AIDS/HIV - HIV / Aids: Histórico epidemiológico
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AIDS/HIV

HIV / Aids: Histórico epidemiológico

03/07/2006

 

Os primeiros casos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) ocorreram nos Estados Unidos da América em 1978, a partir da identificação de um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino homossexuais que apresentavam comprometimento do sistema imune com conseqüentes infecções oportunistas, e que se tratava de uma doença provavelmente infecciosa e transmissível. A partir daí, verificou-se uma rápida disseminação para os demais países, constituindo hoje, a nível mundial um dos mais graves problemas de saúde pública.

No Brasil, o primeiro caso de Aids foi notificado retrospectivamente no Estado de São Paulo como tendo ocorrido em 1980. Desde os primeiros casos até a atualidade o número de doentes tem aumentado notavelmente e importantes mudanças vêm ocorrendo no perfil epidemiológico. A epidemia, em sua primeira fase (1980 a 1986) caracterizava-se pela preponderância da transmissão em homens homo e bissexuais, de escolaridade elevada; em sua segunda fase (1987 a 1991), passou a caracterizar-se pela transmissão sangüínea, especialmente na subcategoria de usuários de drogas injetáveis (UDI), dando início a um processo mais ou menos simultâneo de pauperização e interiorização da epidemia, ou seja, mais pessoas com baixa escolaridade e de pequenas cidades do interior estavam se infectando. Finalmente, em sua terceira fase (1992 até os dias atuais), um grande aumento de casos por exposição heterossexual vem sendo observado, assumindo cada vez maior importância a introdução de casos do sexo feminino, o que fica caracterizada a feminilização da epidemia do HIV/Aids.

Verifica-se grande número de casos de Aids em algumas cidades com características turísticas, portuárias ou situadas ao longo da rota caipira do tráfico de drogas, dentre elas Santos, Ribeirão Preto, Bebedouro, São José do Rio Preto, São Vicente, dentre outras.

O primeiro caso de Aids na região de Ribeirão Preto data de 1984, tendo sido registrado oficialmente em 1986. A coleta sistematizada dos dados referentes a Aids na região passou a ser registrada oficialmente, pelos serviços públicos de saúde a partir de 1987. Ribeirão Preto ocupa o sexto lugar em coeficiente de incidência em todo Brasil e o terceiro lugar no Estado de São Paulo, fazendo com que a questão da Aids se apresente como um dos mais relevantes problemas de saúde pública da cidade.

Considerando-se as limitações e os custos extremamente elevados dos tratamentos específicos, a prevenção primária continua sendo a principal arma contra a doença. Por esta razão, os estudos epidemiológicos devem ser conduzidos com regularidade, com a finalidade de elucidar os aspectos mais relevantes da comunidade e monitorar a sua evolução. Somente assim os programas de controle terão condição de abordar a doença de maneira mais efetiva, maximizando os seus resultados em termos de prevenção. Por outro lado, os recentes avanços na terapêutica, representados pela introdução das drogas antiretrovirais, aponta para a necessidade de se acompanhar a evolução da morbi-mortalidade causada pela doença, que sem dúvida nenhuma veio trazer uma melhor qualidade de vida às pessoas vivendo com o HIV/Aids.

 


Infecção pelo HIV / Aids

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AIDS – entendendo a sigla

A sigla AIDS, de origem inglesa, significa:

Adquirida - não é hereditária; se pega ao entrar em contato com o vírus.

Imuno - refere-se a Sistema Imunológico, defesa do organismo, proteger.

Deficiência - não funciona de acordo, fraco, sem forças.

Síndrome - conjunto de sinais e sintomas que identificam a doença.

SIDA - no Brasil utiliza-se a forma AIDS, mas nos países de língua latina a forma SIDA é a habitual.

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) – É o resultado do processo de destruição das células através das quais o organismo se defende das infecções e outras doenças. Esta destruição é causada pela ação do vírus denominado HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana.

A Aids é considerada uma doença crônica, especialmente pelos avanços terapêuticos e pela experiência adquirida ao longo dos anos no manejo das intercorrências clínicas e dos pacientes, o que confere a eles uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.

 


A ação do HIV

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Os glóbulos brancos têm a função, entre outras, de defender o organismo contra infecções. Dentre eles, os linfócitos CD4 são os responsáveis pela regulação e manutenção da capacidade imunológica do organismo humano.

Por razões desconhecidas possuem, em sua superfície, receptores através dos quais o HIV se fixa e penetra na célula. Uma vez internalizado, o vírus atinge seu núcleo onde se reproduz continuamente até a destruição do linfócito.

Os vírus produzidos buscam novos linfócitos que vão sendo destruídos progressivamente até o comprometimento severo do sistema imunológico.

Como conseqüência, microrganismos no corpo, normalmente sob controle do sistema em perfeito funcionamento, aproveitam-se desse estado de deficiência e se manifestam, aparecendo então as "doenças oportunistas", como tuberculose, herpes, monilíase oral, tumores, caracterizando-se a Aids doença.

A presença do HIV no organismo humano pode passar despercebida por muitos anos – há registro de casos em que se passaram 15 anos até o aparecimento das infecções oportunistas. Este período de tempo, denominado período de incubação, pode ser abreviado por vários fatores, permitindo que a doença se desenvolva mais precocemente. São eles:

  • Aumento da carga viral, pela reexposição ao HIV através de práticas sexuais sem uso de preservativos e do compartilhamento de seringas contaminadas no uso de drogas injetáveis
  • Tipo de vírus infectante
  • Doenças sexualmente transmissíveis
  • Precária qualidade de vida

 


Como se transmite o HIV

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O HIV já foi isolado no sangue, sêmen, secreções vaginais, lágrima, leite materno, liquor, líquido amniótico e urina. Porém as evidências epidemiológicas mundiais indicam que somente através de sangue, secreção vaginal, esperma e leite materno o HIV pode ser transmitido de uma pessoa a outra.

