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Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O.

Síndrome dolorosa rutuliana

03/08/2006
 

SÍNDROME DOLOROSO RUTULIANO :

Autoria: Geraldo Schuck Freitas; Gustavo Kaempf Oliveira

Instituição: Santa Casa de Porto Alegre - Porto Alegre - RS

Sessão: 16/04/04 - das 14h30 às 16h00 - Cataratas


Introdução e Objetivo

Dor femoro-patelar é a patologia mais freqüente no consultório do Ortopedista que dedica-se a patologia do joelho . Dentre as patologias que acometem a articulação femoro-patelar , o síndrome doloroso rotuliano é o mais freqüente , ou seja , é uma patologia dolorosa de origem mecânica , onde não se encontra alteração da anatomia desta articulação , tais como displasia da tróclea , alteração da altura rotuliana ou aumento do “ângulo Q” , nem sinais maiores de instabilidade O objetivo deste trabalho foi de realizar uma avaliação subjetiva a partir de um questionário enviado aos pacientes que iniciaram um tratamento conservador para Síndrome Doloroso Rotuliano . O questionário foi enviado aos pacientes que tiveram indicação de tratamento conservador para a referida patologia , com mais de 4 anos de evolução ( período compreendido entre janeiro de 1997 a dezembro de 1999 ).


Material e Métodos

De uma amostra inicial de 146 pacientes , para os quais o questionário foi enviado , obtivemos resposta de 41 pacientes, sendo a média de idade para o início dos sintomas ao redor de 20 anos , sendo 31 do sexo feminino e 10 do sexo masculino. Da soma de 41 pacientes que responderam ao questionário , 33 realizaram tratamento fisioterápico em torno de 2 anos, e 8 apenas evitaram praticar as atividades que lhes causavam os sintomas. A maioria retornou a realizar atividades leves ou moderadas tais como caminhar , passear ou ginástica ; a dor média foi 3 ( em uma escala visual de 0 a 10 ) apenas 2 pacientes referiram não sentir mais nenhuma dor; As atividades mais limitantes foram ajoelhar-se ( colocar peso sobre os joelhos ) e agachar-se ( sentar sobre os calcanhares), sendo que tais atividades foram impossíveis para 4 pacientes; seguidos da corrida em linha reta e saltar e recepcionar o salto com o membro acometido;o subir e descer de escadas , bem como o elevar-se da posição sentada estavam presentes , mas não foram referidos com maior importância ; Apenas um paciente foi submetido ao tratamento cirúrgico , dos que responderam ao questionário.


Resultado e Conclusão

Concluímos que o tratamento conservador, corroborando os dados da literatura , apresenta resultados excelentes na condução desta patologia , e que a maioria dos pacientes consegue retornar as suas atividades sem grande dificuldade. Há no entanto , a necessidade de uma avaliação cuidadosa e consequentemente um diagnóstico preciso , para que possamos indicar o tratamento conservador sem prejuízo dos casos que necessitariam de tratamento cirúrgico.

http://www.sbcj.org.br/sbcj/para_medicos/CDTemas/index_trabalhos.htm


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