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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Gestação na adolescência precoce e tardia: há diferença nos riscos obstétricos?.

18/12/2006

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
ISSN 0100-7203 versão impressa

 

 

 

 

Resumo

MAGALHAES, Maria de Lourdes Caltabiano, FURTADO, Felipe Magalhães, NOGUEIRA, Marcelo Bezerra et al Rev. Bras. Ginecol. Obstet., ago. 2006, vol.28, no.8, p.446-452. ISSN 0100-7203.

OBJETIVOS: descrever aspectos da assistência e resultados obstétricos da gravidez em adolescentes atendidas em um centro de atendimento terciário do Ceará e comparar os resultados maternos e perinatais entre adolescentes precoces e tardias. MÉTODOS: em estudo transversal, analítico, avaliaram-se 2.058 casos, sendo 322 (15,6%) de adolescentes precoces e 1.736 (84,4%) tardias, atendidas no ano de 2000. Foram analisados as intercorrências clínicas no pré-natal, tipo de parto, indicações de cesárea, idade gestacional no parto, peso do recém-nascido ao nascimento, adequação do peso à idade gestacional, índices de Apgar no primeiro e quinto minuto de vida, presença de malformações e óbito neonatal. Utilizaram-se o teste exato de Fisher e o c2 na comparação entre os dois grupos. Calculou-se também a razão de prevalência. RESULTADOS: do total de partos ocorridos no período, 25,9% eram de adolescentes e a média de idade destas foi de 17,2 anos. Constatou-se que 88% freqüentaram o pré-natal, sendo 60% com número insuficiente de consultas. As intercorrências clínicas mais freqüentes foram a pré-eclâmpsia (14,7%), a anemia (12,9%) e a infecção do trato urinário (6,4%), sem diferença de freqüência entre os grupos. Ocorreram 31,3% de nascimentos por cesárea, sendo a pré-eclâmpsia a principal indicação nas duas faixas etárias (25 e 23%, respectivamente). A freqüência de Apgar menor que 7 no primeiro minuto foi de 19,9% no grupo das adolescentes precoces e 14,2% entre as tardias (x²=6,96, p=0,008). Não houve diferença quanto à freqüência de prematuridade (20,2 vs 16,1%), recém-nascido pequeno para idade gestacional (12,4 vs 10,4%), baixos escores de Apgar de quinto minuto (5,3 vs 3,3%), malformações congênitas (3,1 vs 2,7%) e morte neonatal (1,6 vs 3,1%). CONCLUSÕES: as gestantes adolescentes precoces e tardias apresentaram evolução da gestação e desempenho obstétrico semelhantes, exceto pela diferença nos escores de Apgar no primeiro minuto.

Palavras-chave: Gravidez na adolescência; Pré-eclâmpsia; Assistência perinatal; Resultado da gravidez.

        · resumo em inglês     · texto em português     · pdf em português

 

 


Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0100-72032006000800002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt


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