  • Assim, a transmissão do vírus da Aids está associada aos seguintes fatores de risco:
  • Variações freqüentes de parceiros sexuais que não se protegem
  • Uso de produtos de sangue não controlados
  • Uso de agulhas e seringas não esterilizadas


Lembretes:

- nas relações sexuais ocorrem lesões, em geral invisíveis, que facilitam a contaminação pelo HIV

- os usuários de drogas endovenosas geralmente usam drogas em grupos, portanto se houver um só contaminado os outros podem se contaminar, se houver o compartilhamento de seringas e agulhas


O HIV não se transmite através de:

  • Convívio social com doentes de Aids
  • Lágrima, suor, saliva, tosse
  • Falar, aperto de mão
  • Beijo no rosto
  • Doando sangue com material descartável

 


Quais os sinais da doença

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Para o diagnóstico da Aids deve-se levar em conta o quadro epidemiológico, o conjunto de sinais e sintomas presentes, a ocorrência de doenças secundárias e as manifestações de imunodeficiência. O quadro apresentado a seguir traduz os estágios clínicos que a infecção pode percorrer até o desenvolvimento da Aids.

GRUPO

CLÍNICA

TESTE ANTI-HIV

I – Infecção aguda

História de exposição a risco, febre alta, aumento dos gânglios, dores musculares e articulares, dor de garganta, aumento do baço e do fígado, vermelhidão no corpo. Este quadro pode durar de 7 a 14 dias e, em geral, aparece em apenas 30% dos casos.

Negativo.

Repetir após 3 meses (janela imunológica)

II – Infecção assintomática

Ausência de sinais e sintomas durante período de tempo variável (há relatos de até mais de dez anos)

Positivo

III – Linfoadenopatia persistente generalizada

Aumento de algumas cadeias de gânglios por pelo menos 3 meses. É preciso excluir outras doenças e o uso de drogas endovenosas.

Positivo

IV – Doença manifesta - Aids

A – Febre, diarréia, perda de peso superior a 10%;
B – doença neurológica;
C – Pneumonia por Pneumocystis carinii, candidíase esofágica, histoplasmose, criptococose, citomegalovírus, herpes;
D – Neoplasias secundárias – linfomas, sarcoma de Kaposi;
E – Pneumonite intersticial crônica e outras doenças não relacionadas acima.

Positivo

 


O teste anti- HIV

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Se uma pessoa suspeita que pode estar infectada, poderá submeter-se a testes específicos. O teste usado de rotina detecta a presença de anticorpos contra o vírus no sangue. É o teste Elisa. Em muitas situações há necessidade de confirmação do resultado do exame realizado por essa técnica.

Neste caso pode ser utilizada, por exemplo, a técnica de Western Blot, um dos testes confirmatórios. Quando este exame der resultado positivo, será considerado como definitivo, com possibilidade muitíssimo reduzida.


Resultados do teste anti- HIV

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Positivo: indica a presença de anticorpos contra o vírus, ou seja, a pessoas foi infectada. Este resultado não significa que a pessoa está ou ficará doente de Aids, porém ela poderá transmitir o vírus a outras, se não usar métodos de barreira, como preservativo, por exemplo, nas relações sexuais.

Negativo: significa que no momento do exame não foram detectados anticorpos contra o vírus. Devemos considerar aqui o fenômeno da "janela imunológica", ou seja, período de tempo que o organismo demora a produzir anticorpos contra o vírus em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Portanto, quando o resultado for negativo, não podemos afirmar com certeza a ausência da infecção.

Importante: é absolutamente necessário que antes e após a realização do teste o indivíduo passe pelo que chamamos de Aconselhamento, pois não se pode obrigar ninguém a fazer o teste anti-HIV; a guarda do sigilo é obrigatória; o parceiro ou parceira deverá tomar conhecimento do resultado pela própria pessoa que realizou o exame.


Tratamento e vacina

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Ainda não existem medicamentos capazes de eliminar o HIV do corpo humano. Alguns, utilizados para tratamento do paciente com Aids, como o AZT, DDI, DDC, apenas reduzem a velocidade de multiplicação viral, retardando o processo de destruição do sistema imunológico. Tampouco existem medicamentos capazes de reconstruir este sistema quando ele já foi severamente injuriado. Mais recentemente sabe-se que a associação dos medicamentos citados acima traz melhoras significativas ao paciente e aumentam a sobrevida ("coquetel").

No entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento correto das infecções e afecções que acometem o paciente já com o diagnóstico de Aids permite uma sobrevida maior e com melhor qualidade do que há alguns anos.

Além disso, há consenso de que uma vida saudável, com alimentos mais naturais e dieta balanceada, controle do stress, doses elevadas de auto-estima e otimismo têm efeito importante no aumento da resistência imunológica.

Em relação às vacinas, o grande obstáculo à obtenção é a grande variação apresentada pelo HIV em seus constituintes. Ainda não se conseguiu isolar um componente que seja comum a todas as variedades já conhecidas e que tenha o poder de levar o corpo humano a produzir substâncias protetoras de caráter universal. Grupos de pesquisa no mundo todo vêm se dedicando a essa busca e já há produtos candidatos à vacina sendo testados em experimentos controlados.

http://www.coderp.com.br/ssaude/i16principal.asp?pagina=/SSAUDE/DOENCAS/I16doencas.htm


IMPORTANTE

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