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Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Estudo divulgado descarta a hipótese de que o pólo sul lunar possa conter depósitos de água na forma de gelo

19/10/2006

Estudo publicado na revista Nature descarta a hipótese da existência de depósitos de gelo no pólo sul da Lua, região até então considerada ideal para a construção de uma base humana no satélite
 

Sem gelo, sem água

 

Agência FAPESP - O projeto norte-americano de montar uma base permanente na Lua até a metade deste século acaba de tomar um banho de água fria – ou melhor, um banho seco. Um estudo que acaba de ser divulgado descarta a hipótese de que o pólo sul lunar possa conter depósitos de água na forma de gelo.

Desde a década de 1960, diversos estudos sugeriram a existência de gelo nas profundezas das crateras lunares, em locais nunca atingidos pela luz solar e com temperaturas abaixo dos 173ºC negativos. A idéia ganhou força especialmente após dados enviados pela sonda Lunar Prospector, em 1998, terem levado à descoberta de concentrações de hidrogênio na região.

O novo estudo, feito por pesquisadores dos Estados Unidos e da Austrália e publicado na edição de 19 de outubro da revista Nature, afirma que, ainda que o hidrogênio possa indicar a presença de gelo, esse não seria mais do que “grãos disseminados pelo regolito [camada superficial] lunar”.

A análise, coordenada pelo norte-americano Donald Campbell, da Universidade Cornell, foi feita com imagens em alta resolução obtidas pelos radiotelescópios de Arecibo e Robert Byrd. O foco do estudo foi a cratera Shackleton, com 19 quilômetros de diâmetro e 2 quilômetros de profundidade.

As imagens produzidas têm resolução de 20 metros, a maior já conseguida do pólo sul lunar. “As imagens não mostram evidência de depósitos de água na forma de gelo na cratera Shackleton ou em qualquer outro lugar no pólo sul lunar”, afirmam os autores.

De acordo com o estudo, os resultados apontam que um padrão de sinais obtidos por radar, até então considerado indicador de depósitos de gelo, também pode ser criado por ecos em terrenos rugosos ou em paredes de crateras. No caso do extremo meridional lunar, o gelo, caso exista, estaria em rochas espalhadas, não em grandes depósitos subterrâneos que pudessem ser usados pelo homem.

Aos otimistas restam áreas no pólo lunar que não são alcançadas e examinadas com radiotelescópios terrestres. Mas mesmo essa perspectiva os autores do estudo consideram pouco significativa. “Nenhum projeto de nave ou base na Lua deveria contar com isso”, disse Campbell em comunicado da Universidade Cornell. Ou seja, é melhor pensar em outras regiões no satélite terrestre – ou em levar mais água nos foguetes.

O artigo No evidence for thick deposits of ice at the lunar south pole, de Donald Campbell e colegas, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=6238


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