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Castanha-da-índia: um ótimo tônico circulatório

28/04/2006


Castanha-da-Índia e Câncer
Lá vêm eles outra vez!


De tempos em tempos aparece, sem que ninguém saiba de onde, a cura (rápida e indolor) para todas as agruras da humanidade; inclua-se aqui a obesidade, diabetes, impotência sexual, mau olhado, espinhela caída e (não podia faltar) o câncer.

Chás milagrosos, simpatias centenárias, infusões estranhas, pós finíssimos e todo o arsenal digno dos baús de Merlin (ou do cinto de utilidades do Batman), são receitados, administrados e esperançosamente consumidos em quantidades industriais.

Após testemunharmos o chá da casca do ipê roxo, o "drink" de uísque com babosa, as cápsulas de Pfaffia paniculata, garrafadas infalíveis vendidas na Praça da Sé, cogumelos comercializados, via Internet, entre outras "novidades" para a cura rápida e indolor do câncer, eis que finalmente chega a vez da Castanha-da-Índia!

Mas de onde é que sacaram esta agora?

A velha castanha que nem da Índia é, e sim originária dos Bálcãs, introduzida na França em 1651, iniciou sua difusão por toda a Europa, ornando seus parques e avenidas por ser uma das primeiras árvores a florescer na Primavera, subitamente recebeu a responsabilidade de curar o câncer.

Sabemos que a semente da chamada Aesculus hippocastanum, da família das Hippocastanaceae, conhecida pelos íntimos como Castanha-da-Índia, apresenta propriedades demonstradas cientificamente como excelente tônico circulatório, adstringente, anti-hemorrágico, antiinflamatório e vasoconstritor, cuja principal ação se faz sobre o sistema venoso, aumentando a resistência e o tonus das veias, diminuindo a permeabilidade e a fragilidade capilar.

Tais importantes propriedades devem-se a coisas estranhas que ela contém e que recebem nomes escabrosos como saponosídeos, hidroxicumarínicos e derivados flavônicos, que atuam positivamente sobre a fragilidade dos vasos capilares e como vasoconstritores periféricos.

Sabendo disso tudo, a ciência médica indicou seu uso para o tratamento sintomático dos males advindos de distúrbios do sistema venoso, aliviando portadores de varizes e suas complicações. As hemorróidas, por serem também varizes, porém em localização muito mais delicada (e dolorosa) que as dos membros inferiores, também podem ser tratadas com a nossa castanha.

E de onde é que tiraram esta idéia de que castanha-da-Índia cura câncer?

Ninguém sabe. Tamanha estultice só é explicada pela esperteza de alguns e pelo desespero de muitos. A ciência médica estabelece leis e exigências que devem ser rigorosamente cumpridas para que uma determinada substância seja indicada e liberada para o tratamento desta ou daquela doença.

Existe um tempo que decorre entre o início de um estudo de certo princípio ativo (a parte que realmente age de uma determinada droga), até chegar o momento em que o preparado aparece à disposição dos pacientes: o "pipe line". O tal do "pipe" tarda, em média, 15 quinze anos em testes exaustivos e caríssimos.

Após levantamento feito nas principais bibliotecas do mundo, na área do tratamento do câncer, não conseguimos indícios que pudessem nos remeter ao estudo completado ou em curso, em nenhuma instituição de pesquisa em todo o mundo, envolvendo a Castanha-da-Índia e o câncer.
Sob a desculpa de que "não pode fazer mal porque é natural", muita barbaridade já foi cometida neste mundão de Deus: cuidado, pois comigo-ninguém-pode não dá salada, terremoto e sogra também são naturais.


Dr. Claudio Petrilli
oncologista clínico

revista Hands nº 3 - abril / maio 2001


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