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Oftalmologia/Olhos

Prevalência de cistos iridociliares em exames de biomicroscopia ultra-sônica

06/12/2006

Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
ISSN 0004-2749 versão impressa

   
 

Resumo

CRONEMBERGER, Sebastião, FERREIRA, Dollores Martins, DINIZ FILHO, Alberto et al. . Arq. Bras. Oftalmol., jul./ago. 2006, vol.69, no.4, p.471-475. ISSN 0004-2749.

OBJETIVO: Relatar a prevalência de cistos iridociliares em olhos de pacientes submetidos à biomicroscopia ultra-sônica (UBM). MÉTODOS: Analisaram-se retrospectivamente as imagens de UBM de 1.557 pacientes examinados de setembro de 1995 a junho de 2004. O critério de inclusão foi a UBM ter sido realizada nos quatro quadrantes (superior, inferior, nasal e temporal) do globo ocular. Avaliaram-se e classificaram-se os cistos quanto: a) ao número em cada quadrante; b) ao quadrante de localização; c) à morfologia, medindo o maior diâmetro (vertical ou horizontal), a maior espessura da parede e a área da lesão cística; d) à área de recesso angular (ARA) para cada um dos quadrantes em que havia cisto; e) à hipótese diagnóstica e/ou indicação da UBM. Utilizou-se o "software" UBM Pro 2000 para medir o diâmetro, a espessura da parede, a área do cisto e a ARA. RESULTADOS: Foram encontrados 103 cistos em 56 pacientes correspondendo à prevalência de 4,9% numa amostra de 1.132 pacientes selecionados. Dos 1.132 pacientes, 650 (57,4%) eram do sexo feminino e 482 (42,6%) eram do sexo masculino. Dos 56 pacientes com cisto, 37 (66,1%) eram do sexo feminino e 19 (33,9%) eram do sexo masculino. Dos 1.480 olhos examinados, 774 (52,3%) eram olhos direitos e 706 (47,7%) eram olhos esquerdos. Foram encontrados cistos em 38 (64,4%) olhos direitos e 21 (35,6%) olhos esquerdos. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos nem entre os olhos direito e esquerdo. Os cistos com maior média de diâmetro e área estavam localizados nos quadrantes temporal e superior, onde foram encontrados os menores valores de grau de abertura do seio camerular. CONCLUSÕES: Os cistos iridociliares são mais prevalentes nos quadrantes inferior e temporal. Os cistos de maior diâmetro e área situam-se nos quadrantes temporal e superior onde encontram-se menores valores médios de grau de abertura do seio camerular. A espessura da parede dos cistos é praticamente a mesma nos quatro quadrantes. Em 64,3% dos pacientes, a presença de cistos foi um achado ocasional do exame de UBM.

Palavras-chave: Prevalência; Cistos; Neoplasias da íris; Microscopia [métodos]; Ultra-sonografia [métodos].

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 Conselho Brasileiro de Oftalmologia
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0004-27492006000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt


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