Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O. - Um pouco mais sobre a osteoporose
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Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O.

Um pouco mais sobre a osteoporose

14/05/2006

Introdução:

Nas últimas duas décadas a osteoporose foi amplamente reconhecida como um importante problema de saúde pública. É a doença ósseo-metabólica mais comum, afetando pelo menos 30% de todas as mulheres na pós-menopausa. Baseando-se em estudos internacionais, estima-se que 15 milhões de brasileiros estão propensos a desenvolver essa doença, o que ilustra a importância de se conhecer mais sobre sua prevenção, diagnóstico precoce e fatores de risco associados.

A melhor forma de se evitar as complicações resultantes da osteoporose é o diagnóstico precoce da perda de massa óssea. Vários estudos têm mostrado que quanto mais cedo essa perda for identificada e tratada, melhores serão os resultados a longo prazo em termos de parada do processo ou de ganho substancial de massa óssea. Nem todas as mulheres na pós-menopausa apresentam diminuição acentuada da massa óssea. Estima-se que em cerca de 1/3 de todas as mulheres na pós-menopausa, a diminuição da massa óssea atinja rapidamente os níveis do limiar de fratura. Ocorre que, devido a sua natureza insidiosa, a falta de sintomatologia clínica antes de ocorrerem fraturas e a ausência de marcadores clínicos e laboratoriais específicos, o diagnóstico desta doença é quase impossível, sem o auxílio das técnicas desenvolvidas nas últimas duas décadas. O desafio do médico é portanto identificar, o mais precocemente possível, as mulheres pertencentes a esse grupo de alto risco.

O que é Osteoporose?

Para entender como a osteoporose se desenvolve é necessário conhecer alguma coisa sobre a estrutura e função do osso.

O esqueleto ósseo é um tecido vivo e complexo, dá suporte aos músculos e proteção a órgãos vitais. Também armazena o cálcio, essencial para numerosas funções orgânicas, incluindo a manutenção da densidade e força dos ossos.

O organismo usa o cálcio dos ossos quando não existe ingestão suficiente ou quando há necessidade adicional, como na gravidez e na lactação, por exemplo.

Durante a vida os ossos são constantemente formados e reabsorvidos, ou seja, o osso velho é removido e um novo osso é adicionado ao esqueleto. Na infância e adolescência a adição ocorre mais rapidamente do que é a reabsorção e, como resultado, os ossos ficam maiores, mais pesados e mais densos.

A formação permanece mais rápida do que a reabsorção até que o pico de massa óssea (máxima densidade e força do osso) é alcançado, por volta dos 30 a 35 anos. A massa óssea é maior no homem do que na mulher e também é maior na raça negra.

Depois dos 30-35 anos a reabsorção óssea lentamente começa a exceder a formação. Para a mulher a perda óssea é muito maior durante os cinco anos seguintes à menopausa porque a ação protetora do hormônio estrógeno diminui, porém persiste nos anos seguintes. O homem também perde osso, mas numa taxa muito menor.

Após os 70 anos existe outra forma de osteoporose que acomete tanto homens quanto mulheres, a osteoporose senil, própria do envelhecimento.

A osteoporose é um fator de risco para fraturas assim como a hipertensão é risco para infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Se o osso é mais fraco, um trauma mínimo ou uma queda pode causar uma fratura ou um colapso vertebral.

Fatores de risco

Alguns destes fatores de risco não podem ser modificados, outros são possíveis de serem alterados a fim de poder diminuir o risco do surgimento da osteoporose.

Fatores de Risco não modificáveis:

  • Sexo Feminino: As mulheres podem perder até 20% da massa óssea nos 5 a 7 anos após a menopausa, tornando-as mais susceptíveis a osteoporose

  • Indivíduos de constituição delicada

  • Raça branca e amarela

  • Idade avançada

  • História familiar de osteoporose

Fatores de Risco potencialmente modificáveis:

  • Baixo peso do corpo (menor que 58kg)

  • Deficiência de estrógeno

  • Existente no período pós-menopausa

  • Menopausa precoce (ocorrendo em idade menor que 45 anos) ou ooforectomia bilateral (retirada cirúrgica dos ovários)

  • Amenorréia pré-menopausa prolongada (ausência dos ciclos menstruais por período prolongado, antes da menopausa)

  • Anorexia nervosa ou bulimia

  • Café e fumo

  • Dieta baixa em cálcio

  • Excesso de proteínas e fibras, na alimentação

  • Medicamentos, como anticonvulsivantes e corticóides

  • Sedentarismo

  • Baixos níveis de testosterona, no homem

Prevenção
Dieta Rica em Cálcio

Uma dieta contendo quantidades suficientes de cálcio é um pré-requisito chave no tratamento da osteoporose. Exemplos de alimentos ricos em cálcio são:

  • Leite e produtos derivados do leite, preferencialmente contendo baixo teor de gordura

  • Vegetais como brócolis, couve e outras folhas verdes

  • Salmão, sardinha enlatada (com espinha)

  • Tofu

O seu médico pode também recomendar uma suplementação com cálcio como por exemplo o carbonato de cálcio ou citrato de cálcio.

Para que o cálcio seja adequadamente absorvido o organismo necessita de quantidades suficientes de vitamina D. As principais fontes dessa vitamina são:

  • Leite e produtos lácteos enriquecidos com vitamina D

  • Breve exposição diária ao sol

  • Óleo de fígado de peixes diversos, bacalhau, sardinha, arenque, salmão e atum

Exercícios

Exercícios com suporte de peso (mesmo que o peso seja o seu próprio corpo) tais como caminhadas, exercícios aeróbicos, tênis, e jogging são essenciais para o paciente com osteoporose.

O paciente deve consultar o seu médico para o programa de exercícios adequados.

http://www.coderp.com.br/ssaude/i16principal.asp?pagina=/SSAUDE/DOENCAS/I16doencas.htm


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
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