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Primeiros socorros/Emergência

Aumenta o registro de picadas de serpente no pais

23/10/2006

 

Melhoria no sistema de notificações e maior presença humana são as causas. Acidentes com escorpiões já ultrapassaram os casos de serpentes; problemas com aranhas também aumentaram.

 

Constança Tatsch

O número de acidentes ofídicos, ou seja, picadas de serpentes, está crescendo no Brasil. Em 2001, foram 18.895 casos, contra 28.648 em 2005, alta de 51%, segundo o Sinan, do Ministério da Saúde.
Mas isso não significa que o número de serpentes esteja subindo. As principais razões para o aumento são a melhoria no sistema de notificações e a presença cada vez maior do homem nas regiões onde se concentram esses animais.
Em 2004, os acidentes com escorpiões ultrapassaram, pela primeira vez, os problemas com serpentes e chegaram a 36.192 no ano passado. Embora o número seja grande, as picadas de escorpião muitas vezes dispensam o uso de soro. Isso porque esses animais estariam se adaptando melhor aos homens do que as serpentes (leia texto nesta página).
De acordo com Fan Hui Wen, que coordena o programa de vigilância dos acidentes dos animais peçonhentos do Ministério da Saúde, o aumento nos acidentes com serpentes tem diversas motivações. Uma delas é a melhoria no sistema de informação. O desmatamento também estaria impulsionando os acidentes.
Na Amazônia, por exemplo, a chegada da soja coloca o homem mais perto do perigo.
Também existe uma tendência de aumento em decorrência da presença cada vez maior de turistas e esportistas em locais onde há cobras.
No Brasil, existem quatro tipos de serpentes peçonhentas: o gênero bothrops, das jararacas, jararacuçus e cruzeira; o gênero crotalus, das cascavéis; o lachesis, das surucucus, e o micrurus, das corais. Elas estão espalhadas por todo o território, não só em áreas de vegetação densa mas também em matas nas periferias das cidades.
Em caso de picada, a vítima deve ficar em repouso e ser levada com urgência a um posto de saúde pública. Se for possível levar a serpente, viva ou morta, a identificação será mais rápida. Caso contrário, médicos devem avaliar por meio dos sinais e sintomas qual animal foi o responsável, uma vez que para cada serpente há um soro específico.
"É fundamental receber o tratamento o mais rápido possível. Cem pessoas morrem por ano, das quais 70% são atendidas depois de seis horas. Quanto mais rápido receber o soro, melhor o prognóstico", afirma Francisco Oscar de Siqueira França, médico da Divisão de Moléstias Infecciosas do HC e do hospital Vital Brazil, do Instituto Butantan.
Os venenos provocam inflamações, alteração da coagulação, hemorragia e necrose. Também atacam os músculos e paralisam os nervos -o que dificulta a abertura dos olhos, leva à vista borrada, atrapalha a fala e prejudica a respiração. Há ainda o risco de ocorrer infecção no local da picada.
Por isso, além de tomar o soro, o paciente deve ficar em observação para combater eventuais complicações.
Os soros são produzidos pelo Instituto Butantan (SP), Instituto Vital Brazil (RJ), Fundação Ezequiel Dias (MG) e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (PR). O Ministério da Saúde compra os medicamentos e os distribui para a rede de saúde. Aproximadamente 2.000 municípios recebem esse material.

Fonte:  Folha

 

http://www.coderp.com.br/SSAUDE/I16PRINCIPAL.ASP?Pagina=/ssaude/noticias/2006/0609/i16060911aume.htm


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