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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Prevalência do vírus da hepatite C em alcoolistas: a atuação dos fatores de risco parenterais

01/12/2006

Arquivos de Gastroenterologia
ISSN 0004-2803 versão impressa

   
 

Resumo

GALPERIM, Bruno, CHEINQUER, Hugo, STEIN, Airton et al. . Arq. Gastroenterol., abr./jun. 2006, vol.43, no.2, p.81-84. ISSN 0004-2803.

RACIONAL: A prevalência da infecção pelo vírus da hepatite C (VHC) é elevada em pacientes alcoolistas, porém os fatores de risco não estão bem estabelecidos. O papel dos fatores de risco parenterais permanece ainda indefinido nessa população. OBJETIVOS: Determinar a prevalência da infecção pelo VHC em alcoolistas internados em uma unidade de desintoxicação, e avaliar a presença de fatores de risco parenteral subjacentes. PACIENTES E MÉTODOS: Foram estudados 114 alcoolistas, não selecionados, consecutivamente admitidos em uma unidade de dependência química durante 14 meses. Através de questionário estruturado, obtiveram-se os dados epidemiológicos e história de fatores de risco parenteral para infecção pelo VHC. Foi coletado sangue para determinação de aminotransferases e anticorpos anti-VHC (ELISA-3). As amostras positivas foram confirmadas pela PCR e determinado o genótipo. RESULTADOS: Entre os 114 alcoolistas, 17 (15%) eram anti-VHC positivos. Doze (71%) tinham RNA do VHC detectável por PCR no soro. O genótipo 1 foi encontrado em seis casos e o genótipo 3 em cinco (em um paciente foi indeterminado). Quarenta e quatro (43%) pacientes tinham ALT e/ou AST elevadas. A comparação entre os 17 pacientes positivos e os 97 negativos mostrou diferenças significativas na média do nível da ALT (42 ± 41 UI/L vs. 22 ± 20 UI/L), na taxa de ALT elevada (65% vs. 34%), e na presença de fatores de risco parenteral (94% vs. 10%). A comparação entre alcoolistas com e sem aminotransferases elevadas mostrou diferença significativa apenas na taxa de anti-VHC positivo (24% vs. 7%). Entretanto, entre os 17 pacientes anti-VHC positivos, a taxa de RNA do VHC detectável no soro foi significativamente maior entre os 12 com aminotransferases elevadas do que entre os 5 com aminotransferases normais (92% vs. 20%). CONCLUSÃO: A prevalência de anti-VHC foi elevada em alcoolistas, sendo a maioria confirmada pela presença do RNA do VHC no soro. O uso de drogas injetáveis foi o principal fator de risco para infecção pelo VHC nesta população.

Palavras-chave: Hepatite C; Alcoolismo; Abuso de substâncias por via endovenosa.

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IBEPEGE, CBCD e SBMD

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0004-28032006000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt


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