incluindo-se, dessa vez, uma amostragem aleatória da população, obtida por meio de uma associação de aposentados. Os números apresentados nessa primeira amostragem, porém, alertam para a importância da realização de amplos programas de prevenção e tratamento dessa doença em homens e não apenas em mulheres.

O projeto, além de possibilitar um conhecimento melhor sobre a realidade da versão masculina da doença no Brasil, fornece dados para a promoção de uma campanha de esclarecimento junto à população. Há ainda a preocupação, diz o diretor do Into, Sérgio Côrtes, de se tratar a doença. "O Into fornece gratuitamente todos os medicamentos necessários no tratamento e isso representa um investimento de R$ 150 mil por ano", destaca.

Fonte: Agência Saúde

http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br/ssaude/noticias/i16principal.asp?pagina=/ssaude/noticias/2005/0505/I16050531estu.htm

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos