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Tóxicos/Intoxicações

Aspectos gerais e diagnóstico clinicolaboratorial da intoxicação por paraquat.

05/12/2006

Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial
ISSN 1676-2444 versão impressa

 
 
 

Resumo

SCHMITT, Gabriela Cristina, PANIZ, Clóvis, GROTTO, Denise et al J. Bras. Patol. Med. Lab., ago. 2006, vol.42, no.4, p.235-243. ISSN 1676-2444.

INTRODUÇÃO: O paraquat, herbicida amplamente utilizado na agricultura, é um produto perigoso, pois pode causar intoxicações fatais, principalmente pela falta de antídoto eficaz para reversão do quadro clínico. Fisiopatologia: Os efeitos toxicológicos são decorrentes da indução ao estresse oxidativo. O órgão-alvo principal é o pulmão, que pode apresentar edema, hemorragia, inflamação intersticial e fibrose, culminando com falência respiratória grave e morte. Além disso, é nefrotóxico, hepatotóxico, miotóxico e neurotóxico. TRATAMENTO: Além de visar a diminuição da absorção e estimular a excreção do paraquat absorvido, o tratamento da intoxicação atualmente é baseado em medidas que diminuam o estresse oxidativo utilizando substâncias antioxidantes e, conseqüentemente, revertam o quadro toxicológico instalado, especialmente o pulmonar. MÉTODOS DIAGNÓSTICOS: Entre as metodologias quantitativas disponíveis, os métodos cromatográficos são os mais relatados para materiais biológicos. Porém, a eletroforese capilar e os imunoensaios podem ser utilizados. Os imunoensaios destacam-se pela praticidade laboratorial, pois os cromatográficos e eletroforéticos não são encontrados comumente em laboratórios hospitalares. Por outro lado, uma reação simples e rápida de caracterização urinária com ditionito de sódio é muito realizada, pois é preditiva na suspeita de intoxicações agudas. CONCLUSÃO: Diante do alto potencial de morbimortalidade nas intoxicações por paraquat, a reversão dos danos pulmonares com uso de antioxidantes vem sendo muito estudada, porém não há o estabelecimento de um antídoto específico. No diagnóstico laboratorial, métodos cromatográficos, eletroforéticos e imunológicos são usados para quantificá-lo, contudo a reação urinária com ditionito ainda é valiosa na rotina da toxicologia clínica.

Palavras-chave: Paraquat; Toxicidade; Estresse oxidativo; Material biológico; Diagnóstico laboratorial.

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SBPC, SBP, SBC

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1676-24442006000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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