Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Leia sobre o Alecrim
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Leia sobre o Alecrim

06/12/2006

 

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é freqüente nos lugares secos e pedregosos, charnecas e pinhais.

Pouco antes de dar flores, cortam-se cuidadosamente os rebentos e arrancam-se as folhas. Seca rapidamente, se se colocar num celeiro sombrio e ventilado. Durante todo o ano conserva o valor como condimento. Deve ser guardado em recipientes hermeticamente fechados.

Composição e Propriedades -- O óleo essencial (de 1 a 2,5 %), os terpenos, o ácido tânico e o aloés que contém constituem os principais elementos ativos do alecrim.

Aplicações Medicinais -- O alecrim possui um quádruplo campo de ação:

a) O aparelho gastrintestinal, cujas glândulas excita para maior atividade e cujos estados de espas-

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mos e cólicas resolve, impedindo desenvolvimento das bactérias prejudiciais. O emprego nos casos de má digestão, aerofagia e catarros gastrintestinais, é justificado e recomendável.

b) O sistema circulatório e, estreitamente ligado com ele, a ação sobre o sistema renal, intimamente relacionado com o anterior e complemento dele quanto à eficácia da planta. Influi, assim, favoravelmente nos casos de debilidade circulatória, especialmente depois de doenças infecciosas graves, fortalecendo ao mesmo tempo a circulação devido ao seu efeito diurético.

c) Os órgãos sexuais femininos, cuja irrigação sanguínea favorece, produzindo assim uni aumento ria expulsão de sangue durante a menstruação. Tem, igualmente, êxito a aplicação exterior da infusão de alecrim rio caso de erupções cutâneas persistentes, de cura difícil e Inflamadas.

Emprego Como Condimento -- Fresco e seco, o alecrim torna-se um condimento excelente em quase todos os pratos, molhos, saladas, regimes dietéticos e vegetais crus.

http://www.geocities.com/projetoperiferia4/cspa2.htm

Alho


O alho (Allium sativum), pertence à família das Liláceas, procede da Europa Meridional e do Oriente. É planta de cultivo antiquíssimo e já gozava de consideração na antiga medicina indiana.

Composição e Propriedades -- Em toda a planta e na proporção de 0,005 a 0,009% apresenta-se o óleo essencial enxofrado do alho com 6% de alilpropilbisulfureto, 60 % de aliltrisulfureto e pequenas quantidades de aliltetrasulfureto. Estas combinações de enxofre são a causa da eficácia do alho.

O elemento ativo mais importante foi descoberto há poucos aos, em 1944, como substância oleaginosa e foi chamada alicina. Esta produz um cheiro forte e possui forte ação bactericida. Em 1947 conseguiu-se produzir alicina sinteticamente e conhecer-lhe a estrutura química.

Todos sabemos que o típico cheiro é débil nos dentes de alho frescos e sãos. Mas se se esfregarem ou se cortarem, o cheiro apresenta-se de forma intensa. O fato deve-se a um processo de desdobramento, em que o fermento alinase, um elemento que graficamente expressado atua no alho como «machado químico» especial, obtém a alicina a partir de um elemento inodoro, chamado aliina, que é desdobrado em duas porções. Mediante o dito fermento forma-se a inicial aliina que se obteve quimicamente pura ele unia forma totalmente sintética A aliina, ao contrário da alicina, não exerce eleitos bactericidas.

Fundamentos de Ação Terapêutica do Alho -- Aplicado na pele sã, o óleo provoca vermelhidão, inflamação e empola, e aplicado nas mucosas, vermelhidão e aumento da secreção glandular, especialmente nas mucosas gastrintestinais. Alem de maior secreção das glândulas digestivas, também aumenta a secreção de bílis. O alho também extermina as bactérias malignas do intestino, ao mesmo tempo que fomenta a reprodução de colibactérias, os agentes intestinais normais.

O alho é um calmante intestinal adstringente e um bactericida. A antiga crença popular de que o alho combate o câncer pôde comprovar-se em ensaios com animais, observando-se uma clara dificuldade de crescimento nas células cancerosas, transplantadas depois ele um tratamento com alho. Este efeito explica-se facilmente, porque hoje se vai chegando paulatinamente a considerar o câncer como um grave desvio metabólico, cuja origem se encontra, muitas vezes, no aparelho gastrintestinal.

Os elementos ativos do óleo do alho, como se pode verificar rapidamente só pelo cheiro, eliminam-se através da pele e dos pulmões. Esta forma de eliminação é importante, porque os ditos elementos desenvolvem as suas atividades nas vias respiratórias, resolvendo congestões, aumentando as secreções e desinfetando.

O efeito sobre a tensão arterial tem sido aceito, rejeitado e de novo comprovado nos últimos tempos. Parece ponto assente que a tensão arterial diminui e o pulso se torna mais lento e tranqüilo, que se dilatam os vasos coronários, sendo por isso melhor alimentados os músculos cardíacos e, portanto, tornam-se mais fortes.

Apresenta-se finalmente, segundo a velha experiência e modernas provas experimentais, um aumento da resistência contra as infecções.

Também é muito freqüente a aplicação do alho contra nematóides e ascarídeos, em forma de irrigação.

Afecções em Que é útil o Seu Emprego -- Em afecções gastrintestinais: catarros do estômago e intestino com diarréia e prisão de ventre, tuberculose intestinal, flatulência, catarros intestinais crônicos, infecciosos e agudos, cólicas, inflamações do intestino grosso e do reto, diarréia, doenças hepáticas e biliares, disenteria amebiana, cólera, tifo e paratifo.

Em tumores cancerosos, embora neste caso o alho apenas desempenhe o papel de remédio auxiliar e nunca deva substituir ou retardar a aplicação de medidas determinadas pelo médico. Como elemento anticanceroso pode recomendar-se em todo o tempo.

Nas doenças elas vias respiratórias: catarros das vias respiratórias, enfisema pulmonar, tuberculose, gangrena pulmonar, asma pulmonar e bronquiesctasias.

Nas doenças da circulação: hipertensão, arteriosclerose de vasos coronários, debilidade dos músculos cardíacos, intoxicação de nicotina.

Num estado de debilidade geral, depois de doenças infecciosas ou de câncer. Em casos de lombrigas (oxiúros e ascarídeos).

Modo de Emprego -- Em todas as enfermidades, a melhor forma de aplicação é o consumo cru. Tomar diariamente de meio dente a um dente com pão, manteiga
e salsa ou cozido em leite, O incômodo do cheiro não se pode evitar por completo. Como vermífugo, prepara-se um líquido de irrigação cozendo 100 g de alho num litro de água e aplicando-o depois de esfriar. Pode também confeccionar-se um suco de alho que se conserva durante um ano: deixam-se em 100 g de álcool 40 g de dentes de alho descascados e picados durante dez dias, pelo menos, e agitando-os com freqüência. Filtra-se depois o líquido e junta-se-lhe para dissimular o cheiro 2 gotas de óleo de raiz, de Angélica. Tomar diariamente de quinze a vinte gotas.

Outros Usos -- O emprego do alho como condimento torna-se , portanto, de grande importância, por estimular o apetite, evitar a flatulência, limpar o intestino e excitar as glândulas digestivas.

Utiliza-se em pequena quantidade para saladas, legumes, alimentos crus e molhos. Para as saladas basta muitas vezes que a travessa seja esfregada com um dente de alho. Muitas pessoas preferem o alho picado em rodas no pão com manteiga.

É possível atenuar o cheiro do
alho desde que se combine com leite, salsa e arruda. O alho muito picado, com cominhos e manjerona, constitui um excelente aditamento para as sopas de ervilhas, lentilhas e feijão.

Para o emprego prático do suco do alho, de cheiro menos forte, sobretudo para condimentos ou para preparar dietas para diabéticos, dispomos hoje de pequenos esmagadores baratos de manejo fácil.

 

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