- Transtorno do sono em mulheres
Esta página já teve 134.695.540 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.665 acessos diários
home | entre em contato
 

Sono/Distúrbio do sono

Transtorno do sono em mulheres

21/10/2006

 

 

A medicina já diagnosticou mais de 90 problemas relacionados ao sono, sendo o mais comum a insônia. Estima-se que ela afete 42% da população mundial, com maior incidência em mulheres – 3 em cada 4 pacientes – e predominância em pessoas com mais de 60 anos. A maior parte dos estudos sobre os distúrbios do sono, no entanto, relaciona-se ao universo masculino. No X Congresso Brasileiro do Sono, realizado em outubro em Curitiba, o sono das mulheres também passou a ser tema de destaque nos debates.

Helena Hachul, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apresentou seu trabalho com métodos alternativos para melhorar o sono das mulheres na menopausa. Embora se saiba que a terapia hormonal melhora a qualidade do sono, Hachul destaca que é uma conduta que deve ser utilizada de modo individualizado, pesando-se riscos e benefícios. Sua pesquisa, premiada no congresso, testou a possibilidade de se tratar a insônia utilizando isoflavonas, um componente da soja. Segundo ela, o teste mostrou que houve melhora subjetiva - as mulheres que receberam o composto disseram dormir melhor-, apesar de a polissonografia (exame de registro de sono durante a noite inteira) não mostrar alteração significativa. A pesquisadora tem outros estudos em andamento com tratamentos alternativos como ioga, massagens, fisioterapia e psicoterapia para melhorar o sono das mulheres.

Pesquisa realizada pela biomédica Isabela Antunes, estudante de mestrado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que as alterações hormonais também podem ser consequência de noites mal-dormidas. Ela investiga, desde o ano passado, os efeitos que a falta de sono provoca na vida reprodutiva das fêmeas. Seus experimentos foram realizados em ratas e revelaram que quando se priva o animal de sono, o ciclo hormonal é afetado. O estudo incluiu 88 animais divididos em quatro grupos, de acordo com a fase do ciclo estral, que corresponde ao ciclo menstrual da mulher. As ratas submetidas à privação de sono na fase de diestro (uma fase após a ovulação, onde há aumento na concentração do hormônio progesterona) ficaram um tempo maior em uma das fases do ciclo. O grupo que demonstrou essa reação também teve o nível de corticosterona elevado (hormônio do stress), o que representa uma maior suscetibilidade dos animais ao stress, durante essa fase. A próxima etapa, prevista para 2006, é realizar a pesquisa em mulheres.

Quando se troca o dia pela noite

Além do desconforto relacionado à questão hormonal, as mulheres têm o sono prejudicado quando trabalham à noite. Em 2001, uma pesquisa com 46 operários do horário noturno de uma fábrica carioca, realizada por Lucia Rotenber, do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz, mostrou que as tarefas domésticas competem com o sono, principalmente entre as mulheres que têm crianças. "Elas não têm um sono contínuo como os homens, porque precisam preparar o almoço, levar os filhos à escola e acabam dormindo só entre uma atividade e outra", diz a pesquisadora.

Atualmente, ela coordena um estudo maior, envolvendo 1500 enfermeiros de hospitais públicos no Rio de Janeiro. Esses hospitais cariocas adotam esquemas de rodízio, onde o enfermeiro trabalha a noite a cada três dias. Porém, dificilmente esses trabalhadores têm um único emprego. “O desgaste desses profissionais com o número excessivo de horas trabalhadas, com o agravante dos turnos da noite, podem comprometer a qualidade de assistência aos pacientes, além da própria vida do enfermeiro”, afirma. Esse estudo é financiado pelo Mount Sinai School of Medicine, de Nova York, pelo CNPq e pela FAPERJ, e está sendo realizado em colaboração com a Faculdade de Saúde Pública/USP, Escola de Enfermagem Ana Nery/UFRJ, com resultados previstos para o início de 2006.

No Brasil, existem cerca de 150 laboratórios que estudam o sono, mas a maioria trabalha com avaliação clinica, e não com pesquisa básica. A presidente do congresso de Curitiba, Gisele Minhoto, ressalta a importância de se desenvolverem mais estudos nesse tema, pois trata-se de uma condição fisiológica essencial para a saúde do organismo e bem-estar geral do cidadão.

Fonte: Revista Comciencia

http://www.coderp.com.br/SSAUDE/I16PRINCIPAL.ASP?Pagina=/ssaude/noticias/2005/0512/i16051201tran.htm


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos