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Meio Ambiente/Ecologia

Pesquisa revela contaminação da Bacia do Corumbataí

15/08/2006

Cienc. Cult. vol.55 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2003

 

 

ECOLOGIA

 

 

Uma pesquisa realizada no Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Unesp de Rio Claro revelou que trechos do rio Corumbataí estão contaminados por coliformes fecais e produtos tóxicos, principalmente após a área urbana de Rio Claro, município do estado de São Paulo. A coordenadora da pesquisa, Sâmia Tauk-Tornisielo, diz que a poluição afeta as cidades que utilizam a água do rio para consumo humano, em especial o município de Piracicaba. A falta de tratamento do esgoto doméstico é a maior causa da poluição do rio, que também é agravada pelo uso de agrotóxicos nas plantações em seu entorno, e pelo desmatamento das matas ciliares em suas margens.

Desde 1996, o estudo monitora 24 parâmetros para a análise da qualidade da água, entre os quais destacam-se os valores de coliformes fecais presentes na água. "No início de nosso monitoramento o rio Corumbataí estava classificado como Classe 2, o que segundo a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama 20/86), significa que a água serve para consumo humano após tratamento convencional", explica. No entanto, uma parte da pesquisa desenvolvida por Gina Palma-Silva, do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, constatou que em alguns pontos do rio, os valores dos parâmetros têm excedido o limite para rios de Classe 3, nos quais a água é imprópria para uso humano, mesmo após tratamento tradicional. "Os valores de coliformes fecais das amostras de água coletadas em 2003 chegaram a ser 28 vezes maiores do que o limite fixado para rios de Classe 2. Desde novembro de 2002, todos os trechos do rio estudados têm ultrapassado o limite máximo ", alerta Sâmia.

 

 

Outro indicador medido foi o nível de metais pesados presente nos peixes. Essa parte da pesquisa foi desenvolvida por Roberto Göiten, do Departamento de Zoologia da Unesp, e seu doutorando Sidnei Lima Jr. Eles verificaram uma alteração da biodiversidade de peixes em três pontos do rio Corumbataí, sendo que em certos trechos, os peixes estavam impróprios para o consumo humano.

Esses resultados fazem parte da segunda etapa da série de estudos, em conclusão. A próxima fase inclui análises estatísticas e um modelo matemático para subsidiar a gestão da bacia hidrográfica, além de Análise de Impactos Ambientais (AIA) e um projeto de tratamentos alternativos para as águas e efluentes.

 

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252003000400026&lng=en&nrm=iso


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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